<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061</id><updated>2011-07-07T22:55:37.310-07:00</updated><title type='text'>CHOPPMOTORRAD</title><subtitle type='html'>HISTORIA GERAL e ESTÓRIAS GERAIS.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>70</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-6938085786160024743</id><published>2010-05-06T09:07:00.000-07:00</published><updated>2010-05-06T09:13:10.753-07:00</updated><title type='text'>As escolas não ensinam, a vida, sim!!!</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Lição 1. Como prever as consequências&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A frase mais comum depois de um desastre é "nunca imaginei"...&lt;br /&gt;O fato é que a maior parte das pessoas tem muita dificuldade em prever as consequências das suas ações e as escolas parecem jamais ter pensado em ensinar como melhorar esse aspecto. Prever as consequências é parte ciência, parte matemática. É a habilidade de criar um modelo mental de uma sequência de eventos.&lt;br /&gt;O problema é que em geral a gente confunde a previsão com o desejo e aí tudo fica muito complicado. Prever é avaliar o passado, reunir informações sobre o presente e, muitas vezes, brincar de estatística para responder a perguntas do tipo: que chances eu tenho de saltar de uma altura de 3 metros e sobreviver, são e salvo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lição 2. Como ler corretamente&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que você imagina, ler bem não tem nada a ver com ler literatura. Ler tem a ver com olhar para um texto e realmente entender o que está sendo dito (isso também vale para áudio e vídeo, é claro!) e compreender o que, embora não esteja expresso, é parte integrante do texto. Ler na entrelinhas, intuir o contexto, isso é LER.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lição 3. Como distinguir fatos e ficção &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Questionar o que que está sendo dito, aquilo que você lê ou vê na TV é uma ferramenta fundamental para viver num mundo onde todo mundo tem uma opinião sobre todas as coisas e essa opinião muitas vezes é apresentada como se fosse a verdade absoluta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lição 4. Como criar empatia com os outros &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Muita gente vive no seu próprio mundinho fechado. Nem sempre isso é um problema, mas reconhecer que existem outras criaturas que compartilham nossos espaços e caminham ao nosso lado e que essas pessoas eventualmente também estão vivendo em seus mundinhos fechados é fundamental para a sobrevivência, a sua e, quem sabe até a de todos. Isso vai impedir você de assumir que todos os outros seres são iguais a você. E, ainda mais importante, reconhecer essa presença faz desse outro uma fonte surpreendente e fértil de conhecimentos, inspirações e novas idéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lição 5. Como ser criativo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Acredite, todo mundo pode ser criativo. Nossa espécie é feita para ser assim. Com um pouco de prática você pode ficar muito bom nisso. Criatividade não nasce do nada. Em geral, ela surge como resposta a algum problema. Um bom jeito de exercitar a sua criatividade é procurar problemas que precisem ser resolvidos, coisas que merecem respostas, necessidades que precisam ser satisfeitas. Escreva sobre essas coisas que você vai encontrando por aí, quem sabe num blog?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lição 6. Como se comunicar com clareza&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Comunicar-se bem é, mais do que tudo, uma questão de saber o que dizer e de dominar algumas ferramentas. A parte mais difícil disso, pode acreditar, é saber o que dizer. A regra de ouro é: gaste mais tempo assegurando-se de que entendeu exatamente o que está querendo dizer e só depois colocando as idéias no papel. Os escritores e jornalistas, em geral, pensam num esqueleto antes de sequer começar a digitar a primeira linha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lição 7. Como aprender&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Seu cérebro consiste em bilhões de células neurais ligas umas às outras. Aprender é essencialmente arrumar essas conexões. Seu cérebro está sempre aprendendo, esteja você estudando matemática ou olhando para o céu, porque essas conexões estão sempre sendo feitas. A diferença é "como" você aprende. E aprender é uma questão de prática e de repetição. Com o tempo você vai reconhecendo padrões e aplicando esses padrões a outras e outras situações. &lt;br /&gt;Na próxima aula de matemática, tente pensar que estudar qualquer matéria é estudar os arquétipos, padrões básicos, que você vai reconhecer uma vez e depois outra e mais outra... Então tente perceber esses padrões sempre, em todas as disciplinas. Qual é o padrão e não quais são os fatos é a pergunta correta. Responder a essa pergunta vai fazer você aprender de um jeito muito mais fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lição 8. Como manter-se saudável&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;De um ponto de vista muito prático, manter a saúde envolve dois componentes: minimizar sua exposição à doenças e a toxinas e preservar seu corpo físico. Simples não é? No entanto, muitas vezes a gente acaba esquecendo que isso é, além de uma lição um direito. Voê nunca deveria ter que se justificar ou se explicar por tentar proteger sua saúde e sua vida. É seu direito absoluto fazer isso. Nenhuma consequência vale você abrir mão desse direito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lição 9. Como valorizar a si mesmo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É talvez um pouco cínico dizer isso, mas a sociedade é uma gigantesca conspiração para fazer você se sentir mal a respeito de si mesmo. A propaganda faz você se sentir mal para fazê-lo comprar coisas das quais não precisa, os políticos fazem você se sentir incapaz para fazê-lo imaginar que depende deles para salvá-lo, mesmo seus amigos podem fazê-lo duvidar de si mesmo, ainda que inconscientemente, para ganhar alguma vantagem. &lt;br /&gt;Você pode ter todos os recursos e o conhecimento do mundo, mas nada vai adiantar se você não se sentir empodeirado (empowered) para usá-los. É como ter uma Ferrari sem ter carta de motorista para dirigi-la!&lt;br /&gt;Valorizar a si mesmo é sentir que você é bom o bastante para ter uma opinião, uma voz e que suas contribuições são importantes. É sua habilidade de ser independente e de não precisar de outra pessoa ou de uma instituição para sentir-se bem, autônomo e capaz de tomar as decisões necessárias para viver sua própria vida, do seu jeito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lição 10. Como dar sentido para a vida&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Viver uma vida cheia de significado é, na verdade, uma combinação de várias coisas. Depende, é claro, de sua dedicação a um propósito ou a um objetivo. Mas também depende de sua capacidade de apreciar o "aqui e agora". E, finalmente, depende de você se dar conta de que seu lugar no mundo, seu significado, é alguma coisa que você mesmo precisa contruir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Stephen Downes* - Especialista canadense em educação e e-learning. Ele criou um blog especialmente dedicado para discutir as coisas que as escolas não ensinam e que são, na verdade, fundamentais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-6938085786160024743?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/6938085786160024743/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=6938085786160024743' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/6938085786160024743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/6938085786160024743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2010/05/as-escolas-nao-ensinam-vida-sim.html' title='As escolas não ensinam, a vida, sim!!!'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-4774773284092681940</id><published>2010-03-31T08:08:00.000-07:00</published><updated>2010-03-31T08:30:34.192-07:00</updated><title type='text'>Celesc - Estado de Choque</title><content type='html'>O investidor-bomba dentro da Celesc&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Descendente de agricultores gaúchos, ex-seminarista e com duas incursões desastrosas no mercado de capitais no início da sua carreira, Lirio Parisotto hoje é dono da Geração Futuro Corretora de Valores, com carteira de investimentos de R$ 2,5 bilhões, 80% dinheiro seu. Ele também controla a Videolar, maior empresa nacional de fabricação de CDs e DVDs. Aos 56 anos, Parisotto só aplica em três setores, todos protegidos pelo governo brasileiro: siderurgia, bancos e energia elétrica. Maior investidor individual da Celesc, com 11,7% das ações, ele demorou para conquistar uma cadeira no Conselho, onde só sentou em 2007. Quando conseguiu, pediu para sair. – Vi tanta safadeza dentro da Celesc que não pude ficar. Deixei tudo registrado numa carta e saí para salvar o meu CPF – brinca. A carta, amplamente divulgada, apontou diversas irregularidades na Celesc. Parisotto comprou uma briga. Mas por quê? – Um dos meus mandamentos diz para apostar no azarão só para ter motivo para se desafiar e divertir-se. A Celesc é um azarão. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/S7No4HKNvtI/AAAAAAAAANQ/tN19gfzHO2k/s1600/choque_eletrico.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 271px; height: 228px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/S7No4HKNvtI/AAAAAAAAANQ/tN19gfzHO2k/s400/choque_eletrico.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454818886879657682" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Quando investi na Celesc, em 2001, ela estava com as ações mais baratas do setor de energia. E eu gosto de coisa boa e barata. Barata, a Celesc sempre foi. Boa, nunca. Mas o então presidente da empresa (José Fernando Faraco) anunciava um plano de demissões, que foi feito, ao custo de R$ 840 milhões, sendo que ainda faltam R$ 200 milhões para pagar. Em 2002, o governador Luiz Henrique da Silveira assumiu com um discurso de melhoria de gestão e modernização do Estado. Os dois fatores me fizeram aumentar a participação na Celesc. Eu ainda acho que a empresa não é um caso perdido. Falta gestão. Por isso, insisti para entrar no Conselho de Administração, para ver se minha experiência podia ajudar na gestão. Mas acabei descobrindo muita safadeza. Para começar, cada diretor tem seu dono, seu padrinho político. Alguns nem sequer têm capacitação profissional. A maior barbaridade que eu vi foi a tentativa de empurrarem o ex-prefeito de Imbituba Osny (Souza Filho) para a diretoria técnica. Um homem que nunca viu uma turbina na vida, só porque tinha vaga de diretor e ele estava desempregado. Não entrou na Celesc por pressão dos acionistas. Não sossegaram até arrumar um emprego para ele, que hoje está na Casan (é diretor de Planejamento, Orçamento e Informação). Porque pior do que a Celesc, só a Casan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DENÚNCIA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu tenho um defeito: sou craque na leitura de balanços. É chato, eu sei, mas as informações estão todas lá. Quando escrevi a carta, no meu último dia no Conselho da Celesc, 27 de abril de 2009, foi porque, lendo os balanços, descobri uma conta, a ser paga no longo prazo, chamada “dívidas para acertar com o Estado”. Era um furo de R$ 40 milhões. Pedi para abrir e apareceu o contrato de 1986, quando o governo sacou dinheiro do caixa da Celesc, prometendo pagar com dividendos futuros. Mas os dividendos nunca foram retidos. Na minha saída, perguntei ao diretor Arnaldo (Venício de Souza) porque não eram retidos. E ele disse que não ia reter. Ou seja, a diretoria compactuava, não havia nem sequer previsão da retenção desse dinheiro. Eu avisei que se não fizesse a retenção, eu denunciaria a Celesc à CVM (Comissão de Valores Mobiliários, órgão que regula o mercado de capitais). Eles não fizeram. Tanto que eu avisei a CVM numa quinta-feira, às 17h. E na sexta-feira, às 9h, a CVM tinha tomado uma atitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CRISE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Com a carta, a CVM entrou na Celesc, o que instalou uma crise. O Eduardo Pinho Moreira (então presidente da Celesc Holding) se sentiu constrangido com essa situação e pediu para sair. O governador Luiz Henrique se deu conta do tamanho do problema, tanto que, no seu discurso de despedida, de mais de uma hora, nem sequer tocou no nome da Celesc. Os acionistas tentaram fazer uma gestão compartilhada, com gestão privada e controle do Estado, para modernizar a empresa. Isso daria mais agilidade à Celesc, era uma saída do tipo ganha-ganha. Ninguém sairia perdendo. A Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, também acionista da Celesc) propôs o Novo Mercado (práticas de gestão mais rígidas) e tínhamos o apoio do governo. Aí os funcionários fizeram aquele barulho todo e acabaram com a reunião do Conselho. Tiraram da pauta e nunca mais se tocou no assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ROMBO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O maior erro da Celesc foi não investir na geração de energia. Com o que tem de PCHs (pequenas centrais hidrelétricas), ela fatura R$ 60 milhões e lucra R$ 40 milhões. Onde mais existe esta razão? Mas focou na distribuição, que só não dá prejuízo porque colocam R$ 500 milhões de inadimplentes como renegociação. A Celesc tem R$ 1 bilhão de inadimplência. Mas esses R$ 500 milhões são incobráveis. Só constam como renegociados porque, se fizessem um balanço limpo, a empresa teria um prejuízo de, no mínimo, R$ 300 milhões. Não quero ser injusto com ninguém, mas tem muita negociata lá dentro. Uma empresa que troca quatro vezes de presidente em um ano, como é que vai ter planejamento? Nas empresas equivalentes à Celesc, como RGE e Coelsa, todas de gestão privada, o lucro líquido é de 10% a 15% do faturamento. A Celesc fatura R$ 5 bilhões. Por baixo, deveria ter um lucro de R$ 500 milhões por ano. Em 2009, lucrou R$ 130 milhões. Este ano, deve ficar em R$ 30 milhões. Ou seja, desaparece R$ 1,5 milhão por dia na Celesc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEMISSÕES &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Estudei o Programa de Demissão Voluntário Programado (PDVP) da Celesc. Se for implantado como está, vai acabar com o patrimônio líquido da empresa. Pelos cálculos que apuramos com base em dados da intranet da Celesc, de lá de dentro, quem ganha um salário fixo de R$ 2.280,29 para trabalhar hoje, vai receber 96 parcelas, oito anos, de R$ 6.556,56. Um total que equivale a 24 anos de salário na carteira. E ainda por cima, com data marcada só para dezembro de 2010. A Celesc tem um custo de pessoal R$ 200 milhões acima do que prevê a empresa referência (da Anatel) por ano. Precisa demitir. A necessidade é de 4.614 funcionários. A Celesc, entre funcionários e terceirizados, tem 7,1 mil, 2,5 mil mais pessoas do que precisa. É preciso ressaltar que, em 2001, o PDVP demitiu 1.081 pessoas por R$ 840 milhões. O Eduardo Moreira disse que recontratou 1.082. Foram R$ 840 milhões jogados fora. E vai se repetir o erro agora, com o dobro do custo. A diretoria fala em R$ 600 milhões. Não acredito. Com os reajustes, eu acho que este PDVP não sai por menos do que o dobro do outro, algo como R$ 1,7 bilhão. O patrimônio líquido da Celesc, o valor dela de mercado, é de R$ 1,4 bilhão. E tem mais: o PDVP vai até três anos depois de terminada a concessão da Celesc. E o Sérgio Alves (atual presidente da Celesc Holding) já disse que vai readmitir, pelo menos, 30% do pessoal. Saem 1 mil, voltam 300. Tem 1,5 mil pessoas sobrando nos escritórios, e o pessoal que vai sair é justamente quem não deveria, que detém o conhecimento. Sai para voltar depois. Esta turma é muito esperta. São corporativistas. A Celesc é uma empresa catarinense, mas só para 2 mil catarinenses: funcionários, devedores e alguns políticos corruptos. A única atividade social da Celesc é não cobrar as indústrias têxteis e cerâmicas de SC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MONREAL &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O caso da Monreal (empresa contratada para terceirizar a cobrança) é o mais absurdo de todos. Não sei se o Dilson (Oliveira Luiz) foi conivente ou se não sabia o que estava fazendo. Ele foi parar na diretoria comercial por indicação dos funcionários. E tratava de cobrança. Eu já desconfio por aí. Em qualquer empresa, cobrança é coisa para diretoria financeira. Enfim, o Dilson entrou na diretoria comercial e foi assinando tudo o que passavam para ele. Inclusive, o uso indevido de dinheiro para a Monreal. Outro rombo, dessa vez uma fatura de R$ 12 milhões. Quando foi afastado do cargo, saiu dizendo que muitos interesses ficaram contrariados. Interesses? Só se for o interesse da Monreal, que, de junho de 2006 a dezembro de 2008, passou a ter pagamentos, antes de R$ 600 mil a R$ 800 mil, de R$ 3 milhões a R$ 5 milhões por mês. Durante 30 meses. Uma empresa de cobrança completamente desnecessária. A Celesc tem SPC, Serasa e corte de energia para fazer o inadimplente pagar, e 1,5 mil pessoas nos escritórios que podiam fazer isso. Não precisa da Monreal, que só fazia o seguinte: em vez de entregar a carta de cobrança depois de 90 dias sem pagamento e já com corte de energia, entregava a carta com 45 dias sem pagamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEVEDORES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Quando eu pedi a lista de inadimplência da Celesc, a diretoria demorou seis meses para me entregar. E ainda o fez num arquivo (de computador) que nenhum dos conselheiros conseguiu abrir. Eu consegui porque tenho o back office da Videolar. Mesmo assim, o pessoal demorou. Se fosse imprimir a lista, gastaria uns 50 quilos de papel. Imprimi só as 20 primeiras páginas e as 20 últimas. Nas primeiras, empresas que seguramente não são inadimplentes, com altas dívidas. Nas últimas, mais de 2 mil contas abaixo de R$ 10 e dezenas de débitos de R$ 0,01. O mais incrível: nunca tinha sido emitida uma lista de inadimplentes na Celesc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESTATUTO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O governador Luiz Henrique, para expiar seus pecados de não ter tomado uma atitude decisiva pela Celesc antes, decidiu dar um presente para a empresa. O que não fez em oito anos, decidiu fazer em uma semana. Encaminhou um novo estatuto, com mudanças significativas que precisam de aprovação na próxima Assembleia Geral. Como o Estado é controlador, deve aprovar o que ele mesmo pediu. E nós fizemos algumas mudanças. Pela nova proposta, o controlador só pode indicar o presidente. A diretoria deverá ser profissional, preferencialmente do quadro funcional, ou através de cinco indicações de empresas head hunter, com aprovação do Conselho. Também prevê assembleia por videoconferência, quando for assunto emergencial. Isso porque, se o conselheiro é de fora, a Celesc tem que pagar estadia e passagem. Não vai mais precisar. Também propõe reduzir o intervalo das reuniões de 45 dias para 30 dias. O objetivo é garantir uma gestão profissional, cortar custos desnecessários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PERMANÊNCIA – Hoje eu não tenho como me desfazer das ações da Celesc. Elas não têm liquidez. E eu compraria mais porque, em algum momento, essas barbaridades vão aparecer e a farra vai acabar. Às vezes, as coisas precisam piorar para melhorar. Nos chamam de especuladores, mas não dá para especular porque não tem comprador. Os papéis saíram do Índice Bovespa. As negociações eram de R$ 5 milhões por dia, caíram para R$ 300 mil por dia. Somos compradores que querem melhorar os resultados. Mas SC briga com os investidores, bate nos fundos. O nosso interesse é implantar planejamento estratégico para recuperar a companhia. A Celesc tem potencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FonteDC&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-4774773284092681940?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/4774773284092681940/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=4774773284092681940' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/4774773284092681940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/4774773284092681940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2010/03/celesc-estado-de-choque.html' title='Celesc - Estado de Choque'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/S7No4HKNvtI/AAAAAAAAANQ/tN19gfzHO2k/s72-c/choque_eletrico.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-9102595071965251398</id><published>2010-03-01T03:31:00.001-08:00</published><updated>2010-03-01T03:33:42.502-08:00</updated><title type='text'>Je ne fay rien sans gayeté</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/S4ulqV8jwCI/AAAAAAAAAMk/Xd4THQCOy14/s1600-h/MIndlin.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 307px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/S4ulqV8jwCI/AAAAAAAAAMk/Xd4THQCOy14/s400/MIndlin.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5443626721471610914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;José Mindlin - (1914-2010)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-9102595071965251398?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/9102595071965251398/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=9102595071965251398' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/9102595071965251398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/9102595071965251398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2010/03/je-ne-fay-rien-sans-gayete.html' title='Je ne fay rien sans gayeté'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/S4ulqV8jwCI/AAAAAAAAAMk/Xd4THQCOy14/s72-c/MIndlin.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-5626232799477909245</id><published>2010-01-21T06:32:00.000-08:00</published><updated>2010-01-26T09:37:53.759-08:00</updated><title type='text'>Uma Empresa...  A história da Sadia-Epílogo</title><content type='html'>O setembro negro da Sadia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Walter Fontana Filho sentou-se próximo ao avô, Attilio Fontana, que ocupava a cabeceira da comprida mesa de vidro da sala de reuniões do conselho de administração da Sadia, em São Paulo. Empresa com ações na Bolsa, a Sadia vinha perdendo capital, naquele ano de 1983, com as tempestuosas oscilações de mercado. Para evitar que os controladores da empresa saíssem perdendo, o conselho decidira meses antes recomprar boa parte dos papéis da companhia e transferi-los para a Fundação Attilio Fontana, o fundo de pensão dos funcionários. A recompra ficara a cargo do diretor de administração, Osório Furlan, genro do patriarca Attilio Fontana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Walter Fontana, ou Waltinho, como era chamado pela família, fizera na surdina um levantamento da compra e da venda de ações da Sadia nos últimos tempos. O resultado da enquete era o trunfo que exibiria naquela manhã aos parentes com assento no conselho da empresa. Expondo uma sequência de gráficos, ele demonstrou que sim, Osório Furlan havia realmente comprado papéis da Sadia. Mas, em vez de repassá-los para a fundação, anexara uma parte substanciosa deles ao seu portfólio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem que ninguém no clã soubesse, Osório ultrapassara o teto de 10% das ações que cabiam individualmente a cada sócio controlador. Abocanhara 14% das ações e, caso seduzisse alguns familiares, mandaria na empresa. Nada mal para Osório, que fora garçom em Concórdia, a cidadezinha catarinense onde nascera a Sadia, antes de se casar com a filha mais velha de Attilio Fontana e virar diretor da empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Moleque, mentiroso!", berrou Osório Furlan ao ouvir o relato do sobrinho Walter Fontana. "Moleque e incompetente!", continuou urrando, enquanto socava a mesa com os punhos. Raul dos Reis, um dos genros de Attilio Fontana, entrou na briga: "Moleque é você, Osório. Você é um velhaco que enganou a todos." Osório passou a mão num cinzeiro e o jogou em Raul dos Reis. O cinzeiro se espatifou na mesa e quebrou o tampo de vidro. Reis revidou atirando uma xícara de café contra Osório Furlan. Atingiu-o no supercílio, que começou a sangrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao sentir o sangue nas têmporas, Furlan deixou a sala, correu até seu escritório e pegou um revólver na gaveta da escrivaninha. Foi contido antes de voltar para a sala do conselho. Levado para fora do prédio, anunciou aos gritos que daria queixa à polícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias depois, houve outra reunião do conselho de administração. Apaziguador, Osório Furlan disse ao sogro: "Seu Attilio, o senhor pode votar também com as minhas ações, me abstenho de votar sobre a minha situação aqui." Attilio Fontana, que aos 83 anos tinha a palavra final, respondeu secamente: "Pois então o senhor se considere fora da empresa com o voto de 100% dos acionistas." Ao ouvir a sentença, Furlan encarou cada um dos sócios, com quem trabalhava há quase quarenta anos, e, dramático, vaticinou: "Um dia eu volto."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Attilio Fontana não se dava muito bem com Osório Furlan. Tolerava-o na empresa por ser o pai de Luiz Fernando, o neto predileto, a quem considerava o seu delfim. Menino, Luiz Fernando Furlan acompanhava o avô por todo lado e, durante anos, foi seu secretário particular. Era o neto mais parecido com o patriarca não só no físico (ambos altos e delgados, de lábios finos e sorriso inexpressivo) como no temperamento mais político. Na briga, porém, Luiz Fernando Furlan se alinhou com o pai, que sempre considerou injustiçado. Embora continuasse na Sadia, manteve distância da família. E nunca perdoou o primo Walter Fontana. Mais de 25 anos depois do voo do cinzeiro e da xícara, os dois se falam protocolarmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cizânia acionária levou os donos da Sadia a abrirem, em 1986, uma corretora. Deram-lhe o nome de Concórdia em homenagem ao berço da companhia e na esperança de que apaziguasse o clã. A ideia inicial era de que operasse apenas com as ações da empresa. Mas ela obteve resultados tão bons que acabou oferecendo serviços a terceiros. Saiu-se bem também nessa seara e se consolidou. O sucesso inicial da Concórdia no mercado financeiro serviu de impulso para que, duas décadas depois, a Sadia fosse incendiada por papéis podres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Attilio Fontana desconfiava do mercado financeiro. Todas as vezes que um banco lhe oferecia ganhos fantasmáticos com papéis, ele dizia não. Um dos herdeiros da Sadia me contou que, certa vez, após ter recusado um investimento, Fontana reuniu os conselheiros da companhia, à época todos da família, e perguntou: "Essa empresa existe para quê?" Ele mesmo respondeu: "Para vender frango, vender peru e fazer solsicha. Se é para fazer diferente, é melhor abrir um banco. Mas não quero ter um banco, quero ter um frigorífico."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarenta anos antes, numa fria manhã de 1943, Attilio Fontana entrou na sede do Moinho Concórdia, uma construção amarela, de telhados triangulares e janelas brancas, para participar de uma assembleia de acionistas. O prédio ficava no centro de um terreno plano, de terra batida, que durante a estação das chuvas virava uma lama espessa, difícil de atravessar. Fontana pediu a palavra e, para surpresa dos sócios, anunciou sua saída do negócio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele era um comerciante bem-sucedido e com um bom nome em Concórdia e nos arredores, o oeste de Santa Ca-tarina. Atendera ao pedido do prefeito da cidade para entrar na sociedade e evitar a falência da s.a. Indústria e Comércio de Concórdia, nome oficial da empresa, que incluía também um frigorífico. A companhia, um empreendimento ousado para uma cidade de apenas 3 mil mora-dores, fora criada dois anos antes por empresários locais. O negócio não deu lucro. Com a entrada de Attilio, o moinho saiu do vermelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ouvir o apelo dos sócios para que não os abandonasse, Attilio lhes disse que aceitaria ficar, desde que tivesse mais de 50% do negócio e se tornasse o controlador. E lhes apresentou a conta: todos os sócios teriam que vender a ele suas ações pela metade do preço, com a opção de saírem e receberem o dinheiro à vista, ou continuarem como cotistas minoritários. Para sua surpresa, todos concordaram. E a maioria optou por permanecer na sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nem de longe eu podia imaginar que, naquela assembleia, estivesse decidindo o passo fundamental da minha carreira de empresário", relatou Attilio Fontana em seu livro de memórias, História da Minha Vida, escrito às vésperas de seus 80 anos. O passo fundamental, que ensaiava há anos, era deixar o comércio e virar industrial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gaúcho Attilio Fontana nasceu em 1900, em Santa Maria da Boca do Monte. Foi o oitavo dos doze filhos de Thereza Dalle Rive e Romano Fontana, originários do Vêneto, que chegaram da Itália no final do século xix, compraram uma fazendola e botaram os filhos para trabalharem a terra. O menino Attilio alfabetizou-se no dialeto do Vêneto, foi usar sapato pela primeira vez aos 15 anos e nunca perdeu o sotaque da colônia: dizia caro em vez de carro e solsicha no lugar de salsicha. Recém-casado, se mudou para Santa Catarina e prosperou no comércio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu primeiro desafio como sócio majoritário da s.a. Indústria e Comércio de Concórdia foi dar um jeito no frigorífico, que precisava de maquinário. Com o mundo em guerra, os oceanos transformados em palco de batalha, era impossível importar qualquer equipamento da Europa ou dos Estados Unidos. Attilio Fontana soube que um frigorífico em Guaporé, no Rio Grande, havia falido e os donos queriam vender as máquinas. Foi para lá e fechou o negócio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos empregados do frigorífico falido era o jovem Vittorio Galeazzi, a quem coube desmontar algumas das velhas máquinas que seriam levadas para Concórdia. Fontana se impressionou com a destreza do rapaz de 22 anos e o convidou a mudar de emprego. "O seu Attilio andava muito arrumado e estava de terno cinza, gravata e chapéu quando me chamou para trabalhar com ele", disse Galeazzi numa manhã chuvosa, em setembro, na sede da Associação dos Aposentados de Concórdia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele embarcou no caminhão que levava o maquinário e chegou a Concórdia três dias depois, no final da tarde de sexta-feira. Cinco meses depois, no dia 22 de novembro de 1944, as máquinas entraram em operação. "Eu sangrei o primeiro porco", disse-me Galeazzi, que hoje tem 87 anos. "Os outros empregados ficaram olhando porque não sabiam como usar aqueles equipamentos. Sangrei trinta porcos só no primeiro dia. Eles vinham pendurados numa roldana e aí eu passava a faca." Os porcos eram destrinchados em mesas de madeira onde viravam linguiça, salsicha, salame e banha. Em seis meses, o frigorífico abatia 200 porcos diariamente. Attilio Fontana mudou o nome da empresa: combinando as iniciais da s.a. Indústria e Comércio com a sílaba final de Concórdia, criou a Sadia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O odor dos animais mortos chegava até a casa de Fontana, a poucos metros do frigorífico, separado da rua apenas por uma cerca de arame. Quando sua filha Maria Therezinha, adolescente, reclamava do mau cheiro, ele respondia: "Minha filha, isso é cheiro de dinheiro, cheiro de vestido novo, de sapato novo." A dedicação ao negócio era total. "Às vezes, trabalhávamos quinze horas por dia, e os diretores, quase todos da família, ficavam lá com a gente", contou Galeazzi. "Acreditávamos que estávamos participando de uma coisa muito grande. Chamávamos a empresa de Família Sadia."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chegada de Victor Fontana, so-brinho de Attilio, deu um novo elã ao frigorífico. Victor se formara em engenharia química, em Porto Alegre, e trouxe técnicas de higiene e de conservação de carnes que reduziram as perdas. O passo seguinte foi o investimento em frangos e perus congelados. Atrás de novas ideias, a empresa começou a enviar funcionários aos Estados Unidos e Europa para estudar a produção de alimentos semiprontos e congelados. Abriu escritórios e fábricas no Paraná e em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas décadas depois de criada, os patrões ainda mantinham proximidade com os funcionários. "Alguns diretores jogavam truco com a gente na hora do almoço", contou Valdir Schumacher, que trabalhou trinta anos na companhia. "O trabalho era pesado, mas tínhamos a sensação de que os donos se importavam com os empregados, e isso nos fazia sentir parte da companhia. Fazíamos qualquer coisa pela Sadia."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já na cúpula da Sadia as relações eram conflituosas. Victor Fontana, que assumira a diretoria industrial, defendia que o trabalho dos operários não fosse interrompido, para que os produtos não estragassem na linha de pro-dução. Osório Furlan, que cuidava da administração, discordava: não queria que a empresa gastasse mais com horas extras. Um dia, depois de Osório ter dispensado os funcionários, Victor os chamou de volta. Os dois se atracaram na frente dos operários. Foram parar na sala de Attilio Fontana, que deu razão ao sobrinho. A briga deu origem ao rumor de que Osório Furlan urinava na banha para arruinar o trabalho de Victor Fontana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Attilio Fontana usou o que ganhou na Sadia para se projetar na política. Em 1946, elegeu-se vereador, foi depois deputado e chegou a senador. "Ainda que não estivesse todo tempo na Sadia, ele mantinha a empresa sob seu comando", disse um dos seus herdeiros. "Quando não gostava de alguma coisa dizia: "Non, isso aqui non", e todo mundo obedecia." Quando visitava as fábricas, ia direto para a linha de produção e passava horas conversando com os operários. "Ele sabia tudo o que se passava na empresa através do chão de fábrica", contou o herdeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só havia algo que Attilio não tolerava. Que seus empregados falassem mal do seu partido, primeiro o psd e depois, na ditadura militar, a Arena. "Se alguém dizia que era do mdb, era demissão na certa", contou Iburici Fernandes, que trabalhou 33 anos na companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No começo dos anos 50, a Sadia ainda sofria com as perdas de produtos perecíveis. Elas ocorriam, sobretudo, no transporte, por causa do longo trajeto de caminhão de Concórdia até os centros consumidores. Mortadelas, presuntos cozidos e salsichas chegavam ao destino com o prazo de validade quase vencido. Omar, filho do meio de Attilio Fontana, teve a ideia de transportarem a carga por avião. E a Sadia alugou um Douglas dc-3, da Panair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a Panair só cedia o avião aos domingos, a Sadia o comprou. Mas surgiu um novo problema: o alto custo do combustível. Para ter acesso aos benefícios fiscais que o governo dava às companhias aéreas, entre eles redução no preço do querosene de aviação, Omar Fontana sugeriu que se arrendassem mais dois aviões, caracterizando assim a existência de uma empresa aérea. Com essa pequena frota foi criada, em 1955, a Sadia Transportes Aéreos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como no caso da corretora Concórdia, o departamento criado para atender uma necessidade interna da Sadia teve grande sucesso. O transporte por avião deu uma vantagem competitiva à Sadia: seus produtos chegavam aos consumidores mais rápido do que os de seus concorrentes. Nas horas ociosas, os aviões foram usados para servir a terceiros. Com o tempo, a Sadia Transportes Aéreos virou a Transbrasil, que chegou a ter mais de vinte jatos e rotas para o exterior. A essa altura, a Sadia não usava mais o transporte aéreo: com o surgimento de caminhões refrigerados e a melhoria das estradas, ficou mais barato fazer o transporte por terra. No ano 2001, depois da morte de Omar Fontana, a Transbrasil quebrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no reinado dos caminhões frigo-ríficos, houve um atrito de monta entre Osório Furlan e os familiares. Uma vistoria burocrática descobriu que os caminhões da Sadia transportavam também produtos de uma distribuidora de bebidas, a Frederico Bruck, que Osório Furlan acabara de comprar. Foi acusado de usar a Sadia em proveito próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Attilio Fontana, que ocupava a presidência de honra do conselho, morreu em 1989. Deixou registrada no seu livro de memórias a esperança que depositava nos descendentes: "Eles são o meu orgulho. A eles confio o legado do meu nome e da minha memória, bem como o fruto do meu trabalho." Um acordo de acionistas serviria, em tese, para manter os herdeiros unidos. Segundo o documento, as ações dos controladores só podiam ser vendidas para outros descendentes. Mas, em situação igualitária, nenhum deles, individualmente, tinha condições de comprar ações do outro. Com isso, muitos continuaram na empresa quase à força, sem ter o que fazer na prática, a não ser dar palpites. As brigas entre eles fermentaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1994, o comando da companhia foi transferido para a terceira geração, a dos netos do patriarca. Luiz Fernando Furlan, o predileto, o filho de Osório, assumiu a presidência do conselho de administração. Walter Fontana Filho, que denunciara Osório, a presidência executiva. A escolha dos dois foi decidida pelas nove famílias dos filhos do fundador, além das dos sobrinhos. (A Sadia tem hoje quase 100 herdeiros.) Havia consenso de que os dois eram os mais indicados para os cargos. Luiz Furlan fora preparado pelo avô para sucedê-lo no conselho e, embora nunca tivesse tocado a operação, conhecia bem os números da companhia e passava credibilidade aos acionistas. Walter Filho, o Waltinho, passara por todos os setores da fábrica, da produção até a logística e a administração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre 1994 e 2003, no entanto, a Sadia viveu uma situação insólita: o presidente do conselho e o presidente-executivo mal trocavam palavras. As ordens de um e as contraordens do outro, e vice-versa, se sucediam, deixando atônitos executivos graduados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A companhia tornou-se errática. As últimas filiais de peso que a Sadia abriu - Tóquio, Milão e Buenos Aires - datam do começo dos anos 90. Com Luiz Furlan e Walter Fontana Filho se trombando no comando, a empresa fez poucas aquisições. As mais importantes datam de 1999: a Miss Daisy, de sobremesas congeladas, e a Granja Rezende, de pesquisa genética e produção de aves e suínos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As divergências entre eles não tinham, para os que não estavam alinhados com um ou outro, motivações estratégicas. "Começou a ficar cada vez mais marcada a diferença entre o clã Furlan e o clã Fontana", contou-me um herdeiro. "Os Furlan se comportavam como se não fossem da família. Eles eram fechados no seu grupo, não acreditavam que os Fontana pudessem administrar qualquer coisa."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira herdeira a expor as divergências do clã foi Yara Fontana D Ávila, neta de Attilio Fontana. Ela trabalhou na companhia num plano de benefícios para os funcionários e montou um programa de controle do alcoolismo que, posteriormente, teve algumas partes adotadas pela Organização Mundial de Saúde. Passou nove anos na empresa, segundo contou, confinada a uma "salinha sem janela". Raramente tinha acesso a reuniões de cúpula. Sentindo-se marginalizada, entrou em depressão e se demitiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora da Sadia, atacou o machismo de seus primos Walter e Luiz Fernando, e também o do seu próprio irmão, Eduardo, então diretor industrial da empresa. Fez tudo isso num livro chamado Como Fritar as Josefinas: a Mulher nos Bastidores da Empresa Familiar Brasileira, que publicou em 1996. Josefina era o nome de uma linguiça fabricada pela Sadia e a sua fritura, no livro, é uma referência à falta de consideração com que eram tratadas as herdeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num dos capítulos, Yara lista sete razões para uma empresa familiar quebrar. Uma das mais importantes é a ganância: "Dentro de um grupo familiar, a ganância é responsável pelas piores brigas, por mais poder, mais dinheiro, mais status, mais direitos. Esse pecado atropela a competência. A ganância faz o ganancioso dar o passo maior do que as pernas. E, quando a esperteza é demais, engole o esperto."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar das desavenças, a Sadia crescia. As exportações saltaram de 500 milhões de dólares em 1994 para 2,3 bilhões em 2007. E o seu valor de mercado passou de 450 milhões para 3,8 bilhões de dólares no final de 2007. Nesse ano, a companhia pagou 74 milhões de dólares em dividendos. O avanço financeiro, no entanto, não encontrava correspondência no negócio concreto da Sadia. Negócio que, segundo Attilio Fontana, era fazer salsicha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse mesmo período, começou a recuperação da sua maior concorrente, a Perdigão. Fundada pela família Brandalise, também de imigrantes italianos, a empresa estava à beira da falência em 1994, quando foi comprada por nove fundos de pensão, entre eles a Previ, dos funcionários do Banco do Brasil. Ironicamente, a Perdigão chegou a ser oferecida primeiro à Sadia, que não se interessou pelo negócio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a presidência executiva da Per-digão, os fundos chamaram Nildemar Secches, um executivo egresso do bndes. Reorientada, a empresa atingiu o valor de 4,6 bilhões de dólares, em 2007, su-perando a Sadia pela primeira vez na história das duas companhias. No en-tendimento de seus fornecedores e dos grandes atacadistas, a Sadia, apesar de se sair melhor que a Perdigão em termos de variedade de produtos e marketing, continuava com uma gestão confusa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diretor-financeiro da empresa, Adriano Ferreira, por exemplo, se reportava ao presidente do conselho de administração, Walter Fontana, em vez de se subordinar diretamente ao presidente-executivo, Gilberto Tomazoni - o que era visto como uma aberração corporativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje os sócios da Perdigão consideram Walter Fontana um excelente profissional na área de logística. E acham Luiz Furlan um empresário com bom trânsito junto a governos e associações de classe. Já Gilberto Tomazoni não desfruta de boa reputação. "Se nem a Sadia confiava nele, a ponto de desvincular a diretoria financeira da presidência executiva, por que nós confiaríamos?", explicou um sócio da Perdigão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entendimento da Perdigão, o maior erro de Tomazoni foi impor uma administração contrária aos princípios que nortearam a Sadia durante décadas. Ele era adepto de modismos administrativos, ditados por gurus corporativos. "Tomazoni contratou a consultora Betania Tanure e queria adotar uma política de resultados como a da Ambev, quando a cultura da Sadia era a do comprometimento", contou um ex-superintendente da empresa. Foi a época dos programas de treinamento em Atibaia, no interior paulista. "Eles ficavam lá andando de jipe, fazendo trilha, subindo em árvore, gastando uma fortuna, enquanto na fábrica nós tínhamos que economizar até nas luvas dos funcionários", disse o ex-superintendente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, Tomazoni convocou alguns de seus executivos, traçou um risco no chão e os desafiou: "Quem quer crescer com a Sadia quer ficar de qual lado do risco? Ou estão comigo ou estão fora." A ideia era replicar o exercício nas fábricas. "Queriam que fizéssemos isso com os peões", disse um superintendente da unidade de Chapecó. "Recusamos porque, por ser tão ridículo, era capaz de todos ficarem do lado errado da linha." Ao mesmo tempo em que acreditava na motivação, Tomazoni mal cumprimentava os funcionários quando visitava as fábricas. Isso era desagregador para uma companhia cujo dono e antigos diretores costumavam almoçar com os trabalhadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os superintendentes e gerentes da Sadia passaram a reclamar da competição que foi criada entre as unidades. Eles eram obrigados a fazer relatórios intermináveis sobre o cumprimento de metas. "Ficávamos preenchendo papel em vez de acompanharmos a produção", disse um deles. A unidade que se saísse pior perdia os bônus, que eram repassados para as de melhor desempenho. O resultado foi que as unidades começaram a maquiar seus resultados, para não perder os bônus. A competição interna abalou a política de cooperação na qual a companhia se baseara durante décadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O economista Oscar Malvessi deixou a carreira de executivo, em 1998, para fazer doutorado em economia na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo. Sua tese buscou estudar os motivos que fizeram com que as em-presas brasileiras perdessem valor, no final do século passado. Ele analisou dezenas de grandes companhias, entre elas a -Sadia e a Perdigão. Em 2002, mostrou as conclusões de seu trabalho ao conselho de administração da Sadia, que incluía então executivos de fora do clã. Na apresentação, Malvessi chamou a atenção para o excesso de operações financeiras feitas pela companhia. Demonstrou em um PowerPoint que desde 1996 o lucro da Sadia vinha, em grande parte, de transações com papel, e não mais com frango e peru.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O recurso às aplicações financeiras se deu quando o presidente do conselho era Luiz Fernando Furlan. Em 2003, ele deixou o cargo para se tornar ministro do Desenvolvimento de Luiz Inácio Lula da Silva. Antes de sair, ele fez cumprir o vaticínio de seu pai, em 1983: Osório voltou para a companhia como representante dos Furlan no conselho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oscar Malvessi fez mais duas apresentações na Sadia, a última em 2007. Nessa, disse que o lucro operacional - o que vem da venda dos produtos - representava 57% dos ganhos da empresa. Os outros 43% provinham de transações financeiras. "A Sadia estava totalmente fora da curva", me disse Malvessi, em agosto, em seu escritório, na avenida Paulista. Nas grandes companhias, os ganhos em operações com papéis não ultrapassam 10% do lucro total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Malvessi, uma olhada ligeira nos números da indústria alimentícia era suficiente para perceber que havia algo de muito errado na Sadia: entre 2002 e 2007, as vendas da Perdigão haviam crescido 73% a mais que as da concorrente. "Todos estavam conscientes do risco que a Sadia corria", afirmou. "Quando acabei minha exposição, os conselheiros me olharam sem qualquer espanto. Como se tudo aquilo fosse a coisa mais normal do mundo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yara Fontana é uma mulher alta, sorridente e jovial. Seu sorriso desaparece quando comenta o desmanche da Sadia. Encontrei-me com ela em um restaurante, em São Paulo. Contou-me que, em 2007, num almoço familiar, teve uma discussão com seu irmão Eduardo, que ocupava a vice-presidência do conselho de administração, e questionou os ganhos anormais da companhia no mercado financeiro: "Ele me disse para eu não reclamar da administração da empresa porque nunca tínhamos ganhado tantos dividendos na vida."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gestor de um grande fundo de investimentos me disse que a Sadia "era useira e vezeira" em fazer operações de risco. Perdeu muitas vezes, mas conseguiu escapar porque as crises não foram longas e nem profundas. "Eles jogavam muito com o caixa da empresa e todo o mercado sabia", disse. "Por isso, há muito tempo o meu fundo não operava mais com ações da companhia. Aquilo era crônica de uma morte anunciada."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao meio-dia de 12 de setembro do ano passado, Walter Fontana Filho reuniu-se com os executivos da cúpula da Sadia. O encontro foi na sala de reuniões do escritório central da empresa, em São Paulo. Os diretores se sentaram em volta de uma mesa de mármore negro para fechar a proposta de compra do frigorífico Frangosul, do grupo francês Doux, o maior produtor europeu de aves e embutidos. Havia um cartaz na parede com a política da companhia, assinado por Walter Fontana Filho. O primeiro compromisso era "contribuir para a sobrevivência da Sadia, pro-porcionando o retorno adequado dos investimentos". O valor de compra da Frangosul foi fechado em 1,2 bilhão de reais. A carta-proposta foi despachada naquele mesmo dia para Charles Doux, presidente da companhia na França.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, às oito e vinte da manhã, o diretor-financeiro Adriano Ferreira entrou chorando na sala de Walter Fontana Filho. Disse-lhe para esquecer a compra da Frangosul e anunciou: havia perdido o controle das operações de câmbio e a Sadia estava com 5 bilhões de dólares a descoberto no mercado de derivativos. A empresa tinha fechado posições de câmbio a 1,60 real, apostando que o dólar não subiria. Mas, naquele dia, a moeda já havia ultrapassado 1,80 e essa diferença, pelo contrato com os bancos, tinha que ser paga em dobro. São as chamadas operações 2 por 1: a cada subida do dólar, a Sadia tinha que fazer um depósito na Bolsa de Mercadorias e de Futuros para honrar seus compromissos. Como era obrigada a zerar diariamente essas posições, o caixa da empresa e sua liquidez estavam ameaçados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Sadia sangrava desde o dia 8 de setembro, quando, com a implosão do mercado imobiliário americano, o dólar começara a subir. Mas Adriano Ferreira mantivera as perdas em sigilo, acreditando que o quadro reverteria. Já havia pago mais de 500 milhões de reais, usando o capital de giro da companhia. Naquele 12 de setembro, a Sadia estava à beira de ficar sem dinheiro em caixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atônito, Walter Fontana Filho convocou uma reunião de emergência com o núcleo da direção. Foram chamados Cássio Casseb, ex-presidente do Banco do Brasil, Eduardo D Ávila, vice-presidente do conselho de administração, e Roberto Faldini, conselheiro responsável pelo comitê de auditoria. Vieram ainda José Antônio Gragnani, da corretora Concórdia, e João Ayres Rabello, um executivo contratado meses antes para ser presidente de um projeto que era a menina dos olhos da cúpula da empresa: a criação do Banco Concórdia. Antes mesmo da aprovação do Banco Central, os controladores da Sadia haviam providenciado uma sede monumental para a nova instituição, na Torre Eldorado, em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A equipe ficou reunida até as oito horas da noite, quando conseguiu reduzir a exposição da Sadia de 5 bilhões para 3,4 bilhões de dólares. João Rabello sugeriu que sacassem dos cofres da Fundação Attilio Fontana, que tinha um patrimônio de 1,5 bilhão de reais. O presidente da fundação, Darcy Primo, reagiu dizendo que ali ninguém colocava a mão: Attilio investira 30% de seu patrimônio pessoal para capitalizá-la. "Ele dizia que a fundação era a sua filha mais nova", contou um ex-diretor da companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sábado, dia 13, Walter Fontana convocou para a segunda-feira seguinte uma reunião extraordinária do conselho. No mesmo dia, Carla, a filha mais nova de Attilio Fontana e presidente do acordo de acionistas, foi avisada do rombo. Coube a ela contar aos outros herdeiros, muitos acima dos 80 anos e há décadas dependentes dos dividendos da companhia, que a Sadia estava à beira da falência. "Foi um choque para todo mundo", contou um dos herdeiros. "Como poderíamos imaginar que a maior empresa de alimentos do país tinha falido do dia para a noite? Era quase a história do Titanic."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Walter Fontana Filho foi obrigado a fazer o que jamais imaginara: pedir ajuda ao primo Luiz Fernando. Dono de 23% das ações da companhia, Furlan saíra do governo meses antes, não retornara à companhia e se envolvera num projeto ambientalista na Amazônia. Furlan estava no Japão, onde participava de uma reunião do conselho da Panasonic.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos dias que se seguiram, os executivos escalados por Walter se fecharam com Adriano Ferreira em sua sala para tentar entender o estrago. A cada chamada da bm&amp;f - quando a empresa tinha que fazer novos depósitos em garantia -, eles se apavoravam com as dimensões do rombo. Um levantamento feito às pressas mostrava que a Sadia vinha tendo perdas desde dezembro de 2007. Mas foi em agosto de 2008 que as transações com derivativos saíram do controle. Uma das operações, com apenas um banco, o inglês Barclays, era de 720 milhões de dólares. O padrão das operações era 2 para 1, ou seja, quando perdia, a Sadia perdia em dobro. Só ao Barclays a Sadia teria de pagar 1,4 bilhão de dólares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de horas de conversas, o banco inglês concordou em desfazer a transação. Mas a Sadia precisou pagar uma multa de 150 milhões de reais. Em meados da semana do dia 15, o caixa da Sadia, que no começo do mês era de 1,8 bilhão de reais, minguara para 300 milhões. "A empresa estava entrando em colapso, e em pouco tempo quebraria por falta de capital de giro", contou um ex-diretor da companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para evitar a bancarrota, Cássio Casseb ligou para o presidente do Banco do Brasil e pediu uma linha de crédito emergencial. Naquela altura, com a quebra do Lehman Brothers, no dia 15, nos Estados Unidos, todas as linhas de crédito para o Brasil estavam fechadas. Só restava a ajuda dos bancos brasileiros. O Banco do Brasil aprovou um empréstimo de emergência de 911 milhões de reais. No dia 25 de setembro, quando foi assinado o contrato com o Banco do Brasil, a Sadia divulgou uma informação oficial - o "fato relevante" - estimando suas perdas, em derivativos, em 720 milhões de dólares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adriano Ferreira é um moreno alto de 39 anos. Encontrei-me com ele, em agosto, num casarão na avenida Brasil, em São Paulo. Ali funciona a assessoria de imprensa que ele contratou para ajudá-lo. Vestia calça bege e camisa listrada de vermelho e azul. Também estava presente um de seus advogados. Ao me dizer sua idade, Ferreira perguntou, de cara, preocupado: "Você acha que aparento 39 anos?" Respondi que parecia mais jovem. "Tem certeza que não fiquei enrugado?", insistiu. Diante da nova negativa, disse: "Ainda bem, porque com toda essa crise fiquei com medo de ter envelhecido."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baiano, Adriano Ferreira formou-se em economia pela Universidade Católica de Salvador. Começou a carreira na empreiteira Odebrecht, como analista financeiro. Depois, mudou-se para Madri para trabalhar na Atento, uma empresa de call center da Telefónica de España, onde chegou a diretor de tesouraria. Voltou ao Brasil por pressão da mulher, advogada tributarista, que não queria mais morar no exterior. No final de 2002, logo após a eleição de Lula, foi contratado como gerente financeiro da Sadia, através de uma firma de head hunter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um dos requisitos era ter boa experiência em operações financeiras porque a companhia tinha uma corretora de valores, a Concórdia, embaixo dela", disse. "Isso chamou minha atenção, porque não é comum uma indústria ter uma corretora." Na empresa, espantou-se com o fato de a Sadia ter uma grande quantidade de títulos brasileiros em sua carteira. "Estranhei porque, naquela época, com o medo que o mercado tinha do Lula, ninguém queria ter títulos brasileiros. Se a empresa precisasse de dinheiro, não ia poder dispor daqueles títulos." Uma das suas primeiras medidas, disse, foi diversificar a carteira de investimentos. "Não se pode colocar todos os ovos no mesmo cesto", explicou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Sadia tinha planos de dobrar de tamanho em cinco anos. Suas exportações cresciam aceleradamente por causa da doença da vaca louca na Europa, Canadá e Estados Unidos. Adriano Ferreira pegou uma folha de papel e rabiscou alguns números. "Quando eu entrei, a empresa faturava 6 bilhões de reais ao ano. Quando saí, faturava 12 bilhões", contabilizou, atribuindo ao seu trabalho grande parte desse sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que se atirou com tanta voracidade nos derivativos? "Era um período de bonança e os bancos começaram a oferecer diversos produtos financeiros", ele respondeu. "Todos eles foram testados e utilizados pela Sadia, mesmo porque a empresa tinha experiência nisso. Quem poderia imaginar que o mundo entraria em crise?" Em 2006, ele foi promovido a diretor-financeiro. "Tive diversas promoções", afirmou. Esteve no centro nervoso da companhia e, segundo conta, nunca teve sua estratégia contestada: "Decidimos expandir as atividades financeiras do grupo. O primeiro passo seria a abertura do banco. O estudo foi capitaneado por mim. Eu fora escalado para ser o supervisor da holding: a empresa, a corretora e o banco."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenso, Adriano Ferreira deu a sua versão para o setembro negro da Sadia. Disse que, desde o final de agosto, quando o dólar começou a subir, tentou se desfazer das operações de derivativos. Mas, com o agravamento da crise, no dia 8 de setembro, a situação se deteriorou rapidamente. No dia 25, ficou acordado até uma e meia da madrugada, tratando do empréstimo com o Banco do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às 8h30, voltou à Sadia para assinar o contrato. Ao meio-dia e meia, assim que saiu para almoçar recebeu um telefonema da secretária. Nervosa, ela contou que o pessoal da administração entrara na sua sala e levara seu computador. "Perdi o chão", contou ele. "Eu estava na empresa há seis anos. Era pessoa de confiança da família. Não tinha o menor sentido o que estavam fazendo comigo. Como, de uma hora para outra, eu posso ter virado um louco, um irresponsável?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ferreira não voltou à companhia naquele dia. No final da tarde, após a Sadia soltar o fato relevante, sua secretária voltou a ligar. "Ela me avisou que o teor da nota não era nada bom para mim", prosseguiu. "Eu não só fora demitido como estava sendo declarado culpado pela situação." Só no dia seguinte ele foi comunicado oficialmente da decisão anunciada na véspera ao mercado: "O Eduardo Fontana me chamou e me demitiu."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Sadia acabou perdendo 2,5 bilhões de dólares com derivativos, na sua avaliação, devido à demora dos executivos em cancelarem as operações. Quando contou o problema para Walter Fontana Filho, no dia 12, Adriano disse ter sugerido que encerrassem todos os contratos antecipadamente. "Se tivéssemos feito isso, a perda para a companhia teria sido, no máximo, de 900 milhões de dólares", avaliou. Segundo ele, começou uma discussão em torno de duas alternativas. Uma era a antecipação dos contratos. A outra, aguardar mais um pouco para ver se o dólar caía.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Era muita gente dando palpite, inclusive o Luiz Furlan", disse Ferreira. "Quanto mais tempo eles demoravam para tomar a decisão, mais o prejuízo aumentava. Eles encerraram os contratos só em dezembro, quando o dólar já estava na casa dos 2,50 reais. Saíram no pior momento. Por isso o prejuízo foi tão grande."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao tomar conhecimento da argumentação de Ferreira, um ex-diretor da Sadia reagiu: "Íamos pagar com o quê se a empresa não tinha caixa nem para honrar os compromissos com os produtores? Ele secou o caixa da companhia."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O administrador de um grande fundo de investimentos explicou-me que o problema das empresas que se metem a operar no mercado financeiro é a falta de conhecimento. "Os bancos e os gestores de recursos têm uma inteligência voltada unicamente para analisar essas operações. As empresas não. Cabe ao diretor-financeiro, que tem mil outras coisas para cuidar, ficar brincando de operador", afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Walter Fontana Filho foi afastado do comando da empresa no dia 4 de outubro do ano passado, menos de um mês após a história ter vindo à tona. Estava deprimido e 5 quilos mais magro. Coube a Luiz Fernando Furlan tomar a frente das negociações para tentar salvar a Sadia. Seu primeiro passo foi procurar Lula. O presidente prometeu ajudar. Mas não da forma como Furlan e os outros herdeiros da Sadia dese-javam: com um aporte de capital do bndes. A preocupação do governo era que, mesmo com apoio financeiro do banco, a Sadia ficasse vulnerável e fosse comprada por uma multinacional. Lula e seus assessores queriam evitar a quebra da empresa e, ao mesmo tempo, tirá-la das mãos dos Fontana e dos Furlan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luciano Coutinho, o presidente do bndes, começou a estudar a possibilidade da compra da Sadia pela Perdigão. Ele marcou uma reunião com Sérgio Rosa, o presidente da Previ - o fundo é o maior acionista da Perdigão -, na sede da entidade, no Rio. Sérgio Rosa mal podia acreditar que a Sadia estava lhe caindo nas mãos. Dois anos antes, a Perdigão tinha sido alvo de uma oferta hostil da concorrente. Ou seja, a Sadia saiu no mercado comprando ações da empresa para, dessa forma, se apropriar dela. Sérgio Rosa liderou, junto com os outros sócios, uma contraofensiva que barrou as pretensões da concorrente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tentativa de compra da Perdigão manchou a imagem da Sadia não só pelo fiasco da investida. Foi, principalmente, porque a empresa se envolveu em um grotesco caso de vazamento de informação. Dias depois da oferta hostil, descobriu-se que o então diretor-financeiro da Sadia, Luiz Murat, tinha comprado ações da companhia. Murat foi demitido, respondeu a processo na Comissão de Valores Mobiliários e na sec, a agência que controla o mercado financeiro americano. Foi condenado a pagar uma multa pelos dois órgãos. Teve ainda que se expor a uma constrangedora retratação. De pé, na frente de todo o conselho da companhia, confessou sua culpa, pediu desculpas e demitiu-se. Adriano Ferreira foi chamado para assumir o seu cargo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiz Murat não foi o único punido. Examinando o movimento anormal de compras de papéis da Sadia e Perdigão no mercado americano, a sec chegou ao nome de Romano Ancelmo Fontana, filho de Ancelmo Fontana, um sobrinho de Attilio que estava na Sadia desde a fundação. Ancelmo Romano também comprou ações valendo-se de informações privilegiadas. Retratou-se e deixou a Sadia, criando mais constrangimentos para a família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As investigações sobre o vazamento de informações ainda não se encerraram. A cvm averigua a compra, na mesma época, de ações da Perdigão no mercado internacional pela Coinvalores, de São Paulo. A empresa pagou 23 milhões de dólares pelas ações dois dias antes do anúncio da oferta hostil, e as revendeu por 28 milhões pouco depois. Um dos donos da Coinvalores é Fernando Telles, cunhado de Luiz Fernando Furlan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sérgio Rosa não esqueceu a investida da Sadia na Perdigão, mas as relações da Previ com a empresa já eram ruins há bem mais tempo. A Previ tinha uma participação de 5% na Sadia e, durante anos, tentou ter assento no conselho. A direção da Sadia usou de vários subterfúgios para evitar que isso acontecesse, até telefonar para outros acionistas minoritários pedindo que se juntassem para barrar a entrada da Previ. Por isso, quando a Previ exigiu uma assembleia extraordinária para ver as contas da Sadia, logo depois do escândalo dos derivativos, Luiz Furlan procurou Sérgio Rosa para pedir que ele não expusesse ainda mais a empresa, apontando culpados. Rosa concordou, mas quis que uma consultoria da sua confiança, a Trevisan bdo, assumisse o lugar da kpmg, escolhida pela Sadia, na auditoria das contas da empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da conversa com Luciano Coutinho, Sérgio Rosa telefonou para Nildemar Secches, presidente do conselho da Perdigão, e avisou que o governo queria que comprasse a Sadia. Secches convidou Walter Fontana Filho para um almoço no restaurante Le Coq Hardy, no Itaim, e lhe esboçou uma proposta. Dias depois, no começo de novembro, Nildemar Secches chamou Furlan para uma conversa e lhe propôs oficialmente a compra da Sadia. Furlan disse que não venderia a empresa. Explicou que ainda tinha esperanças de que o bndes injetasse dinheiro na companhia e virasse sócio. Não seria diferente do que o banco já fizera com dois frigoríficos, o JBS e o Bertin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do lado da Perdigão também se duvidava que o negócio pudesse ir adiante. "Achávamos que a Sadia resistiria", disse um sócio da Perdigão. "Ela ficaria menor, é claro, mas nunca imaginamos que acabasse vendida." Mas, assim como fizera nas telecomunicações, quando usou os fundos de pensão para forçar a venda da Brasil Telecom para a Oi, o governo Lula viu na crise da Sadia a oportuni-dade de criar uma grande empresa nacional, agora no setor de alimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 10 de dezembro de 2008, num outro encontro com Nildemar Secches, Furlan compreendeu que não tinha saída. Ao sair da reunião, ele telefonou para alguns familiares e disse: "O mistério está desvendado, o governo quer a fusão."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 26 de dezembro houve mais uma reunião, para se acertar detalhes do negócio, dessa vez no bndes. Participaram Furlan, Secches, Walter Fontana e Luciano Coutinho. Secches saiu de férias e voltou em fevereiro. Nesse meio tempo, a Sadia foi procurada pela Tarpon, uma administradora de recursos, que queria entrar como sócia da empresa. A Tarpon se disporia a fazer a capitalização necessária para salvar a Sadia. Furlan reuniu-se com os acionistas e expôs a nova opção. A maioria decidiu pela fusão com a Perdigão. "Os herdeiros estavam exaustos, ninguém queria arriscar mais nada.", contou um deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 27 de março passado, a Sadia anunciou seus resultados de 2008. Fechara o balanço com um prejuízo de 2,5 bilhões de reais, o primeiro em toda sua história. Em seguida, Furlan chamou os controladores para uma reunião. Yara Fontana compareceu à reunião no prédio da Fundação Attilio Fontana, na Vila Anastácio, em São Paulo, usando uma faixa preta como braçadeira, em sinal de luto. "É por causa do Corinthians?", perguntou-lhe Furlan, segundo ela, em tom de deboche. "Achei aquilo completamente desrespeitoso", disse Yara. "Tínhamos perdido a empresa fundada por nosso avô e o Luiz ficou ainda tentando fazer graça."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em abril, uma assembleia da Sadia aprovou a abertura de processo contra Adriano Ferreira por perdas e danos. Ferreira reagiu e processou a empresa por danos morais. "É vergonhoso o que fizeram comigo", disse ele. "A direção e o conselho sabiam o que estava sendo feito. Todos os meses eu mandava relatórios explicando nossas posições. O comitê de risco tinha acesso on-line a tudo que estava sendo feito. Todo mundo estava muito feliz ganhando rios de dinheiro com os dividendos. Quando a farra acabou, trataram logo de arranjar um bode expiatório."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para processar Adriano, a assembleia baseou-se em um relatório de 200 páginas feito pela Trevisan bdo, a auditoria contratada para analisar os estragos na Sadia. O relatório, que está em segredo de Justiça, sustenta que Adriano Ferreira, junto com o gerente financeiro Álvaro Ballejo Fiúza de Castro, fez operações num terminal de computador às quais os conselheiros e executivos não tinham acesso. Mas a auditoria critica o comando da companhia por não ter controlado os subordinados, já que as operações com derivativos estavam sendo feitas desde julho de 2007. A Perdigão, por exemplo, que recebera as mesmas propostas dos bancos, recusou-as por considerá-las muito arriscadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também pesaram na decisão de processar Ferreira as declarações que ele e Ballejo de Castro teriam feito de próprio punho, antes de deixarem a empresa. Nas declarações, que estão depositadas em um cartório de São Paulo, ambos admitiriam ter feito as operações de forma a confundir a direção da companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num inquérito que corre em sigilo na cvm, Bruno Tsuji, ex-analista de tesouraria da Sadia, diz que Ballejo de Castro decompunha as operações com derivativos em diversos programas para que o sistema não detectasse os riscos reais das operações. Para isso, Adriano Ferreira e Ballejo de Castro usavam um endereço de e-mail da Bloomberg que não passava pelo sistema de mensagens corporativas da Sadia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao saber que a Sadia decidira processar apenas Adriano Ferreira, Yara mandou, no mesmo dia, um e-mail para Welson Teixeira Junior, diretor de relações com os investidores da companhia, dizendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi com muita tristeza que vi o resultado da assembleia da Sadia na data de hoje, na qual foi responsabilizado pelos problemas financeiros ocorridos somente o senhor Adriano Ferreira. Jamais imaginei que a empresa fundada por meu avô fosse um dia imputar aos peões a responsabilidade que cabe aos patrões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Adriano Ferreira pode ter cometido todos os erros, mas é inadmissível que tenham deixado a responsabilidade de um caixa de 12 bilhões de reais nas mãos de um executivo jovem e sem muita experiência", disse-me Yara. "O que todos os conselheiros estavam fazendo que não enxergaram isso? Ficavam sentados lá fazendo o quê?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adriano Ferreira continua desempregado. Sua mulher, grávida de gê-meos quando foi demitido, teve bebês prematuros, que passaram semanas no hospital. "Tudo aquilo foi um show de horrores", disse-me ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 19 de maio, a fusão foi sacramentada. Surgiu a Brasil Foods, um gigante com 25 bilhões de reais em vendas, 10 bilhões em exportações, 4,2 bilhões em investimentos e 120 mil funcionários espalhados em 64 fábricas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Sadia ficou com 32% da nova empresa - sendo 12% da família - contra 68% da Perdigão. Coube a José Antônio Fay, da Perdigão, a presidência executiva. Furlan e Walter Fontana têm assento no conselho de administração. Depois da aprovação da fusão pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade, em dezembro, um dos dois terá que sair. Antes disso, Osório, o pai de Luiz Fernando Furlan, lançará seu livro de memórias, no qual critica "a irresponsabilidade e a ganância na Sadia". O livro é editado pelo clã Furlan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concórdia reagiu mal ao anúncio de que a sede da Brasil Foods deverá ficar em Itajaí, também em Santa Catarina. Glaucemir Grendene, secretário de desenvolvimento da prefeitura, contou que 45% da arrecadação de Concórdia vêm da Sadia, que emprega 7 mil dos seus 70 mil habitantes. "Houve mudanças, outras empresas surgiram na cidade, mas a Sadia continua sendo a mãe de Concórdia", disse ele. "Não apenas os empregados e suas famílias, mas toda uma cadeia, que vai do produtor até o comércio, ainda depende da empresa."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grendene disse que a fusão ainda não provocou impacto econômico: "O problema maior é psicológico. Os moradores tinham muito orgulho de a sede da Sadia ser aqui. Uma carteira de funcionário da Sadia abria portas do crédito mais do que qualquer outro documento. Há uma relação de amor muito forte com a empresa."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o negócio foi fechado, a Sadia aunciou que a Fundação Attilio Fontana, que paga uma aposentadoria complementar aos funcionários, seria extinta. "Foi uma angústia", contou Agostinho Schiochetti, presidente da entidade. "Só agora conseguimos a garantia de que a fundação não vai acabar." Vittorio Galeazzi, que ouvia a conversa, esfregou a mão na calva e disse: "Não sei como permitiram entregar a Sadia para a Perdigão. Nós éramos os maiores. Os melhores. Ninguém podia competir com a gente. É tudo muito triste".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matéria da Revista Piauí - Edição nº 38 - Novembro de 2009 - Paginas 26 a 34.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Consuelo Dieguez&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Esta empresa existe para vender frango, vender peru e vender salsicha", disse o fundador Atílio Fontana. "Se é pra fazer diferente, é melhor abrir um banco".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-5626232799477909245?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/5626232799477909245/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=5626232799477909245' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/5626232799477909245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/5626232799477909245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2010/01/uma-empresa-historia-da-sadia-epilogo.html' title='Uma Empresa...  A história da Sadia-Epílogo'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-651648117199628964</id><published>2010-01-14T06:36:00.000-08:00</published><updated>2010-01-14T06:51:06.668-08:00</updated><title type='text'>QUEM TEM MEDO DA VERDADE</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/S08vSqa8mOI/AAAAAAAAAMc/YcOGAgTftFE/s1600-h/foto22.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 234px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/S08vSqa8mOI/AAAAAAAAAMc/YcOGAgTftFE/s400/foto22.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426608073676200162" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Na antevéspera do Natal, quando já bimbalhavam os sinos, o presidente Lula ouviu em seu gabinete um tropel distante. Não eram as renas do bom velhinho. Era o som metálico dos cascos das montarias de seu ministro da Defesa e dos chefes das Forças Armadas, em marcha batida para emparedar o presidente na mais grave crise militar da República desde 1977, quando o presidente Ernesto Geisel demitiu o então ministro do Exército Sylvio Frota, num gesto implacável e temerário para conter o radicalismo da linha-dura do regime – que no espaço de três meses matou, sob torturas, o jornalista Vladimir Herzog e o operário Manoel Filho no DOI-CODI do II Exército, em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta vez ocorre o contrário. Os comandantes militares é que tentam enquadrar o presidente da República, ameaçando uma demissão coletiva contra o decreto presidencial que cria a Comissão Nacional da Verdade, destinada a investigar violações de direitos humanos e casos de tortura durante a ditadura militar (1964-1985).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante duas décadas, um aparato repressivo estimado em 24 mil agentes prendeu por razões políticas cerca de 50 mil brasileiros e torturou algo em torno de 20 mil pessoas – três a cada dia. Os militares já tinham reagido mal, em agosto de 2007, quando o Palácio do Planalto lançou o livro Direito à Memória e à Verdade, um corajoso trabalho de 11 anos da Secretaria de Direitos Humanos, iniciado ainda no governo FHC, reconhecendo pela primeira vez a responsabilidade do governo na violência oficial, com a lista de 339 mortos e desaparecidos pela repressão política. Acintosamente, nenhum chefe militar compareceu à cerimônia presidida pelo comandante-em-chefe das Forças Armadas, o presidente Lula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paz de cemitérios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O azedume das casernas, antes e agora, já era esperado. Mas o que surpreendeu, de fato, foi o cerrado bombardeio que o Plano Nacional de Direitos Humanos atraiu de setores tradicionalmente mais esclarecidos da opinião pública nacional. Editoriais da grande imprensa, articulistas de renome e blogueiros influentes cerraram fileiras contra a idéia da Comissão da Verdade, vocalizando sem ressalvas os temores soprados, em tom de velada ameaça, pelos quartéis e suas vivandeiras de sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quadro alarmista desenhado pela reação em bloco exibia um futuro preocupante: um Brasil outra vez conflitado, dividido, mergulhado no revanchismo, tentando acertar as contas do passado com uma calculada revisão da Lei da Anistia de 1979, manipulada por ex-terroristas hoje encastelados no governo em busca de vingança pessoal contra os responsáveis pelos maus-tratos sofridos na prisão. Placas de ruas e escolas com nomes de torturadores seriam varridos do mapa nacional e agentes da Polícia Federal invadiriam quartéis em busca de covas clandestinas de mortos pela repressão. Tudo isso conspirando contra o pacto de concórdia estabelecido há três décadas para consagrar o Brasil tolerante e pacífico que prefere perdoar e esquecer. Será?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alvoroçada mídia nacional deixou passar, em branco, algo bem mais grave: a tripla transgressão funcional do presidente, do ministro e dos chefes militares. Lula pela omissão: mais preocupado com o degelo do planeta em Copenhague do que com o aquecimento dos quartéis em Brasília, reconheceu não ter lido a lei que assinou – uma versão escrita do tradicional "eu não sabia". Nelson Jobim como trapalhão: apesar do corpanzil de quase 1,90m, não cresceu o bastante para entender o papel institucional de seu posto, como ministro da Defesa que deve exercer a autoridade da sociedade civil sobre as Forças Armadas, e não o contrário. Os comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica pela insubordinação: peitaram uma decisão de governo anunciada em ato público por seu comandante-em-chefe, a quem devem irrestrita obediência por imposição constitucional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trombaram de frente com os fatos e com colegas de governo. O secretário de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, foco central da ira militar, explicou: "O PNDH não é contra a Anistia. Não anula, nem revisa a lei. O projeto diz que a Comissão da Verdade será definida `nos termos definidos pela Lei da Anistia´. Está lá na ação 23 do texto. Basta ler", diz Vannuchi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu chefe e principal aliado, o ministro Tarso Genro, da Justiça, ecoa: "No regime militar nenhuma norma, nem o AI-5, permitia a tortura. Este delito não é político, é comum". Esse é o miolo da divergência, que justifica a ação da Ordem dos Advogados do Brasil no Supremo Tribunal Federal para definir o alcance da anistia. "O Brasil não pode se acovardar e querer esconder a verdade. Anistia não é amnésia", ensina Cézar Britto, presidente da OAB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jurista Paulo Brossard discorda: "Os efeitos da anistia se fizeram sentir quando a lei entrou em vigor. O próprio delito é apagado". O ex-ministro do STF, que foi um bravo senador do MDB na sangrenta década de 1970, nem sempre foi tão legalista. "Nunca desejei [o golpe de] 1964, mas achei que foi absolutamente normal, porque foi a legítima defesa de uma sociedade então diretamente ameaçada", admite ele em seu livro de memórias, Brossard – 80 anos na história política do Brasil (Artes &amp; Ofícios, 2004, p. 126). No artigo publicado em Zero Hora na semana passada, Brossard explica porque considera a anistia irreversível: "Anistia pode ser mais ou menos injusta, mas não é a justiça seu caráter marcante. É a paz".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paz de quem, cara-pálida? Certamente não é a paz de cemitério dos mortos pela tortura, nem a paz de espírito dos parentes de desaparecidos políticos, muito menos a paz da consciência de quem sobreviveu aos suplícios e aos gritos de dor nas masmorras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Responsabilidade do Estado"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lei de anistia que Brossard tanto preza não é fruto do consenso de um país sentado em torno da mesa do entendimento. É mais a entrega dos anéis da ditadura para não perder os dedos manchados de sangue. Pressionado pelo clamor cada vez mais forte das ruas em 1979, o general João Figueiredo negociou, de cima para baixo, a anistia que parecia mais conveniente ao regime. A esquerda, derrotada na luta armada, presa ou exilada, não tinha muito o que exigir, a não ser a benevolência do regime militar, que ainda duraria mais seis anos. Engoliu uma anistia enxertada pelos quartéis com uma blindagem ampla e vaga, diluída na expressão "crimes conexos", que deveria cobrir os delitos de sangue dos torturadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos ministros de Figueiredo que assina a lei, em 29 de agosto daquele ano, é o general Octávio Aguiar de Medeiros, chefe do SNI, que ainda sonhava com a sobrevida do regime e sua unção como o sexto presidente da ditadura. O terrorismo que se via no país, naqueles dias, era só o da direita, que incendiava bancas de jornais e explodia bombas em organizações que clamavam por democracia, como a sede nacional da OAB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na véspera do Dia do Trabalho de 1981, dois anos após a promulgação da anistia, um Puma explodiu antes da hora no Riocentro. Tinha a bordo dois agentes terroristas do Exército: um sargento que morreu com a bomba no colo e um capitão do DOI-CODI que sobreviveu impune e virou professor do Colégio Militar em Brasília. Um inquérito policial-militar do Exército apurou que o atentado foi planejado pelo chefe da agência do SNI no Rio, coronel Freddie Perdigão. Outras vítimas daquele desastrado `acidente de trabalho´ ficaram pelo caminho: o projeto presidencial de Medeiros, o coração enfartado de Figueiredo e as chances de prorrogação da ditadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Figueiredo e a ditadura saíram do Palácio do Planalto pela porta dos fundos, em 1985, para não devolver a faixa presidencial usurpada ao poder civil em 1964. O novo presidente, José Sarney, assinou em 1989 a adesão do Brasil ao tratado internacional que considera a tortura um crime de lesa-humanidade e, como tal, imprescritível. Apesar disso, ninguém passou pelo dissabor de uma condenação que hoje é comum nos outros países do Cone Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única exceção é o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, condenado em primeira instância em São Paulo numa ação que pretende apenas declará-lo como "torturador". Méritos não lhe faltam: como major, ele montou e dirigiu o centro de repressão e tortura mais famoso do regime, o DOI-CODI da Rua Tutóia, em São Paulo. Nos 40 meses em que comandou aquele antro, segundo levantamento da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, Ustra amargou 502 denúncias de tortura (uma a cada 60 horas) e 40 mortes (uma por mês).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na defesa perante a Justiça, o valente Ustra preferiu chutar a responsabilidade para cima:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Exército brasileiro é uma pessoa jurídica, sendo que, pelos atos ilícitos, inclusive os atos causadores de dano moral, praticados por agentes de pessoas de direito público, respondem estas pessoas jurídicas e não o agente contra o qual têm elas direito regressivo. (...) Todas as vezes que um oficial do Exército brasileiro agir no exercício de suas funções estará atraindo a responsabilidade do Estado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasil varonil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rua Tutóia e o coronel Ustra remetem a uma tragédia ainda maior: a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). A maior catástrofe do planeta envolveu 100 milhões de militares de 72 nações dos cinco continentes, matando 70 milhões de pessoas (as populações somadas de Argentina e Canadá) e mutilando quase 30 milhões. Custou cerca de US$ 1,5 trilhão, quase tanto quanto Barack Obama injetou na economia para salvar bancos e montadoras de carros. As potências vencedoras acharam por bem punir o responsável direto por tudo isso, o III Reich de Hitler. O líder soviético Josef Stálin tinha uma solução curta e grossa: matar todos os nazistas envolvidos direta ou indiretamente com a guerra. No cálculo dos aliados, isso significaria mais de 100 mil execuções do aparato estatal hitlerista – três vezes mais do que os mortos em Dachau, o primeiro campo de concentração nazista, na periferia de Munique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venceu a solução mais civilizada: o Tribunal de Nuremberg, que gastou 285 dias de julgamento para ouvir 240 testemunhas e anotar 300 mil declarações, gerando um sumário de 4 bilhões de palavras. A acusação final de 25 mil páginas aos principais dirigentes nazistas condenou 12 à morte, três à prisão perpétua e outros três a penas entre 10 e 20 anos de cadeia. Três foram absolvidos. A defesa alegou em Nuremberg o mesmo ponto levantado em São Paulo: a `obediência devida a ordens superiores´. O que o juiz americano Francis Biddle respondeu serve, portanto, também ao coronel Ustra: "Os indivíduos têm deveres internacionais a cumprir, acima dos deveres nacionais que um Estado particular possa impor", disse Biddle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nuremberg cravou para sempre, na consciência do mundo civilizado, a noção pioneira de que os fundamentos da pessoa humana estão acima das circunstâncias políticas e além das fronteiras nacionais. Foi por isso que o braço longo do juiz espanhol Baltazar Garzón alcançou o ditador chileno Augusto Pinochet em Londres, por crimes de tortura e assassinato. A defesa do III Reich tentou levantar um princípio que impediria o julgamento de fatos pretéritos (ex post facto), alegando que não havia na lei previsão anterior para os crimes sob juízo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prevaleceu o fato e o bom senso de que lei nenhuma no mundo tinha imaginado, como política de Estado, uma escala tão vasta de genocídio como a arquitetada com frieza pelo engenho nazista nos seus campos de concentração, onde morreram seis milhões de judeus. Se valesse o argumento de Ustra em Nuremberg, para escapar da cadeia bastaria dizer que todos os nazistas apenas cumpriam ordens de Adolf Hitler... O argumento não colou lá, mas parece ter bons resultados aqui. Ninguém é sequer denunciado no Brasil e, quando isso acontece, o coronel Ustra diz que os excessos que eventualmente cometia eram responsabilidade do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ministro Tarso Genro e os tratadistas mais renomados do país lembram que os atos de exceção mais duros tiveram o cuidado de nunca mencionar, muito menos autorizar a tortura. É um crime, portanto, sem pai nem mãe. Anistia não é esquecimento, é perdão, ensinam os juristas que não escamoteiam as palavras. Não se pode esquecer o que não se conhece. Também não se pode perdoar o que não foi punido – privilégio imaculado de todos os torturadores que ainda existem no país. O historiador americano Edward Peters, professor da Universidade da Pensilvânia, advertiu: "O futuro da tortura está indissoluvelmente ligado ao futuro dos torturadores".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, a impunidade do torturador acaba garantindo a perenidade da tortura e de sua filha dileta, a violência. O Brasil que evita punir ou sequer apontar seus torturadores acaba banalizando a violência que transborda a ditadura e vitimiza o cidadão comum em plena democracia, principalmente nas duas maiores capitais, São Paulo e Rio. Nos 24 anos seguintes à anistia (1979-2003), armas de fogo mataram no Brasil 550 mil pessoas – 44% delas jovens entre 15 e 24 anos. Este Brasil varonil, pacífico e cordial, viu morrer quase tanta gente quanto os Estados Unidos durante os cinco anos que lutou na Segunda Guerra Mundial (625 mil soldados). Num único ano, 2003, segundo dados do Ministério da Saúde, assassinaram no Brasil uma população civil (51 mil pessoas) quase tão grande quanto as perdas dos Estados Unidos (58 mil) ao longo dos 16 anos da Guerra do Vietnã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Último ditador&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil dizer quanto desta violência tem linha direta com a tortura da ditadura que ficou impune como seus responsáveis. Mas, com certeza, quem mata e tortura hoje tem o bom exemplo dos antecessores que se mantêm ilesos e protegidos. Mais difícil ainda é explicar o sentimento de solidariedade que transforma os atuais comandantes militares do Brasil em leais companheiros de velhos criminosos de um golpe militar que completa, agora, 46 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma camaradagem pode haver entre gerações tão distintas de militares, tão distantes do arbítrio. Capitães, majores e tenentes-coronéis de hoje, nas três Armas, nem tinham nascido quando os militares invadiram os porões dos anos 1970 para executar o terrorismo de Estado que combatia ferozmente a esquerda armada. O melhor exemplo é a ficha funcional dos atuais chefes das Forças Armadas brasileiras, todos amadurecidos profissionalmente no regime democrático que agora chega aos 25 anos de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, é de um ramo "técnico" da força terrestre, a Engenharia. Era segundo-tenente, aos 23 anos, quando veio o golpe de 1964. Entre as vésperas da quartelada e o agitado ano de 1968, Peri hibernou num burocrático batalhão de engenharia no Rio de Janeiro. Teve uma rápida passagem pela 2ª Seção (área de informação) do discreto 1º Grupamento de Engenharia e Construção de João Pessoa (PB), no governo de Ernesto Geisel. Atravessou a turbulenta década de 1970 como major. Só chegou ao generalato em 1995, no governo FHC, sem nunca ter sujado as mãos com a repressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comandante da Marinha, almirante Júlio Soares de Moura Neto, ainda era um garoto quando veio o golpe de 64, onze dias após completar 21 anos. Quase cinco meses após a queda de João Goulart é que Moura Neto vestiu a farda, como guarda-marinha. Nos anos de chumbo da década de 1970, manteve sua ficha politicamente alva como o uniforme de capitão-de-corveta. Chegou ao almirantado no governo FHC, em 1995.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, virou aspirante da FAB no final de 1965, 19 meses após o golpe militar. Chegou a capitão em 1971 e terminou a década maldita como major, sem jamais sobrevoar a área mais radical da Aeronáutica incendiada pelo radical brigadeiro João Paulo Burnier. Foi promovido a coronel no governo Sarney, em 1988, e chegou a brigadeiro com FHC em 1995.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ficha funcional dos três, portanto, não existe razão nenhuma para justificar a reação corporativa em defesa de gente que manchou a farda com a tortura. A justa compreensão do processo histórico que exige o conhecimento do passado faria muito bem aos três chefes das Forças Armadas, que têm compromisso com o país e a Constituição que juraram defender – não com os radicais do passado que temem os efeitos sanitários de uma Comissão da Verdade. Não há motivos, portanto, para se sentirem ofendidos com algo que é uma exigência moral de um país que precisa confrontar sua história para conhecer melhor seu destino. É pura bobagem imaginar que uma onda de revisionismo irá faxinar recantos do país com nomes de torturadores ou chefes da ditadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O general Garrastazú Médici, o presidente popular da fase mais sangrenta do regime militar (1969-74), quando o coronel Ustra brilhava na Rua Tutóia, é nome de cidade em Rondônia e no Maranhão, avenida em Osasco (SP), bairro em Chapecó (SC), rua em São Luís (MA), conjunto residencial no Rio (RJ). O senador Filinto Muller, o chefe da truculenta polícia política da ditadura de Getúlio Vargas e que remeteu em 1936 a judia alemã Olga Benário (a mulher grávida de Luís Carlos Prestes) para a morte num campo de concentração de Hitler, espraia-se pelo país: é nome de sete escolas em três estados, batiza três ruas e uma avenida. Muller ainda tem direito a busto na ala de gabinetes que leva seu nome no Senado Federal. É inútil imaginar que um suposto revanchismo tente revogar, agora, estes endereços e homenagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vez de se acovardar com fantasmas de um passado que se deve conhecer, não temer, o ministro Jobim e os chefes militares deveriam se inspirar no exemplo de coragem da Argentina, que tem um contencioso de violência e morte muito mais sangrento do que o Brasil. Lá, sem medo de revanche, o governo de Néstor Kirchner (2003-07) revogou, com o apoio da Suprema Corte, as duas indulgentes leis de anistia – o Ponto Final e a Obediência Devida – concedidas pelo presidente Raúl Alfonsín (1983-89).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A justiça argentina neste momento processa 263 militares e policiais por crimes contra direitos humanos. O general que deu o golpe em 1976, Jorge Rafael Videla, 85 anos, foi condenado à prisão perpétua e cumpre prisão domiciliar, assim como o último presidente da ditadura, o general Reynaldo Bignone. No Uruguai, o último ditador, general Gregório Alvarez, foi condenado em 2009 a 25 anos de prisão pela morte de 37 opositores – três a menos do que o número de vítimas do DOI-CODI da Rua Tutóia sob o comando do coronel Ustra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem medo, sem culpa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula, Jobim e os ministros militares poderiam ganhar alento na figura nobre de Martín António Balza, um general de porte altivo e fala serena, que comandou o Exército da Argentina de 1991 a 1999, durante os dois mandatos do presidente Carlos Menem. Vinha da Artilharia com especialização em guerra de montanha. Como tenente-coronel, participou em 1982 da Guerra das Malvinas comandando um grupo de artilharia. Foi preso pelos ingleses e, pela bravura que os generais de Buenos Aires não tiveram, recebeu a Medalha de Mérito do Exército.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu ato mais notável, no entanto, foi a espantosa aparição que fez na noite de 25 de abril de 1995 em Tiempo Nuevo, o programa de entrevistas mais importante da TV argentina, apresentado pelo jornalista Bernardo Neustadt. Com o uniforme cáqui de comandante e os cabelos brancos aos 61 anos, Balza iniciou um inesperado mea-culpa que emocionou o país, ainda traumatizado pelos 18 mil desaparecimentos oficialmente reconhecidos (30 mil para entidades de direitos humanos) nos anos da "guerra suja", entre 1976 e 1983.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirou um papel do bolso e, com voz firme, carregada de convicção, leu um texto que poderia ser a leitura de um general sobre o Brasil. Fala Balza:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quero iniciar um diálogo doloroso sobre o passado, um diálogo doloroso que nunca foi mantido e que se agita como um fantasma sobre a consciência coletiva, voltando estes dias irremediavelmente das sombras onde ocasionalmente ele se esconde. Nosso país viveu a década de 70, uma década assinalada pela violência, pelo messianismo e pela ideologia. Sem buscar palavras inovadoras, mas apelando aos velhos regulamentos militares, aproveito esta oportunidade para ordenar uma vez mais ao Exército, na presença de toda a sociedade: ninguém está obrigado a cumprir uma ordem imoral ou que se afaste das leis e dos regulamentos militares. Quem o fizer incorre em uma conduta viciosa, digna da sanção que sua gravidade requeira. Sem eufemismos, digo claramente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Delinque quem vulnera a Constituição nacional. Delinque quem emite ordens imorais. Delinque quem cumpre ordens imorais. Delinque quem, para cumprir um fim que crê justo, emprega meios injustos e imorais. A compreensão desses aspectos essenciais faz a vida republicana de um Estado. Compreender isto, abandonar definitivamente a visão apocalíptica, a soberba, aceitar o dissenso e respeitar a vontade soberana...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Esse é o primeiro passo que estamos dando há muitos anos para deixar o passado para trás, para ajudar a construir a Argentina do futuro, uma Argentina amadurecida na dor, que possa chegar algum dia ao abraço fraterno. Se não pudermos elaborar a dor e cicatrizar as feridas, não teremos futuro. Não devemos mais negar o horror vivido, e assim poder pensar em nossa vida como sociedade que avança, superando a pena e o sofrimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Em nome da luta contra a subversão, o Exército derrubou o governo constitucional e se instalou no poder em forma ilegítima, num golpe de Estado. Venho pedir perdão por isso e assumir a responsabilidade política pelo desatino cometido no passado. No poder, o Exército cometeu ainda outros delitos. O Exército prendeu, sequestrou, torturou e assassinou – tal qual o fizeram os delinquentes subversivos – e muitos de seus membros viraram delinquentes como eles".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Argentina, espantada e emocionada, engoliu em seco. Era a primeira vez que um general dizia, com clareza e contundência, o que o país comentava entre si, num sussurro sofrido e ainda sobressaltado. O ato de contrição liberou e animou os outros dois chefes militares. Dias depois, o comandante da Força Aérea admitiu os mesmos excessos, sucedido pelo comandante da Marinha, patrona do maior emblema da repressão no país – a ESMA, Escola de Mecânica da Armada. Em 2004, o prédio em estilo clássico emoldurado com quatro esguias colunas de mármore branco, na elegante Avenida Libertador, em Buenos Aires, foi reformado e transformado no "Espaço para a Memória e a Promoção e Defesa dos Direitos Humanos". Está aberto ao público desde 2007. Em dezembro passado, coroando esta fase de dignidade nacional, começou o julgamento de 19 militares da Marinha acusados de crimes contra a humanidade cometidos no interior da ESMA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O histórico depoimento do general Martín Balza produziu um efeito profundo no país e nas Forças Armadas argentinas, lembra o jornalista brasileiro Flávio Tavares, que foi correspondente de O Estado de S.Paulo em Buenos Aires nos anos de chumbo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sem que o próprio presidente Carlos Menem soubesse, o general Balza fez o mea-culpa e iniciou o processo de sinceramiento, como se chama na Argentina a essa catarse da instituição militar. Com isso, libertou milhares de oficiais das Forças Armadas do pesadelo de terem de assumir como próprios os delitos cometidos por uma minoria no Exército, na Marinha e na Aeronáutica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Esse processo de sinceramiento, a decisão de nada ocultar, reaproximou as Forças Armadas e a população, suplantando desconfianças e temores. Recordo ainda que, após a entrevista de arrependimento de Balza, uma jornalista argentina – com familiares assassinados pela ditadura – aproximou-se sorrindo, estendeu a mão e lhe disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Pela primeira vez posso apertar a mão de um general sem ter medo ou culpa."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um diálogo tão doloroso, numa nação tão machucada como a Argentina, mostra que o tema da anistia e do perdão depende, às vezes, da palavra certa e muito da vontade política. E precisa ainda mais de coragem, que até agora não irrompeu no Alto Comando do Brasil. Não é difícil imaginar o efeito regenerador que uma declaração do general Enzo Peri, com este conteúdo, teria na história brasileira, reconciliando militares e suas vítimas pelo simples reconhecimento da culpa. É um gesto penoso, resignado, contrito, mas de insuperável grandeza. É difícil e ao mesmo tempo simples. Portanto, possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando assumiu o posto de ministro da Defesa, num momento em que o país vivia o apagão aéreo que convulsionava os aeroportos, Nelson Jobim fez uma conclamação que impressionou pelo arrojo, pela determinação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Aja ou saia, faça ou vá embora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil gostaria de apertar a mão dos seus generais, sem medo ou culpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta agir e fazer, ministro Jobim! Ou, então, saia. Vá embora.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por Luiz Cláudio Cunha&lt;/em&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Só as feridas lavadas cicatrizam. (Michelle Bachelet, médica, torturada em 1975, presidente do Chile em 2006)&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-651648117199628964?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/651648117199628964/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=651648117199628964' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/651648117199628964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/651648117199628964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2010/01/quem-tem-medo-da-verdade.html' title='QUEM TEM MEDO DA VERDADE'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/S08vSqa8mOI/AAAAAAAAAMc/YcOGAgTftFE/s72-c/foto22.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-6956314152442059937</id><published>2009-12-30T12:06:00.000-08:00</published><updated>2009-12-30T12:11:02.165-08:00</updated><title type='text'>"As Belezas das Férias"</title><content type='html'>&lt;strong&gt;REFRAO: &lt;br /&gt;Cai, cai, cai &lt;br /&gt;no mes de Dezembro que vem &lt;br /&gt;o tempo de ferias meu bem &lt;br /&gt;Vai quem quer &lt;br /&gt;a mim ninguem leva mais nao &lt;br /&gt;pois ferias eu ja' sei como sao: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher e' chata &lt;br /&gt;e o cachorro late &lt;br /&gt;e o menino berra &lt;br /&gt;e o carro bate &lt;br /&gt;e o mosquito torra [??] &lt;br /&gt;e na volta e' a serra [???????] &lt;br /&gt;e tem o seguinte &lt;br /&gt;eu ja' nao tenho vinte &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher ta' gorda &lt;br /&gt;e a mae dela e' sogra &lt;br /&gt;e o gelo acaba &lt;br /&gt;e o farol e' fraco &lt;br /&gt;e o do outro e' alto &lt;br /&gt;e o salario e' baixo &lt;br /&gt;e teom o seguinte &lt;br /&gt;eu ja' nao tenho vinte &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REFRAO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A barraca e' baça [????] &lt;br /&gt;e o vizinho escuta &lt;br /&gt;e a cerveja e' quente &lt;br /&gt;e o dedao destronca &lt;br /&gt;e o compadre ronca &lt;br /&gt;e a gravata espera &lt;br /&gt;e teo o seguinte &lt;br /&gt;eu ja' nao tenho vinte &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comida e' fria &lt;br /&gt;mas meu carro esquenta &lt;br /&gt;e o amigo bebe &lt;br /&gt;e a cachaça e' minha &lt;br /&gt;e a piscina e' rasa &lt;br /&gt;e so' cabe oitenta &lt;br /&gt;e tem o seguinte &lt;br /&gt;eu ja' nao tenho vinte &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REFRAO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu furei a boia &lt;br /&gt;e quebrei os oculos &lt;br /&gt;e acabou a pilha &lt;br /&gt;e o meu time [team] e' zebra &lt;br /&gt;e o macaco e' velho &lt;br /&gt;e o pneu careca &lt;br /&gt;e tem o seguinte &lt;br /&gt;eu ja' nao tenho vinte &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nariz descasca &lt;br /&gt;e o leite azeda &lt;br /&gt;e eu nao fiz dieta &lt;br /&gt;e errei a seta &lt;br /&gt;e entrei na recta &lt;br /&gt;e o barbo [????] aperta &lt;br /&gt;e tem o seguinte &lt;br /&gt;eu ja' nao tenho vinte. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-6956314152442059937?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/6956314152442059937/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=6956314152442059937' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/6956314152442059937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/6956314152442059937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2009/12/as-belezas-das-ferias.html' title='&quot;As Belezas das Férias&quot;'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-721826916778765887</id><published>2009-12-18T03:49:00.001-08:00</published><updated>2009-12-18T03:52:13.396-08:00</updated><title type='text'>A MORTE... DEVAGAR!!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SytsePY4-eI/AAAAAAAAAMU/2_eE98XkhkQ/s1600-h/Vida.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 261px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SytsePY4-eI/AAAAAAAAAMU/2_eE98XkhkQ/s400/Vida.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416542243625957858" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Morre lentamente quem não troca de idéias, não troca de discurso, evita as próprias contradições. Morre lentamente quem vira escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto e as mesmas compras no supermercado. Quem não troca de marca, não arrisca vestir uma cor nova, não dá papo para quem não conhece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morre lentamente quem faz da televisão o seu gurue seu parceiro diário. Muitos não podem comprar um livro ou uma entrada de cinema, mas muitos podem, e ainda assim alienam-se diante de um tubo de imagens que traz informação e entretenimento, mas que não deveria, mesmo com apenas quatorze polegadas, ocupar tanto espaço em uma vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos nos is a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não acha graça de si mesmo. Morre lentamente quem destrói seu amor-próprio. Pode ser depressão, que é doença séria e requer ajuda profissional. Então fenece a cada dia quem não se deixa ajudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morre lentamente quem não trabalha e quem não estuda, e na maioria das vezes isso não é opção e, sim, destino: então um governo omisso pode matar lentamente uma boa parcela da população. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morre lentamente quem passa os dias se queixando da má sorte ou da chuva incessante, desistindo de um projeto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe. Morre muita gente lentamente, e esta é a morte mais ingrata e traiçoeira, pois quando ela se aproxima de verdade, aí já estamos muito destreinados para percorrer o pouco tempo restante. Já que não podemos evitar um final repentino, que ao menos evitemos a morte em suaves prestações, lembrando sempre que estar vivo exige um esforço bem maior do que simplesmente respirar.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Martha Medeiros (Nov.2000)&lt;br /&gt;O poema "Morre lentamente", atribuído por engano a Pablo Neruda, circula há anos na Internet, ao ponto de, na Espanha, muitas pessoas terem recebido seus versos como votos online de um feliz ano-novo. O poema na verdade é uma crônica intitulada "A morte devagar" da escritora e poeta Martha Medeiros. A mesma crônica foi citada por Clemente Mastella, ex-ministro italiano da Justiça, em discurso que comunicou sua renúncia ao cargo, em janeiro de 2008. Na época, Mastella também atribuiu o trecho ao poeta chileno.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-721826916778765887?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/721826916778765887/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=721826916778765887' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/721826916778765887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/721826916778765887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2009/12/morte-devagar.html' title='A MORTE... DEVAGAR!!!'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SytsePY4-eI/AAAAAAAAAMU/2_eE98XkhkQ/s72-c/Vida.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-7385149163230443416</id><published>2009-11-25T06:56:00.000-08:00</published><updated>2009-11-28T09:48:27.100-08:00</updated><title type='text'>La taliana come son mi</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SxFiWgvkgMI/AAAAAAAAAMM/x_YSjLG233o/s1600/uva21232390890.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SxFiWgvkgMI/AAAAAAAAAMM/x_YSjLG233o/s320/uva21232390890.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409212766334779586" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Me pare el me ga dà nome Romilda come ricordo dea so fameia che a ze vegnesta de Roma. La nostra colònia la zera su tel Monte Claro, tea Linha Tiradentes del rio das Antas, in medo polachi e taliani, in Veranópolis.&lt;br /&gt;Gesù, Maria! su par sti busi e munti, ghemo laorà come mui. Taiar scapoere col roncon, i cipò col facon, e piante segarle col segon. Dopo se brusava par piantar fasoi, suche, mìlio, formento, fava, bisi... El vignal lo ghemo piantà su el monte, lora tocava portar su aqua del rio in schena par darghe el verdarame co la calsina, senò le vigne le ciapava i bissi. Sto laoro l’era ordinà da me pupà, che’l capia tuto de vigne, e anca el bevea pi vin de tuti noantri.&lt;br /&gt;La nostra fameia zèrimo la mama, Angelina Fin, mi e me sorela più vècia, la Olìmpia, dopo ze vegnesto la Irene e la Maria. Go laorà su quel Monte Claro fin ai 17 ani.&lt;br /&gt;Mi studiava un’ora a la matina e un’ora de note, con me zio, Toni Franceschini, che’l zera prete, e co la zia Letìcia, sorela de me pare. Go studià fin el terso libro. Go imparà scriver, leder e far conte.&lt;br /&gt;Semo ndai via del Monte Claro, par via dei temporai, de le slavine che portava via case e rovinava tuto. Portava tuto zo tel rio. Nei temporai, noaltri ndàvino dormire tel paiol su tel Monte, par esser salvi de le slavine.&lt;br /&gt;Dopo semo ndati a Veranòpolis, me pare el ga fato na casa rente el rio Retiro e el molin, el ga fato le rosse, messo su un vignal, in torno el quale el ga piantà figari e altri frutari, fato el potrero par le vache, cavai, mule e porchi. Parlando in mule, no me desméntego mai de na maledeta peada de na mula che la me ga fato un gnoco tea pansa.&lt;br /&gt;La ua la porteino tei sesti a la Coperativa Noè, in Veranópolis, dea quale el pupa zera sòcio.&lt;br /&gt;Tutte le doméneghe noaltri ndàvino a messa in Veranópolis, fando quatro chilòmetri a pié, ma me pare el ndea co le mule o coi cavai par vender o comprar qualche cosa. La fameia ze deventata granda coi altri fioi che’l Signore ga mandà - Feliciano, José, Antônio, Nilo, Vilma e Azir.&lt;br /&gt;Al Retiro, dopo laorar tel vignal e in colònia, me son impiegada fin i 23 ani te a Fábrica de Linho Renner, in Veranópolis. Dopo me son maridada con Domingos Sostizzo e son ndata star con lu in Veranópolis, perché lu el zera mecànico e tornero te la Oficina Tedesco. In fine, semo ndati su a Lages (SC) e gavemo solo un fiol, el Mário, ingeniere de la Embraer nei Stati Uniti, e gavarìssino altri fioi, no fusse stà quela peada de la mula. Casa se parlea talian e dopo, nando vanti e indrio, me ga tocà parlar portoghese. Oncó, ai 84 ani, parché no son stata bona de abituarme nei Stati Uniti co me fiol, par via de a língua, vivo tel pensionato de le móneghe in São José dos Campos (SP). Sensa vignai de rincurar, scapoere da taiar, e somense da piantar, me vansa pi tempo par pregar. Dio benedissa a tutti, soratuto quei che i ga bio na stòria come a nostra! &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(MSostizzo@embraer.com).&lt;br /&gt;Romilda Berlanda Sostizzo&lt;br /&gt;São José dos Campos (SP)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correio Riograndense-Edição 5168-18.11.2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-7385149163230443416?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/7385149163230443416/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=7385149163230443416' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/7385149163230443416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/7385149163230443416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2009/11/la-taliana-come-son-mi.html' title='La taliana come son mi'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SxFiWgvkgMI/AAAAAAAAAMM/x_YSjLG233o/s72-c/uva21232390890.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-2699767662683419982</id><published>2009-11-20T01:16:00.001-08:00</published><updated>2009-11-20T01:20:21.207-08:00</updated><title type='text'>Cada um com suas flores...</title><content type='html'>&lt;strong&gt;O mais jovem mutilado de uma guerra bem presente lembra outra, do passado&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SwZeihGSI4I/AAAAAAAAAME/xaqU5bq7kdQ/s1600/soldado.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 220px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SwZeihGSI4I/AAAAAAAAAME/xaqU5bq7kdQ/s320/soldado.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5406112349798146946" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Craig Wood fez 18 anos em abril. Tinha cara de menino, sonhos de aventura e uma tatuagem do Coringa original, de cabelos verdes, no peito. Entrou para o Exército britânico como soldado raso, foi para o Afeganistão e, uma hora e meia depois de sair na primeira patrulha, a bomba explodiu. Perdeu metade do nariz, um pedaço da boca, as duas pernas. O braço esquerdo foi amputado duas vezes, por causa de uma infecção. A sobrevivência em casos como o dele é tão difícil que o número de vítimas de amputação tríplice por trauma desse tipo gira em torno de uma dezena. Na Grã-Bretanha, Craig é o mais jovem mutilado de guerra. Na semana passada, foi à Bélgica participar das cerimônias em memória das vítimas da I Guerra Mundial. O fim da guerra é comemorado no Dia do Armistício, e até hoje, 91 anos depois, os ingleses usam papoulas vermelhas em coroas e lapelas por causa de um poema da época que fala das flores brotando entre as cruzes ("Nós somos os mortos. Dias atrás, vivíamos"). Não existem comparações possíveis entre os dois conflitos. A I Guerra foi um infernal sugadouro de vidas que flagelou a Europa. As baixas britânicas chegaram a 900 000. No Afeganistão, um conflito de outra natureza, contam-se 230 entre as forças britânicas (e quase 850 americanos). O presidente Barack Obama ainda está resolvendo se vai aumentar o número de tropas. No Iraque, um aumento similar teve o efeito de segurar os insurgentes e diminuir as baixas entre as forças aliadas. No Afeganistão é possível, mas não obrigatório, que aconteça o mesmo. A decisão é complicada. Craig Wood já não será afetado por esse tipo de coisa – ele só pensa em voltar a andar de jet ski e jogar PlayStation 3.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Veja 2139-18.11.2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-2699767662683419982?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/2699767662683419982/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=2699767662683419982' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/2699767662683419982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/2699767662683419982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2009/11/cada-um-com-suas-flores.html' title='Cada um com suas flores...'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SwZeihGSI4I/AAAAAAAAAME/xaqU5bq7kdQ/s72-c/soldado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-4715302506982944657</id><published>2009-08-30T15:38:00.000-07:00</published><updated>2009-09-30T10:04:18.556-07:00</updated><title type='text'>- Educação e autoridade</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Um não na hora certa é necessário, e mais &lt;br /&gt;que isso: é saudável e prepara bem mais &lt;br /&gt;para a realidade da vida"&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SsON_q0y8GI/AAAAAAAAAL8/CedKAS0hmbk/s1600-h/luft1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 235px; height: 196px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SsON_q0y8GI/AAAAAAAAAL8/CedKAS0hmbk/s320/luft1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387305704232251490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Antes de uma palestra sobre Educação para algumas centenas de professores, um jornalista me indagou qual o tema que eu havia escolhido. Quando eu disse: Educação e Autoridade, ele piscou, parecendo curioso: "Autoridade mesmo, tipo isso aqui pode, aquilo não pode?". Achei graça, entendendo sua perplexidade. Pois o tema autoridade começa a ser um verdadeiro tabu entre nós, fruto menos brilhante do período do "É proibido proibir", que resultou em algumas coisas positivas e em alguns desastres – como a atual crise de autoridade na família e na escola. Coloco nessa ordem, pois, clichê simplório porém realista, tudo começa em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na década de 60 chegaram ao Brasil algumas teorias nem sempre bem entendidas e bem aplicadas. O "é proibido proibir", junto com uma espécie de vale-tudo. Alguns psicólogos e educadores nos disseram que não devíamos censurar nem limitar nossas crianças: elas ficariam traumatizadas. Tudo passava a ser permitido, achávamos graça das piores más-criações como se fossem sinal de inteligência ou personalidade. &lt;em&gt;"Meu filho tem uma personalidade forte" queria dizer: "É mal-educado, grosseiro, não consigo lidar com ele". &lt;/em&gt;Resultado, crianças e adolescentes insuportáveis, pais confusos e professores atônitos: como controlar a má-criação dos que chegam às escolas, se uma censura séria por uma atitude grave pode provocar indignação e até processo de parte dos pais? Quem agora acharia graça seria eu, mas não é de rir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente de bom senso advertiu, muitos ignoraram, mas os pais que não entraram nessa mantiveram famílias em que reina um convívio afetuoso com respeito, civilidade e bom humor. Negar a necessidade de ordem e disciplina promove hostilidade, grosseria e angústia. Os pais, por mais moderninhos que sejam, no fundo sabem que algo vai mal. Quem dá forma ao mundo ainda informe de uma criança e um pré-adolescente são os adultos. Se eles se guiarem por receitas negativas de como educar – possivelmente não educando –, a agres-sividade e a inquietação dos filhos crescerão mais e mais, na medida em que eles se sentirem desprotegidos e desamados, porque ninguém se importa em lhes dar limites. Falta de limites, acreditem, é sentida e funciona como desinteresse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um não é necessário na hora certa, e mais que isso: é saudável e prepara bem mais para a realidade da vida (que não é sempre gentil, mas dá muita porrada) do que a negligência de uma educação liberal demais, que é deseducação. Quem ama cuida, repito interminavelmente, porque acredito nisso. Cuidar dá trabalho, é responsabilidade, e nem sempre é agradável ou divertido. Pobres pais atormentados, pobres professores insultados, e colegas maltratados. Mas, sobretudo, pobres crianças e jovenzinhos malcriados, que vão demorar bem mais para encontrar seu lugar no grupo, na comunidade, na sociedade maior, e no vasto mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acho graça nesse assunto. Meus anos de vida e vivência mostraram que a meninada, que faz na escola ou nas ruas e festas uma baderna que ultrapassa o divertimento natural ao seu desenvolvimento mental e emocional, geralmente vem de casas onde tudo vale. Onde os filhos mandam e os pais se encolhem, ou estão mais preocupados em ser jovenzinhos, fortões, divertidos ou gostosas do que em ser para os filhos de qualquer idade algo mais do que caras legais: aquela figura à qual, na hora do problema mais sério, os filhos podem recorrer porque nela vão encontrar segurança, proteção, ombro, colo, uma boa escuta e uma boa palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não precisamos muito mais do que isso para vir a ser jovens adultos produtivos, razoavelmente bem inseridos em nosso meio, com capacidade de trabalho, crescimento, convívio saudável e companheirismo e, mais que tudo, isso que vem faltando em famílias, escolas e salas de aula: uma visão esperançosa das coisas. Nesta época da correria, do barulho, da altíssima competitividade, da perplexidade com novos padrões – às vezes confusos depois de se terem quebrado os antigos, que em geral já não serviam –, temos muita agitação, mas precisamos de mais alegria.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lya Luft - Veja 2131.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-4715302506982944657?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/4715302506982944657/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=4715302506982944657' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/4715302506982944657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/4715302506982944657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2009/08/f.html' title='- Educação e autoridade'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SsON_q0y8GI/AAAAAAAAAL8/CedKAS0hmbk/s72-c/luft1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-8812373937614015780</id><published>2009-06-07T04:52:00.000-07:00</published><updated>2009-06-07T05:13:49.521-07:00</updated><title type='text'>Onde a Sadia perdeu o jogo</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Ou por que a Perdigão comprou a Sadia - e não o contrário&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SiurW26C_AI/AAAAAAAAAL0/DSqvOx2JEvE/s1600-h/perdig__o_sadia.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 261px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SiurW26C_AI/AAAAAAAAAL0/DSqvOx2JEvE/s320/perdig__o_sadia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344553791989677058" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A derrocada financeira da Sadia, que culminou com a absorção da empresa pela Perdigão, foi um fenômeno espantoso para a maioria das pessoas que acompanham o dia-a-dia dos negócios no Brasil. Como, afinal, uma empresa considerada sólida, dona de uma das mais tradicionais marcas do país, decide - do dia para a noite - se aventurar no misterioso mundo dos derivativos "tóxicos", dando origem a perdas que acabaram colocando um fim em seus dias como entidade independente? Uma leitura mais cuidadosa dos números da Sadia, porém, mostra que esse espanto não tem razão de ser. Pior, evidencia que essa derrocada, longe de ter sido causada pelos infortúnios de um departamento financeiro atrapalhado, foi consequência de uma estratégia deliberada, com origem na cúpula da empresa. Só não viu quem não quis ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos anos, venho analisando sistematicamente o desempenho da Sadia e de outras dezenas de companhias abertas brasileiras. Sempre me chamou a atenção o fato de grande parte do lucro da empresa ter origem em operações financeiras. No período de 1996 a 2007, o lucro operacional - aquele que vem da tediosa venda de frangos e salsichas - representou apenas 57% do lucro total da Sadia. Os outros 43% foram resultado de transações financeiras. No mesmo período, a média de empresas de capital aberto mostra como a Sadia estava fora da curva nesse quesito. Receitas financeiras representam apenas 18% do lucro total de outras companhias. Além disso, a análise dos números mostra que a Sadia nutria um desmesurado gosto pela alavancagem. Enquanto a média das empresas abertas tem um endividamento de curto prazo de 13% de sua dívida total, na Sadia nunca representou menos do que o dobro disso. Percebe-se, portanto, que alavancar a empresa financeiramente sempre foi um objetivo. Não foi a Sadia que mudou ao se encantar com derivativos. Os instrumentos financeiros, isso sim, evoluíram de maneira mais rápida que a capacidade que seus executivos tinham para administrá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre 2002 e 2007, fiz três apresentações à direção da Sadia. Meu objetivo era alertá-los sobre os perigos dessa crescente dependência do jogo financeiro, em detrimento da devida atenção à operação. Nessas apresentações, mostrei um dado que julgava fundamental. Enquanto a Sadia tinha lucros ilusórios, sua arquirrival, a Perdigão, crescia. Essa tendência se manteve. Entre 2000 e 2008, as vendas da Perdigão cresceram 73% mais que as da Sadia. Ao mesmo tempo, a Perdigão mantinha seu foco no aumento de sua produtividade. Na média de 2000 a 2007, 72% do lucro da Perdigão veio de sua operação. Embora seja um número menor que o da média das empresas, vale destacar que essa relação foi superior a 90% de 2003 em diante. Na Sadia, manteve-se inalterado. Disse a eles que o lucro financeiro destruía valor, em vez de criá-lo. Minhas apresentações foram encaradas como mero blá-blá-blá de um professor ranzinza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aí, hoje se sabe, que a Sadia perdeu o jogo para a Perdigão. Em vez de adotar uma estratégia inovadora para suas atividades operacionais, que traria benefícios perenes para seus acionistas, a companhia decidiu criar uma armadilha para si mesma. Qual é a lição que o caso da Sadia traz? Ela é simples, mas tem sido ignorada por empresas tradicionais e sólidas, que desmancharam no ar ao primeiro sopro dos ventos da crise. Lucros trimestrais vêm e vão. O que cria valor para o acionista, porém, é a dedicação ferrenha, dia e noite, ao aumento de produtividade da operação, o crescimento das vendas e a remuneração variável vinculada não ao lucro de um mero trimestre, mas sim à geração de valor de longo prazo. A punição para quem não o faz pode demorar, mas aparece - quem se deixa levar por soluções fáceis é invariavelmente engolido por quem fez a coisa certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revista EXAME - &lt;br /&gt;Oscar Malvessi é professor de finanças corporativas da FGV-Eaesp&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Muito interessante, tirando qualquer aspecto financeiro, essa questão do &lt;strong&gt;" faça o fácil que terá uma vida difícil e faça o difícil que terá uma vida fácil"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-8812373937614015780?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/8812373937614015780/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=8812373937614015780' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/8812373937614015780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/8812373937614015780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2009/06/onde-sadia-perdeu-o-jogo.html' title='Onde a Sadia perdeu o jogo'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SiurW26C_AI/AAAAAAAAAL0/DSqvOx2JEvE/s72-c/perdig__o_sadia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-8416949763227043569</id><published>2009-05-31T16:13:00.000-07:00</published><updated>2009-05-31T16:36:58.540-07:00</updated><title type='text'>A garra que restou...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SiMTIOzqr_I/AAAAAAAAALs/lFG6jC-qpBk/s1600-h/silvia-zamboni.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 212px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SiMTIOzqr_I/AAAAAAAAALs/lFG6jC-qpBk/s320/silvia-zamboni.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342134615126224882" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SiMR-YRe_4I/AAAAAAAAALE/qqHELhLsK8Q/s1600-h/0915139.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SiMR-YRe_4I/AAAAAAAAALE/qqHELhLsK8Q/s320/0915139.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342133346356887426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Há algumas semanas, ao passar por uma ressonância magnética, a jornalista catarinense Silvia Zamboni, 40, deixou o médico desconcertado: ele não podia acreditar que o cérebro que observava no monitor, com lesões seríssimas em áreas extensas, era o de uma pessoa absolutamente normal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O esperado seria encontrar alguém com sérias dificuldades para falar, caminhar ou comer. Ou até em estado vegetativo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não estava errado. Cinco anos atrás, diante de imagens semelhantes, outros médicos nem acreditaram que ela sobreviveria ao acidente que sofrera. Seu carro havia se chocado contra uma árvore depois de ter sido fechado por um caminhão, numa noite chuvosa, no interior de Santa Catarina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do traumatismo craniano, ela tinha costelas quebradas, que haviam perfurado um pulmão. Uma orelha foi praticamente decepada. O socorro só veio após duas horas. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Silvia Zamboni, 40, surpreende os médicos ao levar uma vida normal com o cérebro danificado após sofrer um acidente de carro &lt;br /&gt;A falta de oxigenação por conta da parada cardíaca havia deixado lesões graves e irreversíveis no cérebro. Os médicos que a atenderam diziam que a morte era questão de horas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semana após completar 35 anos, em março de 2004, Silvia estava em coma profundo, no grau 3 da escala de Glasgow -o mais baixo-, que mede o nível de consciência após uma lesão cerebral. As estatísticas estavam contra ela -os médicos estimaram em 1% a chance de sobrevivência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Papel da mãe &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da resistência dos profissionais, sua mãe, Marilda, resolveu levá-la a um centro maior, em Florianópolis. "Para que, se ela está quase morta?", ouviu de um deles. No outro hospital, escutou o mesmo prognóstico: caso a filha sobrevivesse, as chances de ficar em estado vegetativo eram enormes. Mas Marilda acreditava que ainda "havia esperança". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazia três anos que mãe e filha não se viam, apesar de morarem na mesma cidade. O reencontro se deu na UTI. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas visitas diárias ao hospital, sua mãe promoveu um bombardeio de estímulos. Fazia massagens em seu corpo com remédios homeopáticos, levou cremes e perfumes com os cheiros que ela conhecia, colou nas paredes fotos de todas as fases de sua vida e a logomarca da sua empresa, falava muito ao seu ouvido, sem parar de chamá-la pelo nome. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando não estava lá, deixava fones com músicas e mensagens gravadas. "Escutava sons, mas não sabia o que significavam", diz Silvia, sobre o período em que esteve inconsciente. "Eu me lembro da voz da minha mãe me dando força." E de algumas frases soltas: "Não reage"; "não vai dar tempo". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante quase dois meses, nada mudou. A mãe chegou a ouvir se não seria melhor "deixar a natureza seguir seu curso". Mas perto de completar o segundo mês em coma, Silvia começou a dar os primeiros sinais de recuperação, com alguns movimentos involuntários dos membros e a capacidade de manter a respiração e a pressão por alguns momentos, sem o auxílio de aparelhos. O coma ficou menos profundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro meses depois do acidente, os médicos avaliaram que já não havia nada mais a fazer no hospital. A vida havia se confirmado, diziam, mas Marilda teria um bebê para sempre. Silvia estava absolutamente dependente e sem a menor consciência de quem era. Em casa, foi atendida por profissionais como fonoaudióloga, enfermeiros e fisioterapeuta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;História reescrita &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o apoio da equipe e da mãe, foi reaprendendo tudo, desde as ações mais básicas: andar, pronunciar palavras e, o mais difícil, abrir a boca e engolir. Depois, ainda precisou reaprender a ler, escrever e até reconhecer a função dos objetos mais simples, como o telefone. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo dos meses, foi passando por todas as etapas de seu desenvolvimento e reescrevendo a própria história. Teve uma fase de birras para comer e de medos para dormir. "Eu estava exatamente como uma criança", diz. "Quando tiraram a sonda nasogástrica [pela qual era alimentada], passei a cheirar tudo, como um cachorro." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem se lembrar de nada de sua vida antes do acidente, voltou a se interessar pelos assuntos que a motivavam e revelou os mesmos talentos de antes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Motivada pela mãe, estudou piano, apesar de não se lembrar de que quando criança tinha aprendido a tocar. Quis cozinhar e vender tortas, exatamente como tinha feito na adolescência. Ao mesmo tempo, ia resgatando suas memórias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de seu cérebro carregar as cicatrizes das lesões, hoje ela leva uma vida normal. Mora sozinha, namora, estuda, faz suas compras -só não voltou a trabalhar, ainda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É uma prova da plasticidade cerebral, em que os neurônios que sobreviveram encontram novos caminhos para se comunicar", diz o médico intensivista Thales Schott, que acompanhou sua recuperação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na visão dele, os cuidados da mãe, que morreu após um AVC no ano passado, foram fundamentais. "Foi isso que resgatou a vida de Silvia", diz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda há grandes lacunas de sua vida de que não lembra. "Hoje sou mais seletiva", afirma. Lembrar envolve um grande esforço mental, que ela não faz para acontecimentos que lhe causem tristeza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem volte de experiências como essa dizendo que escolheu a vida. "Acho que minha mãe escolheu por mim, e eu correspondi." Hoje ela não faz planos para o futuro. "Ainda tenho muito o que recuperar."&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;- Extraido Folha de São Paulo, em 31.05.2009, por Gabriela Cupani.&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-8416949763227043569?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/8416949763227043569/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=8416949763227043569' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/8416949763227043569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/8416949763227043569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2009/05/garra-que-restou.html' title='A garra que restou...'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SiMTIOzqr_I/AAAAAAAAALs/lFG6jC-qpBk/s72-c/silvia-zamboni.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-2461405369779440364</id><published>2009-05-31T08:22:00.000-07:00</published><updated>2009-05-31T08:25:32.783-07:00</updated><title type='text'>O MENINO E A GUERRA</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SiKhQYbilDI/AAAAAAAAAK8/K6JubtvK9lk/s1600-h/1720516870.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SiKhQYbilDI/AAAAAAAAAK8/K6JubtvK9lk/s320/1720516870.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342009410822771762" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Na década de quarenta, em tempos de guerra, um menino pobre do estado do Rio Grande do Sul desenvolveu o que pode ser considerado o primeiro porco verde do Brasil.&lt;br /&gt;Os reflexos da guerra obrigaram-no a ser um pesquisador, que por muitos técnicos foi chamado de chato em “pesquisas empíricas”.&lt;br /&gt;Este menino, nascido em Cinqüentenário (RS), município de Santa Rosa (RS), aos 02 anos de idade perdeu o pai em surto de Tifo.&lt;br /&gt;Uma vez por semana, lia a sua mãe os horrores da guerra no único veículo de comunicação da região, o jornal semanal, Correio Rio-grandense.&lt;br /&gt;O FRANGO VERDE&lt;br /&gt;Com quatro anos de idade, foi crismado, quando comeu e sentiu o sabor da primeira bolacha. Na mesma época, chegou a ficar um ano sem comer pão e sal.&lt;br /&gt;Sustentava a família uma pequena horta cultivada pela sua mãe no quintal de casa.&lt;br /&gt;Aos sete anos, começou a freqüentar uma pequena escola do interior. Muitas vezes com os pés descalços, pisando em neve e espinhos, caminhou para a sala de aula. Suas roupas eram coloridas não pela estampa do tecido e sim pela quantidade de remendos que tinham.&lt;br /&gt;Tantas dificuldades fizeram o menino pobre do interior a tomar uma decisão, procurar aprender de tudo para sair daquela situação em que se encontrava e preparar-se para enfrentar a difícil vida que se eternizava.&lt;br /&gt;Aos oito anos de idade fez a sua primeira experiência. Ao ver dezenas de galinhas no quintal, com seus pintainhos, decidiu fechá-los para forçar as galinhas a botar ovos.&lt;br /&gt;Naquela época, não havia rações balanceadas e nem medicamentos para tratar os pintos presos nas gaiolas. Álido tratava-os com milho triturado no pilão. Foi péssimo o resultado, mas o menino pesquisador não desanimou, passou a fornecer aos pintos, junto com o milho, couve e alfafa picadas. Sem perceber, conseguira produzir o frango verde.&lt;br /&gt;Por muitos anos, Álido Brun criou galinhas de postura com 50% de ração e muita verdura, leucena e almeirão, com sucesso.&lt;br /&gt;O PRIMEIRO PORCO VERDE&lt;br /&gt;Aos dez anos pediu para a sua mãe dez mil reis para comprar uma leitoa. A mãe atendeu o menino, mas avisou: “ tivemos muita seca e temos pouco milho”. Preocupado em manter o estoque de milho para as demais criações do pequeno sítio, passou a alimentar a leitoa somente com verdura e água. Álido Brun entusiasmou-se quando recebeu da experiente camponesa, sua mãe, o elogio pelo belo animal que havia conseguido apenas com tratos verdes.&lt;br /&gt;Com dezesseis anos, adolescente muito curioso, leu em uma revista da época, que um norte-americano havia tratado oito leitões apenas com alfafa e água. Aos oito meses pesavam 105 Kg. Levado pelo instinto, Álido repetiu a experiência lida na revista. Fechou oito leitões, ainda com a porca mãe e passou a alimentá-los com alfafa, rama de mandioca e água. Aos oito meses conseguiu 106 Kg por animal, em média.&lt;br /&gt;Nos frangos, que continuava a tratar com verde, a diferença do sabor foi rapidamente sentida pela família, mas no porco, talvez pela raça criada, não se sentiu muita diferença.&lt;br /&gt;A UVA NO CENTRO-OESTE&lt;br /&gt;Passaram-se os anos e o menino curioso rendeu-se à invasão da soja no país e passou a cultivá-la. Foi assentado em programa de reforma agrária no município de São Gabriel do Oeste (MS) onde viveu enorme dificuldade ao tentar a sobrevivência com a soja.&lt;br /&gt;Em Chapadão do Sul, foi novamente assentado e lembrou das dificuldades que passara quando criança. Voltou a dedicar-se novamente aos seus sonhos de menino e à teimosia das suas pesquisas.&lt;br /&gt;Ainda em São Gabriel do Oeste, manteve a tradição dos sulistas, entre elas, possuir uma parreira de uvas no quintal.&lt;br /&gt;Em Chapadão do Sul, plantou como de costume a sua parreira, mas observou que o clima do cerrado não era adequado para a cultura. Inconformado passou a investigar. Se o solo do cerrado pode ser corrigido, fertilizado e consegue-se água, porque não produz a uva?&lt;br /&gt;Em pouco tempo, a persistência do pequeno produtor começa a dar resultados o que chamou a atenção dos produtores e da imprensa. Álido introduz com sucesso a uva no cerrado brasileiro.&lt;br /&gt;Transformou-se em consultor no assunto. Foi o responsável pela introdução da uva em vários municípios do estado de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, consolidando a cultura e dando oportunidade de renda a muitos produtores rurais.&lt;br /&gt;O SONHO RETOMADO&lt;br /&gt;O porco verde, entretanto, não saía da cabeça do persistente e sonhador agricultor. Há dois anos, Álido voltou a investir no porco verde. Aproveitou as suas experiências de menino e as juntou aos conhecimentos adquiridos ao longo da sua vida. Com o cruzamento de novas raças de suínos conseguiu melhorar o porco verde que criou quando criança.&lt;br /&gt;Hoje cria o porco verde basicamente com capim, cana, leucena, mandioca e soro de queijo. Na alimentação entram também as folhas e tronco de bananeira, que segundo Brun, têm excelente teor nutritivo e funcionam como vermífugo.&lt;br /&gt;Está pronto para o abate em 8 a 9 meses, com 100 Kg de peso. Tem no máximo 5 Kg de gordura.&lt;br /&gt;O suíno de granja chega ao abate com metade desse tempo, em 130 dias, mas custa, aos 100 Kg, cerca de R$170,00, enquanto o porco verde alcança no máximo o custo de R$50,00.&lt;br /&gt;O porco verde, como o chama, sem preconceito, tem um sabor muito especial. Dizem os entendidos que a carne nada perde para a paca, uma das caças mais saborosas do Brasil Central.&lt;br /&gt;PRODUTOS ARTESANAIS E ECOLÓGICOS&lt;br /&gt;As experiências de Brun não param por aí. Atualmente fabrica o “Queijo Brun”, tipo de queijo artesanal e ecológico, já conhecido e saboreado até no exterior.&lt;br /&gt;Esse queijo receberá em breve um registro especial com o seu nome.&lt;br /&gt;Brun confessa que demorou quatro anos de muita pesquisa e experimentação para chegar ao seu queijo especial. Recebem, as suas vacas, alimentação natural à base de vegetais e homeopatia que dão o sabor diferenciado ao produto.&lt;br /&gt;Há dois anos decidiu voltar à suinocultura dos tempos de criança. Agora o alimento é homeopático e vegetal. Nada de produtos químicos ou medicamentos. Vivem os animais em piquetes automaticamente limpos. A alimentação saudável e natural diminui a incidência de doenças e pragas. &lt;br /&gt;Quando ocorre algum problema entra em cena a homeopatia, com uso de produtos sempre naturais.&lt;br /&gt;SOLUÇÃO PARA O PEQUENO PRODUTOR&lt;br /&gt;O sonho de Brun vai além do sabor e do custo baixo do porco verde e da excelente qualidade do seu queijo, presuntos e compotas que produz artesanalmente. Confessa, com convicção, que encontrou a solução para a sobrevivência do pequeno produtor, como ele assentado do INCRA. É ainda a oportunidade de se produzir alimentos mais saudáveis e saborosos.&lt;br /&gt;O trabalho de Brun chama atenção das autoridades que buscam meios para resolver o problema de legalização para o comércio da produção artesanal na zona rural.&lt;br /&gt;Para avaliar a sua descoberta, haverá no próximo mês de julho, em Campo Grande, uma noite de degustação do porco verde. Será a sua carne comparada ao chamado porco caipira, caseiro e ao suíno de granja.&lt;br /&gt;Estarão presentes técnicos no assunto, professores de universidades, autoridades e produtores interessados em conhecer as descobertas de Brun. &lt;br /&gt;Para ele, o pequeno produtor pode ter uma vida boa e ser bem remunerado como o habitante da cidade. Precisa ser orientado a produzir produtos diferenciados e saudáveis.&lt;br /&gt;Em época de modismos no mundo moderno e na busca de produtos adequados à saúde do ser humano, Álido Brun, o menino pobre que somente fez o curso primário no Rio Grande do Sul, hoje assentado do INCRA, pode estar carregado de razão.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-2461405369779440364?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/2461405369779440364/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=2461405369779440364' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/2461405369779440364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/2461405369779440364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2009/05/o-menino-e-guerra.html' title='O MENINO E A GUERRA'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SiKhQYbilDI/AAAAAAAAAK8/K6JubtvK9lk/s72-c/1720516870.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-1926485356451284213</id><published>2009-05-30T09:21:00.000-07:00</published><updated>2009-05-30T09:26:27.611-07:00</updated><title type='text'>A sabedoria também pode vir em pílulas</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SiFdyRak_VI/AAAAAAAAAK0/Df_GGXiAlrQ/s1600-h/images.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 80px; height: 127px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SiFdyRak_VI/AAAAAAAAAK0/Df_GGXiAlrQ/s320/images.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5341653751287840082" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"A melhor coisa que se pode fazer pelo próximo não é dividir com ele suas riquezas, mas revelar-lhe as dele."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A segunda coisa melhor do que saber aproveitar uma oportunidade na vida é saber quando deixá-la passar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As paixões, as diferenças políticas e os prazeres são comuns. O que distingue um homem é a sabedoria."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A mais perigosa das estratégias é tentar saltar sobre um abismo com um salto de duas passadas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como regra geral, o homem mais bem-sucedido na vida é aquele com as melhores informações."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As pessoas podem formar comunidades, mas as instituições, e só elas, criam uma nação."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Era um daqueles homens que acreditavam poder mudar o mundo escrevendo um panfleto."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Fale com as mulheres o máximo que puder. Essa é a melhor maneira de aprender a falar com facilidade, pois não precisa se preocupar com o que está dizendo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Minha ideia de uma pessoa agradável é a de uma pessoa que concorda comigo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Todos nascemos para o amor. Ele é o princípio da existência e seu único objetivo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A juventude é dissipação. A vida adulta, uma luta. A velhice, um arrependimento."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nenhum governo pode dizer que é um sucesso sem uma oposição formidável."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O caráter não muda como as opiniões. O caráter só pode ser desenvolvido."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As mentiras são de três tipos: mentiras, malditas mentiras e estatísticas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A ação pode não trazer felicidade. Mas não existe felicidade sem ação."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O mundo está cansado de homens de estado degradados em políticos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Uma nação é tão forte quanto as mulheres por trás de seus homens."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Em sociedade nunca raciocine. Isso pode soar ofensivo para alguns."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ordem e limpeza não são instintivas. Precisam ser cultivadas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Chatice? Alguém que discursa bem mas não sabe conversar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A magia do primeiro amor é ignorar que ele vai acabar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quanto mais falam de você, menos poderoso você é."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A coragem é a qualidade mais rara na vida pública." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É muito mais fácil ser crítico do que correto."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A justiça é a verdade posta para trabalhar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A ignorância nunca resolve uma questão."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Leia biografias - são a vida sem teoria."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A vida é muito curta para ser pequena."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Acreditar em heroísmo faz heróis."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O medíocre fala. O gênio observa."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nunca reclame. Nunca explique." &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Benjamin Disraeli.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-1926485356451284213?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/1926485356451284213/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=1926485356451284213' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/1926485356451284213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/1926485356451284213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2009/05/sabedoria-tambem-pode-vir-em-pilulas.html' title='A sabedoria também pode vir em pílulas'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SiFdyRak_VI/AAAAAAAAAK0/Df_GGXiAlrQ/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-4177959735212940485</id><published>2009-02-16T02:28:00.000-08:00</published><updated>2009-02-16T02:30:55.093-08:00</updated><title type='text'>Um MEIO ou uma DESCULPA?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SZlAFggkm1I/AAAAAAAAAKs/USq2qXZc8NY/s1600-h/ARV.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 350px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SZlAFggkm1I/AAAAAAAAAKs/USq2qXZc8NY/s400/ARV.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303340499575544658" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho, sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes. Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus filhos, terá que se dedicar a isso, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles, deixar de lado o orgulho e o comodismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se quiser um casamento gratificante, terá que investir tempo, energia e sentimentos nesse objetivo. O sucesso é construído à noite! Durante o dia você faz o que todos fazem. Mas, para obter um resultado diferente da maioria, você tem que ser especial. Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se compare à maioria, pois, infelizmente ela não é modelo de sucesso. Se você quiser atingir uma meta especial, terá que estudar no horário em que os outros estão tomando chopp com batatas fritas. Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão. Terá de trabalhar enquanto os outros tomam Sol à beira da piscina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realização de um sonho depende de dedicação. Há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica, mas toda mágica é ilusão, e a ilusão não tira ninguém de onde está, em verdade a ilusão é combustível dos perdedores, pois...&lt;br /&gt;Quem quer fazer alguma coisa, encontra um MEIO. Quem não quer fazer nada, encontra uma DESCULPA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Roberto Shinyashiki &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-4177959735212940485?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/4177959735212940485/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=4177959735212940485' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/4177959735212940485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/4177959735212940485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2009/02/um-meio-ou-uma-desculpa.html' title='Um MEIO ou uma DESCULPA?'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SZlAFggkm1I/AAAAAAAAAKs/USq2qXZc8NY/s72-c/ARV.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-6466182262776325640</id><published>2009-02-14T01:38:00.000-08:00</published><updated>2009-09-30T14:19:10.702-07:00</updated><title type='text'>O PMDB é Corrupto - Veja - 18.02.2009</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Senador peemedebista diz que a maioria dos integrantes &lt;br /&gt;do seu partido só pensa em corrupção e que a eleição de &lt;br /&gt;José Sarney à presidência do Congresso é um retrocesso&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SZbXUON0kYI/AAAAAAAAAKc/pR7uPoGuTsA/s1600-h/129_1426-sejarbas.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 328px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SZbXUON0kYI/AAAAAAAAAKc/pR7uPoGuTsA/s400/129_1426-sejarbas.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5302662353688760706" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"A maioria se incorpora a essas coisas pelas quais os governos vêm sendo denunciados: manipulação de licitações, contratações dirigidas, corrupção em geral"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia de que parlamentares usem seu mandato preferencialmente para obter vantagens pessoais já causou mais revolta. Nos dias que correm, essa noção parece ter sido de tal forma diluída em escândalos a ponto de não mais tocar a corda da indignação. Mesmo em um ambiente político assim anestesiado, as afirmações feitas pelo senador Jarbas Vasconcelos, de 66 anos, 43 dos quais dedicados à política e ao PMDB, nesta entrevista a VEJA soam como um libelo de alta octanagem. Jarbas se revela decepcionado com a política e, principalmente, com os políticos. Ele diz que o Senado virou um teatro de mediocridades e que seus colegas de partido, com raríssimas exceções, só pensam em ocupar cargos no governo para fazer negócios e ganhar comissões. Acusa o ex-governador de Pernambuco: "Boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que representa para a política brasileira a eleição de José Sarney para a presidência do Senado? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É um completo retrocesso. A eleição de Sarney foi um processo tortuoso e constrangedor. Havia um candidato, Tião Viana, que, embora petista, estava comprometido em recuperar a imagem do Senado. De repente, Sarney apareceu como candidato, sem nenhum compromisso ético, sem nenhuma preocupação com o Senado, e se elegeu. A moralização e a renovação são incompatíveis com a figura do senador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mas ele foi eleito pela maioria dos senadores.&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;Claro, e isso reflete o que pensa a maioria dos colegas de Parlamento. Para mim, não tem nenhum valor se Sarney vai melhorar a gráfica, se vai melhorar os gabinetes, se vai dar aumento aos funcionários. O que importa é que ele não vai mudar a estrutura política nem contribuir para reconstruir uma imagem positiva da Casa. Sarney vai transformar o Senado em um grande Maranhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como o senhor avalia sua atuação no Senado? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Às vezes eu me pergunto o que vim fazer aqui. Cheguei em 2007 pensando em dar uma contribuição modesta, mas positiva – e imediatamente me frustrei. Logo no início do mandato, já estourou o escândalo do Renan (Calheiros, ex-presidente do Congresso que usou um lobista para pagar pensão a uma filha). Eu me coloquei na linha de frente pelo seu afastamento porque não concordava com a maneira como ele utilizava o cargo de presidente para se defender das acusações. Desde então, não posso fazer nada, porque sou um dissidente no meu partido. O nível dos debates aqui é inversamente proporcional à preocupação com benesses. É frustrante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O senador Renan Calheiros acaba de assumir a liderança do PMDB...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ele não tem nenhuma condição moral ou política para ser senador, quanto mais para liderar qualquer partido. Renan é o maior beneficiário desse quadro político de mediocridade em que os escândalos não incomodam mais e acabam se incorporando à paisagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O senhor é um dos fundadores do PMDB. Em que o atual partido se parece com aquele criado na oposição ao regime militar? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em nada. Eu entrei no MDB para combater a ditadura, o partido era o conduto de todo o inconformismo nacional. Quando surgiu o pluripartidarismo, o MDB foi perdendo sua grandeza. Hoje, o PMDB é um partido sem bandeiras, sem propostas, sem um norte. É uma confederação de líderes regionais, cada um com seu interesse, sendo que mais de 90% deles praticam o clientelismo, de olho principalmente nos cargos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para que o PMDB quer cargos? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para fazer negócios, ganhar comissões. Alguns ainda buscam o prestígio político. Mas a maioria dos peemedebistas se especializou nessas coisas pelas quais os governos são denunciados: manipulação de licitações, contratações dirigidas, corrupção em geral. A corrupção está impregnada em todos os partidos. Boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quando o partido se transformou nessa máquina clientelista? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;De 1994 para cá, o partido resolveu adotar a estratégia pragmática de usufruir dos governos sem vencer eleição. Daqui a dois anos o PMDB será ocupante do Palácio do Planalto, com José Serra ou com Dilma Rousseff. Não terá aquele gabinete presidencial pomposo no 3º andar, mas terá vários gabinetes ao lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por que o senhor continua no PMDB? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Se eu sair daqui irei para onde? É melhor ficar como dissidente, lutando por uma reforma política para fazer um partido novo, ao lado das poucas pessoas sérias que ainda existem hoje na política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lula ajudou a fortalecer o PMDB. É de esperar uma retribuição do partido, apoiando a candidatura de Dilma? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não há condições para isso. O PMDB vai se dividir. A parte majoritária ficará com o governo, já que está mamando e não é possível agora uma traição total. E uma parte minoritária, mas significativa, irá para a candidatura de Serra. O partido se tornará livre para ser governo ao lado do candidato vencedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O senhor sempre foi elogiado por Lula. Foi o primeiro político a visitá-lo quando deixou a prisão, chegou a ser cotado para vice em sua chapa. O que o levou a se tornar um dos maiores opositores a seu governo no Congresso? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quando Lula foi eleito em 2002, eu vim a Brasília para defender que o PMDB apoiasse o governo, mas sem cargos nem benesses. Era essencial o apoio a Lula, pois ele havia se comprometido com a sociedade a promover reformas e governar com ética. Com o desenrolar do primeiro mandato, diante dos sucessivos escândalos, percebi que Lula não tinha nenhum compromisso com reformas ou com ética. Também não fez reforma tributária, não completou a reforma da Previdência nem a reforma trabalhista. Então eu acho que já foram seis anos perdidos. O mundo passou por uma fase áurea, de bonança, de desenvolvimento, e Lula não conseguiu tirar proveito disso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A favor do governo Lula há o fato de o país ter voltado a crescer e os indicadores sociais terem melhorado. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O grande mérito de Lula foi não ter mexido na economia. Mas foi só. O país não tem infraestrutura, as estradas são ruins, os aeroportos acanhados, os portos estão estrangulados, o setor elétrico vem se arrastando. A política externa do governo é outra piada de mau gosto. Um governo que deixou a ética de lado, que não fez as reformas nem fez nada pela infraestrutura agora tem como bandeira o PAC, que é um amontoado de projetos velhos reunidos em um pacote eleitoreiro. É um governo medíocre. E o mais grave é que essa mediocridade contamina vários setores do país. Não é à toa que o Senado e a Câmara estão piores. Lula não é o único responsável, mas é óbvio que a mediocridade do governo dele leva a isso. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mas esse presidente que o senhor aponta como medíocre é recordista de popularidade. Em seu estado, Pernambuco, o presidente beira os 100% de aprovação. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O marketing e o assistencialismo de Lula conseguem mexer com o país inteiro. Imagine isso no Nordeste, que é a região mais pobre. Imagine em Pernambuco, que é a terra dele. Ele fez essa opção clara pelo assistencialismo para milhões de famílias, o que é uma chave para a popularidade em um país pobre. O Bolsa Família é o maior programa oficial de compra de votos do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O senhor não acha que o Bolsa Família tem virtudes? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Há um benefício imediato e uma consequência futura nefasta, pois o programa não tem compromisso com a educação, com a qualificação, com a formação de quadros para o trabalho. Em algumas regiões de Pernambuco, como a Zona da Mata e o agreste, já há uma grande carência de mão-de-obra. Famílias com dois ou três beneficiados pelo programa deixam o trabalho de lado, preferem viver de assistencialismo. Há um restaurante que eu frequento há mais de trinta anos no bairro de Brasília Teimosa, no Recife. Na semana passada cheguei lá e não encontrei o garçom que sempre me atendeu. Perguntei ao gerente e descobri que ele conseguiu uma bolsa para ele e outra para o filho e desistiu de trabalhar. Esse é um retrato do Bolsa Família. A situação imediata do nordestino melhorou, mas a miséria social permanece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A oposição está acuada pela popularidade de Lula? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu fui oposição ao governo militar como deputado e me lembro de que o general Médici também era endeusado no Nordeste. Se Lula criou o Bolsa Família, naquela época havia o Funrural, que tinha o mesmo efeito. Mas ninguém desistiu de combater a ditadura por isso. A popularidade de Lula não deveria ser motivo para a extinção da oposição. Temos aqui trinta senadores contrários ao governo. Sempre defendi que cada um de nós fiscalizasse um setor importante do governo. Olhasse com lupa o Banco do Brasil, o PAC, a Petrobras, as licitações, o Bolsa Família, as pajelanças e bondades do governo. Mas ninguém faz nada. Na única vez em que nos organizamos, derrotamos a CPMF. Não é uma batalha perdida, mas a oposição precisa ser mais efetiva. Há um diagnóstico claro de que o governo é medíocre e está comprometendo nosso futuro. A oposição tem de mostrar isso à população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para o senhor, o governo é medíocre e a oposição é medíocre. Então há uma mediocrização geral de toda a classe política? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Isso mesmo.A classe política hoje é totalmente medíocre. E não é só em Brasília. Prefeitos, vereadores, deputados estaduais também fazem o mais fácil, apelam para o clientelismo. Na política brasileira de hoje, em vez de se construir uma estrada, apela-se para o atalho. É mais fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por que há essa banalização dos escândalos?&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;O escândalo chocava até cinco ou seis anos atrás. A corrupção sempre existiu, ninguém pode dizer que foi inventada por Lula ou pelo PT. Mas é fato que o comportamento do governo Lula contribui para essa banalização. Ele só afasta as pessoas depois de condenadas, todo mundo é inocente até prova em contrário. Está aí o Obama dando o exemplo do que deve ser feito. Aqui, esperava-se que um operário ajudasse a mudar a política, com seu partido que era o guardião da ética. O PT denunciava todos os desvios, prometia ser diferente ao chegar ao poder. Quando deixou cair a máscara, abriu a porta para a corrupção. O pensamento típico do servidor desonesto é: "Se o PT, que é o PT, mete a mão, por que eu não vou roubar?". Sofri isso na pele quando governava Pernambuco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É possível mudar essa situação? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É possível, mas será um processo longo, não é para esta geração. Não é só mudar nomes, é mudar práticas. A corrupção é um câncer que se impregnou no corpo da política e precisa ser extirpado. Não dá para extirpar tudo de uma vez, mas é preciso começar a encarar o problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como o senhor avalia a candidatura da ministra Dilma Rousseff? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A eleição municipal mostrou que a transferência de votos não é automática. Mesmo assim, é um erro a oposição subestimar a força de Lula e a capacidade de Dilma como candidata. Ela é prepotente e autoritária, mas está se moldando. Eu não subestimo o poder de um marqueteiro, da máquina do governo, da política assistencialista, da linguagem de palanque. Tudo isso estará a favor de Dilma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O senhor parece estar completamente desiludido com a política.&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;Não tenho mais nenhuma vontade de disputar cargos. Acredito muito em Serra e me empenharei em sua candidatura à Presidência. Se ele ganhar, vou me dedicar a reformas essenciais, principalmente a política, que é a mãe de todas as reformas. Mas não tenho mais projeto político pessoal. Já fui prefeito duas vezes, já fui governador duas vezes, não quero mais. Sei que vou ser muito pressionado a disputar o governo em 2010, mas não vou ceder. Seria uma incoerência voltar ao governo e me submeter a tudo isso que critico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Resumo:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Da extensa lista das peculiaridades brasileiras, três itens se destacam: o samba, a jabuticaba e o PMDB. México e Argentina, para ficar em alguns exemplos, já penaram sob partidos tão fortes quanto corruptos, mas a agremiação nacional, a maior do país, é um caso à parte. Seu amor pelo dinheiro público – o nosso dinheiro, para ser mais exato – é tão grande, tão magnético, tão irresistível que o PMDB abdicou de almejar a Presidência da República, a aspiração suprema de qualquer partido político, para vender seu apoio a outras siglas e, assim, continuar a fazer negócios nos ministérios e demais repartições federais. Seja no plano federal, estadual ou municipal, o objetivo principal do PMDB tornou-se o mesmo: cair na folia com o dinheiro público, como se ele crescesse em jabuticabeiras.&lt;br /&gt;Nessa geléia (de jabuticabas), porém, o PMDB se destaca pela constância dos métodos e pela durabilidade da delinquência. O partido é hoje para a corrupção na política o que a ‘inflação inercial’ foi para a economia até o advento do Plano Real – ou seja, a força motriz das malfeitorias de um regime ao seguinte, de um governante a seu sucessor, sejam quais forem suas cores ideológicas.”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-6466182262776325640?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/6466182262776325640/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=6466182262776325640' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/6466182262776325640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/6466182262776325640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2009/02/o-pmdb-e-corrupto.html' title='O PMDB é Corrupto - Veja - 18.02.2009'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SZbXUON0kYI/AAAAAAAAAKc/pR7uPoGuTsA/s72-c/129_1426-sejarbas.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-8633652193071342096</id><published>2008-09-27T05:30:00.000-07:00</published><updated>2008-09-27T05:33:55.311-07:00</updated><title type='text'>Somos um país de analfabetos</title><content type='html'>&lt;strong&gt;"A verdadeira democracia tem de oferecer &lt;br /&gt;a todos o direito de saber ler e escrever, &lt;br /&gt;pensar, questionar e escolher"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SN4n528CyrI/AAAAAAAAAHc/QxyBrjnt1Is/s1600-h/luft1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SN4n528CyrI/AAAAAAAAAHc/QxyBrjnt1Is/s400/luft1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5250678090513959602" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo pesquisa do confiável IBGE, estamos num vergonhoso lugar entre os países da América Latina, no que diz respeito à alfabetização. O que nos faltou e tanto nos falta ainda? Posso dizer que tem sobrado ufanismo. Não somos os melhores, não somos invulneráveis, somos um país emergente, com riquezas ainda nem descobertas, outras mal administradas. Somos um povo resistente e forte, capaz de uma alegria e fraternidade que as quadrilhas, o narcotráfico e a assustadora violência atuais não diminuem. Um povo com uma rara capacidade de improvisação positiva, esperança e honradez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sonho de morar fora daqui para escapar não vale. Na velha e sisuda Europa não há um sol como este. Recordo meu espanto na primeira estada por lá, num verão, vendo o sol oblíquo e pálido. Lá não se ri, não se abraça como aqui. Eles trabalham mais e ganham mais, é verdade. A pobreza por lá é menos pobre porque, se fosse miserável, morreriam todos de frio na primeira nevasca. O salário-desemprego é tão bom que, infelizmente, muitos decidem viver só com ele: o mercado de trabalho lá também é cruel, e com os estrangeiros, nem se fala. Em muitas coisas somos muito melhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas somos um país analfabeto. Alfabetizado não é, já disse e escrevo freqüentemente, aquele que assina seu nome, mas quem assina um documento que leu e compreendeu. A verdadeira democracia tem de oferecer a todos esse direito, pois ler e escrever, como pensar, questionar e escolher, é um direito. É questão de dignidade. Quando eu era professora universitária, na década de 70, já recebíamos nas faculdades vários alunos que mal conseguiam escrever uma frase e expor um pensamento claro. "Eu sei, mas não sei dizer nem escrever isso" é uma desculpa pobre. Não preciso ser intelectual, mas devo poder redigir ao menos um breve texto decente e claro. Preciso ser bem alfabetizado, isto é, usar meu instrumento de expressão completo, falado e escrito, dentro do meu nível de vida e do nível de vida do meu grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isso, é essencial uma boa escola desde os primeiros anos, dever inarredável do estado. Não me digam que todas as comunidades têm escolas e que estas têm o necessário para um ensino razoável, para que até o mais pobre e esquecido no mais esquecido e pobre recanto possa se tornar um cidadão inteiro e digno, com acesso à leitura e à escrita, isto é, à informação. Um sujeito capaz de fazer boas escolhas de vida, pronto para se sustentar e que, na grave hora de votar, sabe o que está fazendo. Enquanto alardeamos façanhas, descobertas, ganhos e crescimento econômico, a situação nesse campo está cada vez pior. Muito menos pessoas se alfabetizam de verdade; dos poucos que chegam ao 2º grau e dos pouquíssimos que vão à universidade, muitos não saem de lá realmente formados. Entram na profissão incapazes de produzir um breve texto claro. São desinteressados da leitura, mal falam direito. Não conseguem se informar nem questionar o mundo. Pouco lhes foi dado, pouquíssimo lhes foi exigido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única saída para tamanha calamidade está no maior interesse pelo que há de mais importante num país: a educação. E isso só vai começar quando lhe derem os maiores orçamentos. Assim se mudará o Brasil, o resto é conversa fiada. Investir nisso significa criar mais oportunidades de trabalho: muito mais gente capacitada a obter salário decente. Significa saúde: gente mais bem informada não adoece por ignorância, isolamento e falta de higiene. Se ao estado cabe nos ajudar a ser capazes de saber, entender, questionar e escolher nossa vida, é nas famílias, quando podem comprar livros, que tudo começa. "Quantos livros você tem em casa, quantos leu este mês? E jornal?", pergunto, quando me dizem que os filhos não gostam de ler. Família tem a ver com moralidade, atenção e afeto, mas também com a necessária instrumentação para o filho assumir um lugar decente no mundo. Nascemos nela, nela vivemos. Mas com ela também fazemos parte de um país que nos deve, a todos, uma educação ótima. Ela trará consigo muito de tudo aquilo que nos falta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lya Luft é escritora&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-8633652193071342096?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/8633652193071342096/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=8633652193071342096' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/8633652193071342096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/8633652193071342096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2008/09/somos-um-pas-de-analfabetos.html' title='Somos um país de analfabetos'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SN4n528CyrI/AAAAAAAAAHc/QxyBrjnt1Is/s72-c/luft1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-3583926358042749793</id><published>2008-08-16T07:25:00.000-07:00</published><updated>2008-08-16T07:30:18.359-07:00</updated><title type='text'>Abandonada no Campo de Centeio</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Ex-namorada de Salinger revela esquisitices&lt;br /&gt;do autor em um volume de memórias &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SKbkDHXgUII/AAAAAAAAAHU/Vf3Dv0WUnw0/s1600-h/seventies_1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SKbkDHXgUII/AAAAAAAAAHU/Vf3Dv0WUnw0/s400/seventies_1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5235122359033155714" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de passar vários anos lidando com a rejeição de editores, o escritor americano J.D. Salinger finalmente conseguiu publicar seu primeiro livro em 1951. O romance se chamava O Apanhador no Campo de Centeio e, para surpresa dos detratores do autor, transformou-se instantaneamente em clássico. Com seu protagonista rebelde, sua linguagem coloquial, seu retrato saboroso da idade dos distúrbios hormonais, o romance ganhou os adolescentes do mundo assim como O Pequeno Príncipe arrebata legiões de leitores infantis. Mas, em vez de saborear o sucesso, Salinger disse basta. Corria o ano de 1965 quando ele fechou a porteira de seu rancho na cidadezinha de Cornish, trancou seus inéditos num cofre e não deu mais notícias ao mundo. Nenhuma obra sua foi publicada desde então. Imprensa, reportagens, fãs — adeus! A curiosidade alheia se tornou o flagelo de Salinger, que luta com unhas e dentes para defender sua privacidade diante da ameaça dos bisbilhoteiros. Há dez anos, por exemplo, um estudioso descobriu algumas de suas cartas de juventude. Salinger o processou e impediu que as publicasse. No próximo mês de outubro, porém, uma obra cheia de revelações bombásticas deverá vir à luz. Sua autora é Joyce Maynard, ex-namorada do famoso recluso. E será difícil pará-la. "Tivemos todos os cuidados legais", diz Linda McFall, executiva da editora Picador, que prepara o lançamento de At Home in the World (Em Casa no Mundo) nos Estados Unidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O romance entre Joyce e Salinger durou só nove meses, entre 1972 e 1973. Quando começou, ela não era mais que uma ninfeta de QI elevado. Tinha 18 anos, era caloura da Universidade Yale e havia escrito uma reportagem de capa para a revista do New York Times. O artigo causou frisson. Entre as mensagens de elogio, surpresa: uma carta de J.D. Salinger, a estrela da ficção americana, um dos 25 autores mais lidos na história do país. Os dois engrenaram na troca de correspondência. Salinger, com 53 anos, pedia que ela o chamasse de Jerry e dissertava sobre homeopatia e enlatados de TV. Depois de alguns meses, Joyce mudou-se de mala e cuia para a fazenda de Cornish. Nos episódios do livro que foram antecipados, Salinger aparece alternadamente como um homem gentil e cruel, esquisito e implacável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gentileza se manifesta no tato com que ele reagiu a certos problemas de sua amada, que a impediam de consumar o ato sexual. A crueldade, na maneira seca com que pronunciava frases do tipo: "Você está ridícula". A esquisitice tinha a ver com seus hábitos: ele causava vômitos em si mesmo (e em Joyce) cada vez que tinha de ingerir alimentos "impuros", fazia sessões diárias de meditação e era adepto de terapias alternativas. Mas sua obsessão era mesmo a privacidade. Salinger dizia a Joyce que publicar livros era um "negócio sujo" e por isso escondia no cofre dois romances já terminados. Quando sentiu que a presença da moça punha em perigo seu santuário, foi inflexível. Mandou-a embora. Ponto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao revelar esses fatos, Joyce Maynard alimenta a bolsa de fofocas, mas acrescenta pouco à compreensão literária de seu ex-par romântico. No máximo demonstra que ele deixou para trás os bons sentimentos contidos em O Apanhador no Campo de Centeio. Afinal, o romance afirma: "Bom mesmo é o livro que, quando a gente acaba de ler, faz com que queiramos ser um grande amigo do autor, para poder telefonar para ele toda vez que der vontade". Nem pense nisso com Salinger.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-3583926358042749793?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/3583926358042749793/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=3583926358042749793' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/3583926358042749793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/3583926358042749793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2008/08/abandonada-no-campo-de-centeio.html' title='Abandonada no Campo de Centeio'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SKbkDHXgUII/AAAAAAAAAHU/Vf3Dv0WUnw0/s72-c/seventies_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-7962752841807413692</id><published>2008-08-09T04:06:00.000-07:00</published><updated>2008-08-09T04:10:11.794-07:00</updated><title type='text'>Por uma sociedade justa e eficiente - Stephen Kanitz - Veja</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Que sociedade é mais justa, aquela que valoriza as boas&lt;br /&gt;intenções e o esforço ou aquela que valoriza os resultados?&lt;br /&gt;Uma boa pergunta para começar a discutir no retorno às aulas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SJ16rTYW2BI/AAAAAAAAAG8/TZlo88bVmVs/s1600-h/stephen1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SJ16rTYW2BI/AAAAAAAAAG8/TZlo88bVmVs/s320/stephen1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5232473226429782034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro ano de faculdade aprendi um truque que muito me auxiliou na hora de obter notas melhores. Descobri que, numa prova na qual cai um tema que você não estudou, que o pegou de surpresa, sobre um assunto de que você não sabe absolutamente nada, o melhor é não entregá-la em branco, que seria a coisa mais lógica e correta a fazer. Nessas horas, escreva sempre alguma coisa, preencha o papel com abobrinhas, pois, quanto maior o número de páginas, melhor. Isso porque existem dois tipos de professor no Brasil: um deles é formado pelos que corrigem de acordo com o que é certo e errado. São geralmente professores de engenharia, produção, direito, matemática, recursos humanos e administração. Escrever que dois mais dois podem ser três ou doze, dependendo "da interpretação lógica do seu contexto histórico desconstruído das forças inerentes", não comove esse tipo de professor. Ele dá nota dependendo do resultado, e fim de papo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, para a minha alegria, e agora também para a sua, existe outro tipo de professor, mais humano e mais socialmente engajado, que dá nota segundo o critério de esforço despendido pelo aluno e não apenas pelo resultado. Se você escreveu dez páginas e disse coisas interessantes, mesmo que não pertinentes ao tema, ficou as duas horas da prova até o fim, mostrou esforço, ganhará uns pontinhos, digamos uma nota 3 ou até um 3,5. O que pode ser a sua salvação. Na próxima prova você só precisará tirar um 6,5 para compensar, e não uma impossível nota 10. Se você estudar um mínimo e usar esse truque, vai tirar um 5. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez formados, os alunos desse tipo de professor são muito fáceis de identificar. Seus textos são permeados de abobrinhas e mais abobrinhas, cheios de platitudes e chavões. Defendem que a renda deve ser distribuída pelo esforço, e não pelo resultado, e que toda criança que compete deve ganhar uma medalha. Defendem que todo professor de universidade deve ganhar o mesmo salário, independentemente da qualidade das aulas, e que a solução para a educação é mais e mais verbas do governo, sem nenhuma avaliação de desempenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses dois tipos de professor obviamente não se bicam. É a famosa briga da turma da filosofia contra a turma da engenharia. São as duas grandes visões políticas do mundo, é a diferença entre administração pública e privada. O que é mais justo, remunerar pelo esforço de cada um ou pelos resultados alcançados? O que é mais correto, remunerar pela obediência e cumprimento de horário ou pelas realizações efetivas com que cada um contribuiu para a sociedade? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o Brasil ainda não resolveu essa questão, não podemos discutir o próximo passo, que são as injustiças da opção feita. É justo só remunerar pelo resultado? É justo remunerar somente pelo esforço? Podemos até escolher um meio-termo, mas qual será a ênfase que daremos na educação dos nossos filhos e na avaliação de nossos trabalhadores? Ao esforço ou ao resultado? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem tentou ser útil à sociedade mas fracassou teria direito a uma "renda mínima"? É justo dar 3,5 àqueles cujo esforço foi justamente enganar seus professores e o "sistema"? Não seria justo dar-lhes um sonoro zero? Precisamos optar por uma sociedade justa ou por uma sociedade eficiente, ou podemos ter ambas? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como aluno, eu tive de me esforçar muito mais para as provas daqueles professores carrascos, que avaliavam resultados, do que para as provas dos professores mais bonzinhos. Quero agradecer publicamente aos professores "carrascos" pela postura ética que adotaram, apesar das nossas amargas críticas na época. Agora entendo por que tantos de nossos cientistas e professores pertencem à Academia de Letras, por que somos o último país do mundo em termos de patentes, por que tantos brasileiros recebem sem contribuir absolutamente nada para a sociedade e por que nossos políticos falam e falam e não realizam nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que sociedade é mais justa, aquela que valoriza as boas intenções e o esforço ou aquela que valoriza os resultados? Uma boa pergunta para começar a discutir no retorno às aulas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-7962752841807413692?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/7962752841807413692/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=7962752841807413692' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/7962752841807413692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/7962752841807413692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2008/08/por-uma-sociedade-justa-e-eficiente.html' title='Por uma sociedade justa e eficiente - Stephen Kanitz - Veja'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SJ16rTYW2BI/AAAAAAAAAG8/TZlo88bVmVs/s72-c/stephen1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-4452576973881435788</id><published>2008-08-04T16:47:00.000-07:00</published><updated>2008-08-08T17:31:11.799-07:00</updated><title type='text'>Sobre o  meu pai Arthur  - Lya Luft</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SJzlPVUC14I/AAAAAAAAAG0/UtG16gXIi28/s1600-h/0708_ponto_vista1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SJzlPVUC14I/AAAAAAAAAG0/UtG16gXIi28/s320/0708_ponto_vista1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5232308918679689090" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Seu olho verde faiscava de brabeza ou transbordava &lt;br /&gt;de afeto. O rumor de seu passo no corredor botava o&lt;br /&gt;meu mundo em ordem. Sua risada era aberta e franca, &lt;br /&gt;seu abraço era cálido, sua alegria, generosa"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta coluna homenageio meu pai Arthur, que morreu quando eu tinha 35 anos, e de quem, 35 depois, ainda recordo todos os dias, pelo seu legado de carinho, justiça, integridade e proteção, que até agora me dá força quando preciso dela (preciso muitas vezes). As propagandas em torno do Dia dos Pais, se irritam pela comercialização (para quem deseja isso) em torno do afeto, servem de lembrete a quem anda esquecido do seu pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então tenho lembrado com mais intensidade do meu, que era severo e terno. Seu olho verde faiscava de brabeza ou transbordava de afeto. O rumor de seu passo no corredor botava o meu mundo em ordem. Sua risada era aberta e franca, seu abraço era cálido, sua alegria, generosa. Tinha momentos de melancolia, em que fitava um ponto distante longo tempo sem falar. Seu amor pela família foi talvez seu traço mais marcante. Ensinou-me o nome das árvores do jardim e os cuidados com elas, para que dessem frutas doces. Transmitiu-me a noção do sagrado das coisas e das pessoas. Gostava de tranqüilidade, meu pai Arthur. Recusou sistematicamente os convites para deixar nossa pequena cidade e assumir cargos importantes. Era atento e compreensivo, ajudou fugitivos da II Guerra, levava cobertores ou remédio aos pobres, aconselhava amigos e desconhecidos que vinham lhe pedir orientação. Lembro-me do que relatou alguém que o procurou em casa, e ele, interrogado sobre sua vasta biblioteca, apontou os livros e disse com simplicidade: "Eles são meus amigos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era também exigente, meu pai Arthur. Aborrecia-se com meu boletim invariavelmente medíocre, porque eu não gostava de estudar: queria ficar em casa, lendo em meu quarto ou debaixo de alguma árvore, e achava as regras de disciplina da escola antes cômicas do que respeitáveis. Além de negligente na escola, em casa não conseguia ser a menina prendada que minha mãe desejava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podia competir com suas sobrinhas ou filhas de amigas, num tempo em que ser prendada era importante (para mim, era bobagem): meus bordados saíam tortos, minha incapacidade de arrumar a cama era patética, meu horror à cozinha era vergonhoso, eu respondia mal à minha mãe, ou lhe mostrava a língua. Era um desastre, e me sentia assim. Quando as queixas de mãe e professores se tornaram excessivas, ele me pôs num internato. "Para o seu bem", ele disse. Não esqueço a dor daquele dia e dos outros, nem a minha gratidão quando, dois meses depois, em uma visita, anunciei que se ele não me tirasse dali eu morreria, e ele me levou para casa. Por essa, e tantas outras coisas, dediquei-lhe especialmente um de meus livros, dizendo: "A meu pai Arthur, para quem eu não era só uma criança: eu era uma pessoa". Ainda falo com ele, recorro a ele em minhas aflições, pedindo que, como fez em vida, me ajude em minhas trapalhadas. (Não sei como, mas ele ajuda.) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nele, antecipando o Dia dos Pais que se aproxima, homenageio todos os pais que não vão ter o carinho dos filhos pequenos ou adultos, nem um telefonema alegre, nem um almoço ruidoso, nem mesmo um recado. Homenageio os pais que ficarão sozinhos fingindo que não faz mal, que filho é assim mesmo, que a vida é assim. Não é assim. Em meu pai Arthur, homenageio os pais que não puderam estar sempre junto de seus filhos porque, longe, precisavam garantir o seu sustento; que foram relegados quando não tinham mais dinheiro ou saúde; criticados quando quiseram buscar alguma felicidade; ou que, sem entender, foram declarados dispensáveis e desimportantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso esquecer aqui aqueles pais que perderam um filho ou filha, na dor que não se cura com nada. Mas penso também nos pais alegres, nos pais carinhosos, nos pais protetores, parceiros, guerreiros, nos pais que têm sorte, e que nesse dia especial receberão abraços, telefonemas, torpedos, churrascos, conversas, sorrisos ou mesmo um bilhete em letra infantil – como aqueles que tantas vezes, na minha distante infância, deixei no bolso do paletó ou no prato do café-da-manhã de meu pai Arthur.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-4452576973881435788?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/4452576973881435788/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=4452576973881435788' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/4452576973881435788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/4452576973881435788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2008/08/sobre-o-meu-pau-arthur-lya-luft.html' title='Sobre o  meu pai Arthur  - Lya Luft'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SJzlPVUC14I/AAAAAAAAAG0/UtG16gXIi28/s72-c/0708_ponto_vista1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-4884694443839227043</id><published>2008-06-12T04:49:00.000-07:00</published><updated>2008-06-12T04:52:21.793-07:00</updated><title type='text'>HONRAR PAI E MÃE - Ponto de vista - Lya Luft.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SFENnLD8FPI/AAAAAAAAAGc/np5j8DTe0Vg/s1600-h/LYA_LUFT3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SFENnLD8FPI/AAAAAAAAAGc/np5j8DTe0Vg/s400/LYA_LUFT3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210961210479744242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Pais bonzinhos são tão danosos quanto pais &lt;br /&gt;indiferentes: o amor não se compra com presentes, &lt;br /&gt;nem fingindo não saber, desviando o olhar quando &lt;br /&gt;ele devia estar vigilante"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se as relações familiares não fossem intrinsecamente complicadas, não existiria o mandamento "Honrarás pai e mãe". Comentário de grande sabedoria. Assunto inesgotável. Como educar, como cuidar neste mundo maravilhoso e tresloucado, com tanta sedução e tanta informação – um mundo no qual, sobretudo na juventude, nem sempre há o necessário discernimento para escolher bem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Saber distinguir o melhor do pior, ser capaz de observar e argumentar, são o melhor legado que família e escola podem dar. Na família, fica abaixo só do afeto e da segurança emocional. Na escola, importa mais do que o acúmulo de informações e o espaço das brincadeiras, num sistema que aprendeu erroneamente que se deve ensinar como se o aluno não tivesse de aprender. Fora disso, meus caros, não há salvação. Isso e professores supervalorizados e bem pagos, escola para todos – não mais milhões de crianças e jovens em casas cujo pátio é barro misturado a esgoto, ou na rua, com o crack e a prostituição. Um ensino que dê muito e exija bastante: ou caímos na farra e no despreparo para a vida, que inclui graves decisões pessoais e um mercado de trabalho cruel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem antes da escola vem o fundamental, o ambiente em casa, que marca o indivíduo pelo resto de sua jornada. Se esse ambiente for positivo, amoroso, a criança acreditará que amor e harmonia são possíveis, que ela pode ter e construir isso, e fará nesse sentido suas futuras escolhas pessoais. Se o clima for de ressentimento, frieza, mágoas ocultas e desejos negativos, o chão por onde o indivíduo vai caminhar será esburacado. Mais irá tropeçar, mais irá quebrar a cara e escolher para si mesmo o pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dificuldades familiares não têm a ver só com o natural conflito de gerações, mas também com a atitude geral dos pais. Eles têm entre si uma relação de lealdade, carinho, alegria? São realmente interessados, tentam assumir suas responsabilidades grandes e difíceis? Foi-se o patriarcado, em que havia regras rígidas. Eu não quereria estar na pele dos infratores de então, os filhos que ousavam discordar. Em lugar da anterior rigidez e distância, estabeleceu-se a alegre bagunça, com mais demonstrações de afeto, mais liberdade, mais respeito pelas individualidades – muitas vezes com resultados dramáticos. Lembro a frase que já escrevi nesta coluna, do psicólogo que me revelou: "A maior parte dos jovens perturbados que atendo não tem em casa pai e mãe, tem um gatão e uma gatinha". Talvez tenham uma mãe que não troca cabeleireiro e academia por horas de afeto com os filhos, ou um pai que corre atrás do dinheiro necessário para manter a família acima de suas possibilidades, por ilusão sua ou desejo de status de uma mulher frívola. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crianças de 11 anos freqüentam festinhas em que rola o inenarrável: onde estão pai e mãe? Adolescentezinhos rodam de madrugada pelas ruas, dirigindo bêbados ou drogados: onde estão pai e mãe? Quase crianças passam fins de semana em casas de serra e praia reais ou fictícios, com adultos irresponsáveis ou só entre outras crianças, transando precocemente, drogando-se, engravidando, semeando infelicidade, culpa, desorientação pela vida afora. Onde estão os pais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter filho é talvez a maior fonte de alegria, mas também é ser responsável, ah sim! Nisso sou rigorosa e pouco simpática, eu sei. Esse é o dilema fundamental numa sociedade que prega a liberalidade, o "divirta-se", o "cada um na sua", como num pré-apocalipse. Mais grave ainda num momento em que a honradez de figuras públicas (que deveriam ser nossos guias e modelos) é quase uma extravagância. Pais bonzinhos são tão danosos quanto pais indiferentes: o amor não se compra com presentes, nem permitindo tudo, nem fingindo não saber ou não querendo saber, muito menos desviando o olhar quando ele devia estar vigilante. Quem ama cuida: velho princípio inegável, incontornável e imortal, tantas vezes violado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-4884694443839227043?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/4884694443839227043/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=4884694443839227043' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/4884694443839227043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/4884694443839227043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2008/06/honrar-pai-e-me-ponto-de-vista-lya-luft.html' title='HONRAR PAI E MÃE - Ponto de vista - Lya Luft.'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SFENnLD8FPI/AAAAAAAAAGc/np5j8DTe0Vg/s72-c/LYA_LUFT3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-6332560512560195283</id><published>2008-04-10T16:44:00.000-07:00</published><updated>2008-04-14T12:14:15.118-07:00</updated><title type='text'>Sempre um pouco de nostalgia...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SAOs9t_AdDI/AAAAAAAAAGU/IWFQhL2QU5o/s1600-h/AAA.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SAOs9t_AdDI/AAAAAAAAAGU/IWFQhL2QU5o/s400/AAA.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5189181371976807474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;The stuff that dreams are made of&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(&lt;em&gt;Carly Simon&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Take a look around now&lt;br /&gt;Change the direction&lt;br /&gt;Adjust the tuning&lt;br /&gt;Try a new translation&lt;br /&gt;Dont look at your man in the same old way&lt;br /&gt;Take a new picture&lt;br /&gt;Just because you dont see shooting stars&lt;br /&gt;Doesnt mean it isnt perfect&lt;br /&gt;Cant you see...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Its the stuff that dreams are made of&lt;br /&gt;Its the slow and steady fire&lt;br /&gt;Its the stuff that dreams are made of&lt;br /&gt;Its your heart and souls desire&lt;br /&gt;Its the stuff that dreams are made of&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So whats this about your best friend? &lt;br /&gt;Shes got a brand new shiny boy&lt;br /&gt;And theyre moving out to malibu&lt;br /&gt;To play with all his pretty toys&lt;br /&gt;And you feel closed in by the same four walls&lt;br /&gt;The same old conversation&lt;br /&gt;With the same old guy youve know for years&lt;br /&gt;But use your imagination&lt;br /&gt;And you will see....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Its the stuff that dreams are made of&lt;br /&gt;Its the slow and steady fire&lt;br /&gt;Its the stuff that dreams are made of&lt;br /&gt;Its your heart and souls desire&lt;br /&gt;Its the stuff that dreams are made of&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;What if the prince on the horse in your fairytale&lt;br /&gt;Is right here in disguise&lt;br /&gt;And what if the stars youve been reaching so high for&lt;br /&gt;Are shining in his eyes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dont look at yourself in the same old way&lt;br /&gt;Take another picture&lt;br /&gt;Shoot the stars off in your own backyard&lt;br /&gt;Dont look any further&lt;br /&gt;And you will see&lt;br /&gt;Its the stuff that dreams are made of....&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-6332560512560195283?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/6332560512560195283/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=6332560512560195283' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/6332560512560195283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/6332560512560195283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2008/04/sempre-um-pouco-de-nostalgia_10.html' title='Sempre um pouco de nostalgia...'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/SAOs9t_AdDI/AAAAAAAAAGU/IWFQhL2QU5o/s72-c/AAA.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-2752382132538165626</id><published>2008-04-08T12:43:00.000-07:00</published><updated>2008-04-08T12:56:35.810-07:00</updated><title type='text'>Chevrolet Cadet - Uma história inacabada...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/R_vNbauXWjI/AAAAAAAAAF4/6zgiKL4270A/s1600-h/Cadet.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/R_vNbauXWjI/AAAAAAAAAF4/6zgiKL4270A/s400/Cadet.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186965266761210418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Terminada a II Guerra mundial, os dirigentes da General Motors, recordando-se da crise que se seguira ao conflito de 1914/18, pensaram em lançar no mercado um automóvel econômico. Uma grande equipe de projetistas, capitaneada por Earl McPherson construiu numerosos protótipos, e a GM preparou um novo estabelecimento industrial perto de Cleveland para produzir o carro em série. Entretanto a demanda por veículos considerados normais permaneceu num nível bastante satisfatório, e a esperada crise não se concretizou. A Chevrolet decidiu então fabricar um carro também totalmente renovado, mas seguindo os cânones tradicionais, e que seria o embrião dos famosos Bel Air, Impala e Caprice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quais eram as tais características deste automóvel, denominado Cadet: A utilização pioneira da hoje tão difundida suspensão McPherson, aros de roda de apenas 12 polegadas, e eixo de transmissão em duas partes. Após a embreagem havia um torque tube,  que iria estender-se até o centro do assento dianteiro, onde alojava-se o cambio, sendo seguido por um curto cardan até o eixo traseiro. Possuia ainda um motor 6 cilindros de 2200 cilindradas, utilizado posteriormente nos primeiros Holden produzidos na Australia. Seu peso ao redor de 1000 Kg., foi conseguido graças a utilização dos sistema unibody, ou como nós mais conhecemos monobloco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O preço alvo do novo veículo deveria situar-se abaixo de 1000 dólares, sendo que os então mais baratos Chevy e Ford tinham preços a partir de 1050 dólares. Como o projeto do veículos consumiu 7 milhões de dólares e a expectativa para que vendesse 300 mil veículos por ano para tornar-se rentável não se mostrasse plausível, o projeto foi sendo morto por inanição. Earl McPherson foi para a Ford, onde em 1951 foi lançado o primeiro Ford Consul, incorporando a simplificada e famosa suspensão. O mesmo lay-out seguiram os Ford Vedette franceses, e que mais tarde viriam a tornar-se os Simca Chambord, porta de entrada da suspensao no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A GM americana simplesmente esqueceu o projeto, inclusive destruindo os protótipos em 1968, fazendo seu primeiro uso da “McPherson” apenas em 1980, com os Chevrolet Citation, e que inexplicavelmente também tinham rodas de apenas 13 polegadas, para um carro de mais de uma tonelada, e com tração dianteira.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/R_vL8quXWiI/AAAAAAAAAFw/W777meqr3Vc/s1600-h/Cadetl.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/R_vL8quXWiI/AAAAAAAAAFw/W777meqr3Vc/s400/Cadetl.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186963638968605218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mais informações em inglês, podemos conseguir no blog abaixo, que reproduz artigo do excelente Karl Ludvigsen, um repórter que nos anos 70 fez inúmeras reportagens reproduzidas pela revista Quatro Rodas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;http://blog.hemmings.com/index.php/2008/04/06/sia-flashback-the-truth-about-chevys-cashiered-cadet/&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-2752382132538165626?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/2752382132538165626/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=2752382132538165626' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/2752382132538165626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/2752382132538165626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2008/04/chevrolet-cadet-uma-histria-inacabada.html' title='Chevrolet Cadet - Uma história inacabada...'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/R_vNbauXWjI/AAAAAAAAAF4/6zgiKL4270A/s72-c/Cadet.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-102831082783942109</id><published>2008-03-25T08:11:00.000-07:00</published><updated>2008-03-25T08:18:18.772-07:00</updated><title type='text'>O silencio...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/R-kXoquXWgI/AAAAAAAAAFg/OQdHifrNBJU/s1600-h/AAA.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/R-kXoquXWgI/AAAAAAAAAFg/OQdHifrNBJU/s400/AAA.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5181698833697430018" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Há pessoas silenciosas que são muito mais interessantes que os melhores oradores. &lt;br /&gt;Benjamin Disraeli &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio é um espião. &lt;br /&gt;Mário Quintana &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A necessidade cada vez mais aguda de ruído só se explica pela necessidade de sufocar alguma coisa. &lt;br /&gt;K. Lorenz &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio que aceita o mérito como a coisa mais natural do mundo constitui o mais retumbante aplauso. &lt;br /&gt;Ralph Waldo Emerson &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em determinadas situações, o silêncio é a melhor resposta. &lt;br /&gt;Ramalho Campelo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio é um dos argumentos mais difíceis de refutar. &lt;br /&gt;Josh Billings &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio que ninguém ouviu, foi a primeira coisa que se viu. &lt;br /&gt;Arnaldo Antunes &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucas pessoas sabem o momento psicologicamente exato de ficarem caladas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio é mais eloqüente que as palavras. &lt;br /&gt;Carlile &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fique calado e em segurança; o silêncio nunca o trairá. &lt;br /&gt;O’Reilly &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arrependo-me muitas vezes de ter falado; nunca de ter silenciado. &lt;br /&gt;Ciro &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abençoados os que nada têm a dizer e não se deixam persuadir a dizer. &lt;br /&gt;James Russel Lowell &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas coisas não merecem ser ditas e muitas pessoas não merecem que as outras coisas lhe sejam ditas: o resultado é muito silêncio. &lt;br /&gt;Henri de Montherlant &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma calamidade não possuir bastante espírito para falar bem, nem bastante bom senso para ficar em silêncio. &lt;br /&gt;La Bruyère &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se nos mantivermos calados, pensarão que somos filósofos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tinha momentos ocasionais de silêncio que tornavam sua conversa um prazer. &lt;br /&gt;Sydney Smith &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-102831082783942109?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/102831082783942109/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=102831082783942109' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/102831082783942109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/102831082783942109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2008/03/o-silencio.html' title='O silencio...'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/R-kXoquXWgI/AAAAAAAAAFg/OQdHifrNBJU/s72-c/AAA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-1627530854073583057</id><published>2008-03-08T11:15:00.000-08:00</published><updated>2008-03-08T11:19:08.096-08:00</updated><title type='text'>Uma "Grande Mulher"</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Nós brincamos muito, fazemos piadinhas, damos uma de superiores e de donos do pedaço, porém, sem elas seríamos, perdoe-me a expressão, uns bostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Danielle deveria ter sido a presidente de todos os franceses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto de Danielle Miterrand,esposa do ex-presidente François Miterrand, ao povo francês, após ter recebido críticas impiedosas por ter permitido a presença da amante do marido e de sua filha, Mazarine,na cerimônia fúnebre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Antes de mais nada devo deixar claro que não é um pedido de desculpas.Muito menos um enunciado de justificativas vãs,comum aos covardes ou àqueles que vivem preocupados em excesso com a opinião dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 71 anos, vivendo a hora do balanço de uma existência que é um sulco bem traçado e profundo, já não mais preciso, e nem devo, correr atrás de possíveis enganos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivo o momento em que as sombras já esclarecem e que as usências são lindas expressões de perenidade e criação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sombras e ausências podem ser tudo,ao passo que luzes e presenças confundem os mais precipitados,os mais jovens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivi com François 51 anos;estive com ele em muito desse tempo e me coloquei sempre.Há mulheres que não se colocam,embora estejam; que não se situam embora componham o cenário da situação resumível Uma vida de altos e baixos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época da Resistência nunca sabíamos onde iríamos passar a noite - se na cama, na prisão, nos bosques ou estendidos por toda a eternidade.uando se vive assim em comum, cria-se uma solda e a consciência de que é preciso viver depressa. Concentrar talvez seja a palavra. Por isso tentei entendê-lo, relacionar-me com sua complexidade,com as variações de sua pessoa e não de seu caráter...Quem entende ou, pelo menos luta para compreender as variações do outro,o ama realmente.E nunca poderá dizer que foi enganada ou que jamais enganou.Não nos enganamos, nos confundimos quando nos perdemos da identidade vital do parceiro,familiar ou irmão.Ou jamais os conhecemos, o eu também,não é um engano.Quem não conhece, não tem enganos.Nas variações do outro, não cabe o apaziguador tudo antes do tempo em forma de tranqüilidade.Uma relação a dois não deve ser apaziguada, mas vibrante, apaixonada, e não, enfastiada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa complexidade vi que meu marido era tão meu amante quanto da política.Vi, também, que como um homem sensível poderia se enamorar,se encantar com outras pessoas, sem deixar de me mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achar que somos feitos para um único e fiel amor é hipocrisia, conformismo. É preciso admitir docemente que um ser humano é capaz de amar apaixonadamente alguém e depois,com o passar dos anos, amar de forma diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não somos o centro amorável do mundo do outro. É preciso aceitar,também, outros amores que passam a fazer parte desse amor como mais uma gota d'água que se incorpora ao nosso lago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simone de Beauvoir (*)dizia bem, que temos amores necessários e amores contingentes ao longo da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aceitei a filha de meu marido e hoje recebo mensagens do mundo inteiro de filhos angustiados que me dizem: - "Obrigado por ter aberto um caminho. Meu pai vai morrer, mas eu não poderia ir ao enterro porque a mulher dele não aceitava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso viver sem mesquinhez, sem um sentido pequeno,lamacento, comum aos moralistas, aos caluniadores aos paranóicos azedos que teimam em sujar tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que as pessoas sejam generosas e amplas para compreender e amar seus parceiros em suas dúvidas,fragilidades, divisões e pequenas paixões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é amar por inteiro e ter confiança em si mesmo" .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus não prometeu Dias sem Dor; Risos sem Sofrimentos; Sol sem Chuva. Ele prometeu Força para o Dia; Conforto para as Lágrimas e Luz para o Caminho..."&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-1627530854073583057?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/1627530854073583057/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=1627530854073583057' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/1627530854073583057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/1627530854073583057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2008/03/uma-grande-mulher.html' title='Uma &quot;Grande Mulher&quot;'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-1207274709008001116</id><published>2007-12-08T01:31:00.000-08:00</published><updated>2007-12-08T02:21:50.534-08:00</updated><title type='text'>As sombras do passado -   Rosane na "veja"</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/R1punlai_eI/AAAAAAAAAE0/xeMFjAh1LLQ/s1600-h/Rosane.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/R1punlai_eI/AAAAAAAAAE0/xeMFjAh1LLQ/s400/Rosane.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141543550934253026" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ninguém assistiu à ascensão e queda do ex-presidente Fernando Collor de uma posição mais privilegiada que a de Rosane Malta Collor. Nascida em Canapi, no sertão alagoano, Rosane casou-se com Collor aos 19 anos de idade, quando ele ainda era um inexpressivo deputado federal por Alagoas. Collor, como se sabe, elegeu-se governador do estado e, três anos depois, atingiu o ápice da carreira de qualquer político – a Presidência da República. Rosane estava ao lado de Collor quando ele subiu a rampa do Palácio do Planalto e, quase três anos depois, também o acompanhava, de mãos dadas, quando ele deixou o governo e entrou para a história como o primeiro presidente a sofrer um processo de impeachment. Rosane Collor nunca contou publicamente o que testemunhou então. Na semana passada, quinze anos depois, ela rompeu o silêncio. Separada de Collor há três anos, não se sente mais obrigada a ocultar segredos dos tempos de primeira-dama. Em entrevista a VEJA, ela conta detalhes dos momentos mais tensos do governo do marido na ótica de uma ex-esposa. Rosane fala da relação do ex-presidente com o tesoureiro entesourador Paulo César Farias, o PC, conta como ele reagiu às denúncias do irmão, diz que teve medo de Collor tentar o suicídio e detalha as incursões do primeiro-casal no terreno da magia negra. O depoimento de Rosane revela ainda um lado desconhecido da personalidade do ex-presidente: ciumento, ele mantinha a esposa sob permanente vigilância e, certa vez, chegou a acusá-la de manter um caso extraconjugal. Não eram raras as situações em que, contrariado, tinha explosões de fúria que levaram a mulher a suspeitar de que alguma coisa pudesse estar interferindo em seu comportamento. O casal ficou três meses separado durante a Presidência. Rosane Collor só se nega a falar, por enquanto, de um assunto: o destino dos milhões de dólares que a parceria entre o hoje senador Fernando Collor e PC Farias teria produzido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – A saída do presidente Collor e da senhora do Palácio do Planalto, há quinze anos, foi o maior desafio institucional enfrentado pelo país desde a volta à democracia. Como foram os minutos que antecederam aquele momento?&lt;br /&gt;Rosane – Quando a Câmara dos Deputados votou o impeachment, eu estava na Casa da Dinda. Fernando pediu para ficar sozinho no gabinete presidencial. Não queria ninguém na sala dele. Ele me ligava a cada minuto, a cada voto. Dizia: "Quinha, esse cara jantou aí em casa, falou que votaria contra e acaba de votar a favor". No último voto, quando viu que não havia mais jeito, ele me disse: "Está perdido". Pedi para ele ter calma e não fazer nenhuma besteira. Em seguida, determinei a um assessor que não o deixassem só e que o trouxessem para casa. &lt;br /&gt;Veja – O que ele lhe disse quando chegou em casa?&lt;br /&gt;Rosane – Fernando desceu do helicóptero, beijou meu rosto e começou a chorar. Passamos uma noite terrível. Dormimos apenas uma hora. Ele estava destruído. Dois dias depois, voamos até o Palácio do Planalto para a cerimônia oficial da saída da Presidência. Havia manifestantes vaiando e gritando palavrões horríveis. O cerimonial ficou com medo de que arremessassem ovos e tomates. Queriam que saíssemos pelos fundos. Queriam humilhá-lo mais ainda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – O presidente e a senhora embarcaram em um helicóptero e foram para a Casa da Dinda. O que conversaram nesse trajeto?&lt;br /&gt;Rosane – Fernando me disse que tinha um último desejo. Queria ver uma escola que estava sendo construída nas proximidades da Casa da Dinda. Estávamos sentados no banco de trás do helicóptero. Fernando fez esse pedido. Sem nem consultar o piloto, o ajudante pediu desculpas e informou que não havia gasolina. Fernando chorou. Foi o momento em que ele teve consciência de que não era mais presidente da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – Entre a saída do Planalto, em setembro de 1992, e a renúncia ao mandato, em dezembro do mesmo ano, passaram-se três meses. Como foi esse período?&lt;br /&gt;Rosane – Trocamos a noite pelo dia. Dormíamos às 6 horas da manhã e acordávamos à 1 da tarde. Fernando passou esse tempo todo trabalhando em sua defesa. Não saíamos de casa. Passamos a tomar remédios para dormir. Ele perdeu 14 quilos e eu, 10. Também comecei a temer pela vida dele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – Como assim? O presidente pensou em se suicidar?&lt;br /&gt;Rosane – Fiquei com muito medo de que isso pudesse acontecer. Fernando era muito forte, mas ficou arrasado. Quando ele se levantava para ir ao banheiro, eu ia atrás. Tinha medo de que ele fizesse uma besteira. Havia duas ou três armas em casa. Mandei esconder tudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – Qual foi o momento mais difícil?&lt;br /&gt;Rosane – Foi quando o Pedro Collor fez as denúncias contra a gente. Além do caráter político, havia uma questão familiar muito importante em jogo. A mãe do Fernando, dona Leda Collor, morreu por causa disso. Dona Leda tinha pressão alta e tomava remédios controlados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – Pedro Collor desconfiava que o presidente assediava sua mulher, Thereza. A senhora acha que foi essa a razão que o levou a denunciar o irmão?&lt;br /&gt;Rosane – Não acredito nisso. Eles se desentendiam desde que nasceram. Pedro, assim como Fernando, tinha um temperamento muito forte. Eles simplesmente não conseguiam conviver. Não lembro de um Natal que Fernando tenha passado com a família dele em 21 anos de casamento. Além disso, o Paulo César Farias montou um jornal em Maceió para concorrer com o jornal que pertencia à família do Fernando e era dirigido pelo irmão. Isso deixou o Pedro irado. Ele achava que o Fernando estava por trás do jornal do Paulo César.Veja – E não estava?&lt;br /&gt;Rosane – Estava. Algumas vezes o Fernando queria colocar uma matéria no jornal e o Pedro não permitia. Ele tinha inveja do irmão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – A senhora e o presidente passaram um período rompidos durante o governo. Collor inclusive fez questão de aparecer em público sem aliança. O que ocorreu?&lt;br /&gt;Rosane – Aconteceram duas coisas ao mesmo tempo. Fernando passou a reclamar do meu trabalho na Legião Brasileira de Assistência (LBA). Aos 25 anos, comecei a chamar a atenção da mídia. Os artistas gostavam de mim, e dele, não. Ele começou a ter muito ciúme. Ficou maluco quando publicaram uma foto minha de biquíni. Ele era tão ciumento que me ensinou a cumprimentar as pessoas com o braço firme e esticado, para evitar que alguém tentasse beijar o meu rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – O presidente, então, nunca desconfiou que a senhora mantinha um relacionamento extraconjugal?&lt;br /&gt;Rosane – Num certo dia, ele chegou em casa à noite e me disse que havia uma fita na qual eu aparecia falando com um rapaz. Lidei com esse problema com a verdade. A tal fita nunca apareceu. Não havia condições práticas de eu manter um caso extraconjugal. Eu era vigiada 24 horas. Talvez por um minuto isso tenha passado na cabeça dele. Não mais que isso. Mas não foi por esse motivo que ele tirou a aliança. A razão principal foi mesmo o meu trabalho na LBA. Ele queria que eu cuidasse mais da casa. Por isso, passamos três meses separados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – Logo depois da separação, a senhora teve de deixar a presidência da LBA sob denúncias de corrupção. Foi coincidência?&lt;br /&gt;Rosane – Um dia, ao chegar para trabalhar, encontrei a minha sala de trabalho arrombada. Reviraram todo o gabinete. Até hoje não sei se alguém entrou lá cumprindo ordens do presidente da República. Fui absolvida de todas aquelas acusações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – A senhora disse que o presidente era muito ciumento. Ele a agrediu fisicamente alguma vez?&lt;br /&gt;Rosane – Não, mas já quebrou uma mesa de madeira após uma discussão. Às vezes nem era só por ciúme. Ele tinha muita raiva do que saía na imprensa. Quando soube que VEJA publicaria a matéria com as denúncias do Pedro Collor, ele deu murros na parede e derrubou tudo o que havia sobre a sua mesa de trabalho. Disse todos os palavrões possíveis. Falou que iria se vingar e que o Pedro pagaria por aquilo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – Collor sempre se declarou um católico praticante. Mas eram fortes os rumores de que ele freqüentava terreiros de macumba. Isso chegou a acontecer?&lt;br /&gt;Rosane – Aconteceu. Eu e Fernando de fato participamos de trabalhos espirituais. Alguns chegaram a ocorrer na Casa da Dinda, mas eu não gostava muito. Pedi para acabar com isso lá em casa. Aí os trabalhos começaram a ser feitos numa casa vizinha, cedida por um amigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – Com que freqüência isso ocorria?&lt;br /&gt;Rosane – Não lembro. Mas recordo que isso se intensificou no último ano de governo, quando começamos a ter mais dificuldades em Brasília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – Havia sacrifício de animais?&lt;br /&gt;Rosane – Sim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – O presidente participava?&lt;br /&gt;Rosane – Sim. Mas era uma coisa horrível. Nem gosto de lembrar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – A senhora chegou a freqüentar essa casa?&lt;br /&gt;Rosane – Fui lá algumas vezes. Eu não gostava de assistir ao sacrifício de animais. Passava mal sempre que via sangue.Veja – Como vocês faziam para freqüentar esses cultos sem chamar atenção?&lt;br /&gt;Rosane – Era sempre de madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – Qual era o objetivo desses rituais?&lt;br /&gt;Rosane – Fernando pedia proteção. Pedia que todo mal que alguém lhe desejasse voltasse para a pessoa que o estava amaldiçoando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – O presidente tinha mania de perseguição?&lt;br /&gt;Rosane – Ele achava que sempre havia alguém querendo prejudicá-lo. Tinha muita raiva da imprensa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – É verdade que o presidente era usuário de drogas?&lt;br /&gt;Rosane – Ele nunca fez nada na minha frente. Mas houve uma época em que todo mundo só falava disso. Até as minhas amigas começaram a me perguntar. Fernando apresentava alterações de humor muito bruscas. Às vezes, quando ficava bravo, ele dava socos e batia com a cabeça na parede. Uma vez ele quebrou a porta da casa da mãe por causa de um acesso de raiva. Passei a ficar desconfiada. Perguntei-lhe algumas vezes se usava drogas. Ele sempre me disse que não. Como ele gostava muito de beber, achei que poderia ser efeito da bebida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – Como era sua rotina como primeira-dama?&lt;br /&gt;Rosane – Havia um lado glamouroso que era maravilhoso. Conheci príncipes e princesas, reis e rainhas, viajei pelo mundo e convivi com gente que jamais imaginaria, como a princesa Diana e a Barbara Bush. Mas também havia um lado muito difícil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – Qual é o sabor do poder?&lt;br /&gt;Rosane – Ter dinheiro não é a mesma coisa que ter poder. Todo o dinheiro do mundo não poderia comprar um jantar com a princesa Diana. Eu já fui recebida em jantar por ela. Na Espanha, fomos hóspedes do rei Juan Carlos, esse que acabou de mandar Hugo Chávez calar a boca. Nos Estados Unidos, fomos hóspedes do George e da Barbara Bush. Ela sempre me mandava cartas e chegou a me enviar um livro que fez para o seu cachorrinho. Ela tinha um carinho especial por mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – Foi muito difícil voltar a levar uma vida normal depois do impeachment?&lt;br /&gt;Rosane – Conseguimos dar a volta por cima. Em Miami, pudemos levar uma vida normal. Eu e Fernando dirigíamos o próprio carro. Jogávamos tênis, estudávamos inglês, almoçávamos juntos e viajávamos bastante. Ele montou um escritório num prédio luxuoso, onde costumava passar as tardes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – Qual era, afinal, a relação entre Collor e Paulo César Farias, o PC Farias?&lt;br /&gt;Rosane – Paulo César era homem de confiança do Fernando. Era ele quem cuidava de todas as questões financeiras. Ninguém entrega a tarefa de arrecadar dinheiro para sua campanha a alguém em quem não confia. Mas isso não significa que ele vivia na minha casa. Não convivíamos. Era uma relação profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – Collor sempre garantiu que nunca mais voltou a ver o tesoureiro PC Farias depois de tomar posse como presidente. Isso é verdade?&lt;br /&gt;Rosane – Ele e Paulo César tomaram café-da-manhã juntos algumas vezes na Casa da Dinda depois da posse. Também se encontraram várias vezes fora dali. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – Durante o governo Collor, uma frase de PC Farias que ficou famosa dizia o seguinte: "Madame está gastando demais". Quando a senhora descobriu que PC Farias pagava despesas pessoais da senhora e de sua família?&lt;br /&gt;Rosane – Fiquei sabendo disso pelo noticiário. Eu não sabia nem o que era fantasma. É muito difícil saber que até o seu dentista é pago por outra pessoa. Fernando me dizia que nada do que estavam falando era verdade. Tudo o que eu queria o meu marido me dava. Para mim, até então, o dinheiro era dele. Ele era muito fechado sobre a relação que mantinha com o Paulo César. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – Como o presidente reagiu à notícia da morte de PC Farias?&lt;br /&gt;Rosane – Estávamos no Taiti. Primeiro, ele ficou chocado. Depois, ficou com muito medo de ser acusado de ter mandado assassinar o Paulo César.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – Por que vocês não foram ao enterro dele?&lt;br /&gt;Rosane – Nessa época, eles já tinham pouco contato. Lembro apenas de ele ter ligado para um dos irmãos se solidarizando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – A prisão de PC Farias na Tailândia deixou o presidente preocupado?&lt;br /&gt;Rosane – Ficou apreensivo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – A senhora acha que Collor errou ao receber dinheiro de PC Farias?&lt;br /&gt;Rosane – Eu nunca soube exatamente que tipo de acordo regulava as relações financeiras entre Fernando e Paulo César.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – A senhora, então, achava que o presidente era um homem muito rico?&lt;br /&gt;Rosane – Sempre achei que o Fernando fosse rico. Quando moramos em Miami, ele me deu um Porsche de presente. Tínhamos uns dez cartões de crédito. Também guardávamos dinheiro em um cofre da casa. Quando voltamos ao Brasil, continuamos vivendo maravilhosamente bem. A minha mesada era de 40 000 reais. Passávamos o réveillon em Angra dos Reis com ilha alugada, com segurança, mordomo e até helicóptero. Também costumávamos esquiar em Aspen. Com a nossa separação, em 2005, descobri que Fernando tem uma renda mensal declarada de 25 800 reais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – Entre o impeachment, em 1992, e a sua eleição para o Senado, no ano passado, o ex-presidente praticamente não trabalhou. Como ele bancava seus gastos pessoais com uma renda de 25 800 reais?&lt;br /&gt;Rosane – Não posso falar sobre isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – Estima-se que a parceria entre PC Farias e o ex-presidente tenha deixado um saldo de 60 milhões de dólares em contas secretas no exterior. A senhora tem alguma idéia de onde foi parar esse dinheiro?&lt;br /&gt;Rosane – Não posso falar sobre isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – A senhora acredita que o presidente tenha contas secretas no exterior?&lt;br /&gt;Rosane – Não posso falar sobre isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – A senhora não pode responder porque não sabe ou porque tem medo de sofrer alguma retaliação?&lt;br /&gt;Rosane – Não posso falar sobre isso. &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-1207274709008001116?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/1207274709008001116/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=1207274709008001116' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/1207274709008001116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/1207274709008001116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2007/12/as-sombras-do-passado-rosane-na-veja.html' title='As sombras do passado -   Rosane na &quot;veja&quot;'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/R1punlai_eI/AAAAAAAAAE0/xeMFjAh1LLQ/s72-c/Rosane.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-4309005902183932479</id><published>2007-12-02T03:47:00.000-08:00</published><updated>2007-12-02T03:56:57.371-08:00</updated><title type='text'>Amor demais estraga - Veja 1805-04/06/2003</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/R1KcPFai_cI/AAAAAAAAAEk/HkdlTUNJ8XU/s1600-R/I%C3%87AMI.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/R1KcPFai_cI/AAAAAAAAAEk/M7kAfdvAuMI/s400/I%C3%87AMI.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5139341907748650434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O psiquiatra Içami Tiba diz que os pais precisam ser duros para manter os filhos longe das drogas &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o assunto é o consumo de drogas entre os jovens, o psiquiatra paulista Içami Tiba, de 62 anos, não tem meias palavras. No livro Anjos Caídos, ele descreve uma dezena de disfarces, sete comportamentos suspeitos e mais de vinte respostas que jovens usam para convencer adultos de que não fumam maconha. Esse estilo direto às vezes pode render dissabores. Tiba está sendo processado por ter qualificado o campus da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo como um "antro de maconha", em uma entrevista. Ele não volta atrás no que disse e acredita que falam a seu favor 34 anos de profissão, 70 000 atendimentos psicoterápicos e 2 500 palestras mundo afora, além de catorze livros, com 600 000 exemplares vendidos. O último – Quem Ama, Educa! (Editora Gente) – está na 31ª edição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiba aplicou suas teorias na criação de três filhos, um advogado, uma psicóloga e uma estudante de direito. Nesta entrevista, ele dá sua receita para o sucesso na educação das crianças. Isso inclui, ele adverte, evitar manifestações de "amor em excesso". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – O senhor está sendo processado por ter dito que a PUC paulista é um "antro de maconha"... &lt;br /&gt;Tiba – É verdade. Reconheço que se trata de uma respeitável instituição científica, mas não posso concordar com a filosofia de não reprimir o uso de drogas que vigora lá. Há, sim, uma cultura de fumar maconha nos corredores do campus, como se fosse a coisa mais comum do mundo. Eu mesmo testemunhei isso, pois fui professor lá durante quinze anos. Além disso, tenho pacientes que estudam lá e dizem o mesmo. Como médico, não posso falsear esse diagnóstico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – O episódio da estudante baleada numa universidade carioca tem relação com a penetração das drogas nas escolas? &lt;br /&gt;Tiba – Os traficantes descobriram que a melhor maneira de disseminar a droga na sociedade é através da escola. Dali o jovem a leva para dentro da família e para o grupo de amigos. As escolas de ensino médio, sobretudo, tornaram-se um ótimo mercado. O traficante nem se expõe. Em praticamente todas há os minitraficantes, pessoas que se infiltram no meio dos alunos a serviço dos grandes. Às vezes são recrutados entre os próprios estudantes e recebem mais de 800 reais por mês. Há também muitos microtraficantes, alunos que pegam dinheiro dos colegas para comprar a droga e depois a distribuem. Não é preciso subir no morro nem ir à boca-de-fumo. A droga pode ser adquirida logo ali, na barraquinha ao lado da escola. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – Muitos pais que experimentaram maconha são tolerantes com os filhos que repetem essa experiência porque não acreditam que ela seja porta de entrada para drogas mais pesadas.&lt;br /&gt;Tiba – Na minha interpretação, ela é, sim, porta de entrada para drogas mais pesadas. Mas a porta para o vício é mesmo o álcool. A primeira coisa que o álcool faz na pessoa é diluir seu superego, instância da personalidade que agrega, entre outros, os padrões comportamentais. A partir daí, o indivíduo faz apenas coisas de que tem vontade e não o que aprendeu que deve ser feito. Tem extrema dificuldade para fazer a coisa certa. Esbarrou, já quer brigar, não agüenta desaforos, fica violento. O jovem que já estava pensando em experimentar maconha, e não tinha coragem, quando ingere bebidas alcoólicas vai provar, pois aquele freio foi destruído pelo álcool. Como a maconha despersonaliza a pessoa, daí para a cocaína é um passo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – Mas o que devem fazer pais que provaram maconha e não se viciaram? Há os que fumam com os filhos e há os que proíbem. &lt;br /&gt;Tiba – Fumar com eles, nem pensar. Senão depois vão jogar na cara dos pais que se viciaram por culpa deles. Os pais têm de falar que são contra, que tiveram sorte de não ter se viciado. Quando possível, citar exemplos de conhecidos que se prejudicaram muito, ou até morreram, por causa da droga. É preciso ser duro e proibir. A proibição pode não evitar que eles fumem, mas saberão que estão agindo contra a vontade dos pais. Quanto a estes, pessoas que no passado fumaram maconha e se deram bem na vida em geral não deixaram que a droga atrapalhasse a vida delas. São comparáveis a pilotos de Fórmula 1 que não morreram, apesar do risco que correm nas pistas. Paulo Coelho, Bill Clinton e Fernando Henrique Cardoso, que admitem ter experimentado maconha, tornaram-se pessoas bem-sucedidas, mas são sobreviventes, assim como quem pratica esportes perigosos e não morre. Por outro lado, há quarenta anos, fumar maconha não era o objetivo em si. Fumava-se maconha e se queimavam sutiãs como forma de transgressão. Hoje, o uso da maconha é totalmente diferente. A maconha não é mais bandeira de coisa alguma. É comum ouvir papo furado do tipo "Fumo maconha porque sou livre". Está errado, pois quem é livre não precisa usar drogas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – O senhor é a favor da descriminação da maconha? &lt;br /&gt;Tiba – Não. O Brasil não está preparado para uma medida tão radical. Não sou a favor de ficar prendendo usuários, mas também não sou a favor de liberar geral, pois, se os caras estão se perdendo com cerveja, imagine com maconha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – Por que o senhor diz que amor em excesso pode gerar filhos drogados? &lt;br /&gt;Tiba – O amor sem limites deixa que se desenvolva demais o lado animal e instintivo do jovem, que passa a fazer apenas aquilo de que tem vontade. Para esse jovem, o que interessa é o prazer. A maioria dos pais faz de tudo para agradar aos filhos e eles aprendem a ter prazer sem fazer nenhum esforço. Aí, quando vão para a rua, logo encontram quem lhes ofereça um baseado, uma dose de prazer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – Quando os pais devem começar a desconfiar que o filho está usando drogas? &lt;br /&gt;Tiba – A maioria só desconfia quando a performance do filho na escola piora. Aí, pode ser tarde demais, pois o rendimento escolar é uma das últimas máscaras a cair. Antes, já caiu a ética relacional, que se traduz na falta de respeito às pessoas. Há também uma diminuição do afeto. Antes, ele se mobilizava para ajudar os pais a resolver pequenos problemas, ficava preocupado quando a mãe tinha uma dor de cabeça. Depois, o mundo pode desabar que ele não está nem aí, como se fosse um pensionista da casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – Como identificar os primeiros sinais dessa situação? &lt;br /&gt;Tiba – Além do comportamento suspeito que já citei, há outros disfarces fáceis de ser percebidos. Em geral, usar incenso, perfumar o ambiente ou deixar o chuveiro ou o ventilador ligados o tempo todo são estratégias para acabar com a marofa, a fumaça da maconha. Deve-se prestar atenção também na fala dos filhos. Se o garoto começa a se preocupar muito com os horários de saída e chegada dos pais, é outro sinal de que pode estar aprontando alguma. É suspeito ainda quando o jovem diz que "todo mundo está usando maconha", numa tentativa de minimizar o problema. Na verdade, isso significa que ele está andando com usuários. Quando o jovem começa a dizer que maconha faz menos mal que outras drogas, então é porque já se tornou, ele próprio, um usuário. Ninguém defende o que não lhe interessa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – É possível blindar os filhos contra as drogas?&lt;br /&gt;Tiba – A melhor proteção é criar condições para que ele tenha auto-estima e, desde cedo, informá-lo sobre os malefícios das drogas. Os pais não têm como controlar a vida do adolescente, mas devem patrulhar o filho quando houver motivo para desconfianças. O jovem se fechar no quarto, por exemplo, é natural. Está querendo privacidade. Mas, se tranca a porta, está colocando os pais para fora da vida dele. Privacidade a chave é expulsão dos outros. Isso os pais não podem permitir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – Em seu último livro, o senhor afirma que educar é diferente de criar. Qual a diferença? &lt;br /&gt;Tiba – Os pais que educam têm como foco preparar os filhos para a vida. Os que criam acham que resolvem os problemas para eles. A maioria dos pais demora para fazer os filhos assumir responsabilidades. Por isso, é comum encontrar jovens que, apesar de bem-criados e bem nutridos, são mal-educados. São adolescentes que diante de qualquer situação adversa desistem ou partem para a ignorância. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – Que valores os pais devem inculcar nos filhos? &lt;br /&gt;Tiba – Os principais são disciplina, gratidão, religiosidade, cidadania e ética. Por exemplo, quando o pai dá um presente ou mesmo um bombom ao filho e ele sai correndo sem dizer um "obrigado", ou o diz sem olhar nos olhos, não vale. Tem de ser incisivo: "Filho, olhe nos meus olhos e agradeça". Assim mesmo, na bucha. Essa postura de cobrança pelos mínimos bons costumes, se for constante, vai surtir um efeito para a vida inteira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – O bom exemplo dos pais influencia também na formação ética? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiba – A maneira como o filho trata uma empregada é uma cópia fiel da forma como seus pais a tratam. Se o pai ou a mãe fala "Vamos rezar" e quando sai da igreja já xinga um transeunte, dá o direito de o filho questionar: "Então a espiritualidade só vale dentro da igreja?". Não adiantam apenas exemplos de boa conduta. Muitas vezes, o filho joga algo no chão e o pai pega, achando que está sendo exemplar. Está errado, pois o que o pai tem de fazer é obrigar o filho a pegar. De outro modo, ele vai achar-se no direito de jogar papel no chão da escola e não apanhar. Afinal, essa função é da faxineira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – O que o senhor entende por religiosidade é freqüentar igreja? &lt;br /&gt;Tiba – É um sentimento instintivo do ser humano, que precede as religiões. Significa gente gostar de gente. Hoje em dia se valoriza muito pouco o respeito ao outro, independentemente do credo. Quando o filho maltrata o pai e este engole o mau trato sem reagir, dá uma grande lição de não-religiosidade. Quando o filho quebra um copo num momento de raiva, é comum o pai dizer: "Eu sei que você não fez por querer". Ao invés de poupá-lo e tirar a culpa do filho, o certo é fazer com que ele arque com as conseqüências de seu ato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – Adianta castigar ou cortar a mesada? &lt;br /&gt;Tiba – Mais do que cortar a mesada, o importante é fazê-lo repor o que quebrou. Tirar dinheiro é muito fácil. O filho tem de se dar ao trabalho de comprar um copo igual no lugar do próximo brinquedo, por exemplo. É uma forma de chamá-lo a assumir a conseqüência pelo ato praticado. Castigo não resolve coisa alguma. Se aqueles rapazes de Brasília que queimaram o índio Galdino, em vez de presos, tivessem sido condenados a trabalhar durante um ano na seção de queimados de um hospital, o efeito pedagógico seria muito melhor. Na cadeia, até gozam de certas mordomias. Não devem ter aprendido nada lá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – Têm-se visto muitos casos de atrocidades cometidas por jovens de classe média, como alguns que mataram os pais. O que são esses casos? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiba – Quando um filho chega ao ponto de atentar contra a vida dos pais, o respeito já se perdeu faz tempo. Ninguém que ama mata assim de repente, por impulso. Essa tese é desculpa de advogado. A situação já estava complicada. Tanto que aquele pai que matou o filho em São Paulo, há dois meses, alegou legítima defesa e obteve o apoio da família. Imagine, nem a mãe lamentou que o pai tenha matado o filho! O rapaz já estava em um estágio tão ruim que seu pai se viu em um triste dilema: era matar ou morrer. Boa parte da culpa nesses casos é dos pais, que, incompetentes para dar uma boa educação, tentam compensar arcando com as conseqüências das besteiras cometidas pelos filhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – Nesses casos, dá para dizer que a droga foi o principal combustível? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiba – Há uma corrente, com a qual eu não concordo, que defende que a droga apenas desperta o assassino que a pessoa tem dentro de si. Eu acho que não é assim. Quando começam a usar drogas, as pessoas perdem a ética. Depois, têm a afetividade alterada, piora o rendimento escolar e, só aí, o organismo começa a ser atingido. Os bons princípios são devastados bem antes pelas drogas, e a pessoa passa a pensar que pode tudo. Poder sem ética vira violência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – As teorias que o senhor prega foram colocadas em prática na educação de seus filhos? &lt;br /&gt;Tiba – Meus filhos não funcionaram como laboratório nem cobaia para minhas teorias, mas eu e minha esposa nos empenhamos bastante para torná-los capazes de enfrentar bem a vida. Em casa, nunca entregamos nada pronto para eles. Nosso lema sempre foi: "Quem sabe fazer aprendeu fazendo". Criamos uma espécie de contrato de conseqüência, ou seja: se produziam ou agiam bem, eram recompensados pelo esforço feito. Se não, sofriam a conseqüência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – O senhor os colocava de castigo? Batia neles? &lt;br /&gt;Tiba – Não os castigava. Eu os ensinei a arcar com o ônus e o bônus de seus atos. Também nunca bati, mas, às vezes, quando algum fazia muita birra, eu dava uns gritões na orelha dele e estabelecia um prazo para ele mudar de idéia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-4309005902183932479?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://veja.abril.com.br/040603/entrevista.html' title='Amor demais estraga - Veja 1805-04/06/2003'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/4309005902183932479/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=4309005902183932479' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/4309005902183932479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/4309005902183932479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2007/12/amor-demais-estraga.html' title='Amor demais estraga - Veja 1805-04/06/2003'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/R1KcPFai_cI/AAAAAAAAAEk/M7kAfdvAuMI/s72-c/I%C3%87AMI.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-7014714795786252641</id><published>2007-12-01T10:45:00.000-08:00</published><updated>2007-12-01T11:02:17.267-08:00</updated><title type='text'>Josef Ganz - Um ilustre desconhecido</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/R1Gt51ai_bI/AAAAAAAAAEU/ueEmGZrQQXc/s1600-R/DC.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/R1Gt51ai_bI/AAAAAAAAAEU/LsVyjN8gylY/s400/DC.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5139079858909019570" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aquela velha historia, de que foi Ferdinand Porsche, que projetou o “Volkswagen”, a cada dia é mais contestada. Alem do caso Hans Ledwinka/Tatra, agora temos a publicação de uma biografia de Josef Ganz, projetista de origem judaica, responsavel pelos projetos do Bungartz Butz, bem como do Standard Superior. Este último, foi o primeiro carro, onde a expressão “Volkswagen” teve o seu batismo. Era equipado com motor bicilindrico “dois tempos” refrigerado a agua, com opçao de 400cc/12 hp, ou 500cc/16 hp., localizado tambem na traseira, em conjunto com o cambio. O chassis utilizava o sistema já em voga na Tatra, com uso de um tubo central, onde era soldada a plataforma e suspensões. As dimensões gerais do carro eram de 3,30 m.x 1,40, com distancia entre eixos de 2,00 m. Utilizava pneus aro 26 x 3,5. Apesar do contido peso de apenas 490 kg., conseguia a proeza de carregar 2 passageiros adultos e 2 crianças, padrão mínimo, e altamente aceitavel para a época. Suas linhas eram extremamente aerodinamicas, sendo contemporaneas as do famoso Chrysler Airflow. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/R1GtPFai_aI/AAAAAAAAAEM/nZK3AVyEAvo/s1600-R/DB.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/R1GtPFai_aI/AAAAAAAAAEM/47oKK3wVnuY/s400/DB.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5139079124469611938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Josef Ganz, alem de projetista, era também renomado jornalista do periódico Motor-Kritik. Suas atividades foram alvo de perseguições por parte do regime nazista então vigente, tendo o mesmo se exilado primeiramente na Suiça, e posteriormente na Austrália, onde exerceu atividades na Holden. Desapareceu incógnito em 1967.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/R1Gs-lai_ZI/AAAAAAAAAEE/HOkXqUk3BkU/s1600-R/DA.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/R1Gs-lai_ZI/AAAAAAAAAEE/6bIAr7f2lKg/s400/DA.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5139078841001770386" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Informações adicionais, e fotos de outros protótipos, podem ser consultadas no link abaixo, em polonês:&lt;br /&gt;http://pollak-presse.tatraportal.sk/Automobilia/Ganz%20konstrukter%20VW.pdf&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/R1Gsr1ai_YI/AAAAAAAAAD8/PigdsYyspvE/s1600-R/DE.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/R1Gsr1ai_YI/AAAAAAAAAD8/1E1-N0SoI88/s400/DE.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5139078518879223170" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-7014714795786252641?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/7014714795786252641/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=7014714795786252641' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/7014714795786252641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/7014714795786252641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2007/12/josef-ganz-um-ilustre-desconhecido.html' title='Josef Ganz - Um ilustre desconhecido'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/R1Gt51ai_bI/AAAAAAAAAEU/LsVyjN8gylY/s72-c/DC.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-7581999581716948659</id><published>2007-11-25T08:28:00.000-08:00</published><updated>2007-11-25T08:29:49.589-08:00</updated><title type='text'>Ato de fé</title><content type='html'>&lt;strong&gt;O que penso:&lt;br /&gt;Ensinar e aprender.Duas faces de uma mesma moeda.&lt;br /&gt;Troca de conhecimentos, de experiências, de sentimentos.&lt;br /&gt;Conviver para trocar, interagir, enriquecer-se mutuamente. É assim que vejo e sinto minha vida de professor, na qual ensino e aprendo diariamente. E isso me entusiasma, me faz crer e ter esperança, nas pessoas, em nosso país,pois estamos sempre construindo a nossa identidade e também a deste país. É uma obra aberta, que cada dia recebe um acréscimo que se torna visível a medida que as dificuldades e injustiças diminuem e a educação muda a face de tudo.&lt;br /&gt;Esta esperança muito forte tem suas raízes na minha família de imigrantes alemães, que atravessaram mares por acreditarem numa vida melhor.&lt;br /&gt;Ensinar este idioma, o alemão, estereotipasdo como uma lingua fria e difícil significa também desconstruir preconceitos, abrir portas para a literatura e culturas alemãs,construir, pois, pontes entre culturas. Tudo isto num contexto maior, o da Educação deste páis, onde a diversidade dá o tom.&lt;br /&gt;Fazer parte deste fundamental trabalho de construção pela Educação me enche de orgulho e alegria, que tento passar para cada aluno, cada dia, alunos agora professores de idiomas, meus colegas.&lt;br /&gt;Passo a eles ,agora, as palavras de uma antiga canção alemã - já que sempre cantamos em nossas aulas- que minha mãe me ensinou e que fala da alegria de colher os bons e belos frutos da vida e de aceitar, com sabedoria, os revezes e sofrimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Freut euch des Lebens&lt;br /&gt;Solange das Lämpchen glüht,&lt;br /&gt;Pflücket die Rose,&lt;br /&gt;Bevor sie verblüht.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ein Herz, as sich mit Sorgen quält&lt;br /&gt;Hat selten frohe Stunden&lt;br /&gt;Drum glücklich ist, wer vergisst&lt;br /&gt;Was einmal nicht zu ändern ist"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alegrem-se com a vida&lt;br /&gt;Enquanro a lamparina estiver acesa&lt;br /&gt;Colham a Rosa&lt;br /&gt;Antes que ela feneça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um coração cheio de preocupações&lt;br /&gt;Raramente vive horas felizes&lt;br /&gt;Pro isso feliz é aquele &lt;br /&gt;Que esquece o que não pode ser mudado&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-7581999581716948659?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/7581999581716948659/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=7581999581716948659' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/7581999581716948659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/7581999581716948659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2007/11/ato-de-f.html' title='Ato de fé'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-6919461897556110584</id><published>2007-11-25T07:57:00.000-08:00</published><updated>2007-11-25T08:02:24.252-08:00</updated><title type='text'>Spielwerk</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/R0mcbR3M3sI/AAAAAAAAADk/x_e3UmJzwrA/s1600-h/AAA.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/R0mcbR3M3sI/AAAAAAAAADk/x_e3UmJzwrA/s320/AAA.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5136808842458095298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-6919461897556110584?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/6919461897556110584/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=6919461897556110584' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/6919461897556110584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/6919461897556110584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2007/11/spielwerk.html' title='Spielwerk'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/R0mcbR3M3sI/AAAAAAAAADk/x_e3UmJzwrA/s72-c/AAA.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-3643342226909329272</id><published>2007-11-12T16:19:00.000-08:00</published><updated>2007-11-15T08:24:46.022-08:00</updated><title type='text'>Die Geschichte eines Heimatliedes</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/RzxyvB3M3rI/AAAAAAAAADc/YESZ0qWg46k/s1600-h/GANZHORN.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/RzxyvB3M3rI/AAAAAAAAADc/YESZ0qWg46k/s320/GANZHORN.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133103827574906546" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/RzxyYB3M3qI/AAAAAAAAADU/jsBzEShNdtU/s1600-h/HINAUS.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/RzxyYB3M3qI/AAAAAAAAADU/jsBzEShNdtU/s400/HINAUS.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133103432437915298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Im schönsten Wiesengrunde", dieses Lied ist aus unserem Schatz an Volksliedern nicht wegzudenken, es ist unser Heimatlied. Wann immer die Stimmung einen Höhepunkt erreicht hatte, sei es bei Geburtstagen, Klassenfeiern, Hochzeiten oder sonstigen Zusammenkünften (außer Gemeinderatsitzungen), es fand sich immer irgendjemand, dieses Lied anzustimmen. Uralte Heimatliebe und Romantik wird aus der Versenkung geholt. Was ist aber davon noch übrig geblieben?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Die Hektik des Alltags, die fast ungestillte Lust in fernsten Ländern Eindrücke und Erlebnisse zu sammeln ist "in". Das Medium Fernsehen hilft uns auch noch dabei. Dabei sagen viele, die in die Fremde gingen, dass bei ihnen die Liebe zur Heimat viel ausgeprägter ist, als bei den Dagebliebenen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Der geniale Geist von Weimar versuchte uns einst zu sagen: "Warum in die Ferne schweifen, sieh das Gute liegt so nah." Vielleicht dachte Wilhelm Ganzhorn genau so, als er im Jahre 1850 sein Gedicht, "Das stille Tal" zu Papier brachte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Im Gasthaus "Rößle" in Conweiler, in der sog. "Dichterecke", findet man die Quelle des Liedes &lt;br /&gt;"Im schönsten Wiesengrunde."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hier hat der junge Amtsgerichtsreferendar Wilhelm Ganzhorn dieses Lied niedergeschrieben, als er von Neuenbürg nach Aalen versetzt wurde. Er durchwanderte in Gedanken versunken Schwann und Conweiler, um im Rössle einzukehren, denn das Wirtstöchterlein war seine Braut. Er nächtigte in besagter Dichterecke, und seine Braut fand am nächsten Morgen einen Abschiedsgruß vor, unser Heimatlied. Es sind 13 Verse, man singt jedoch nur die Verse 1,12 und 13. Die Melodie stammt aus der Feder Friedrich Silchers. Am 18.01.1855 heiratete Wilhelm Ganzhorn seine Braut Jacobine Luise Alber in der Kirche zu Feldrennach. Der Wunsch des Dichters, in Tales Grunde begraben zu werden, ging nicht in Erfüllung. Er verstarb 1880 als Oberamtsrichter in Cannstatt. An seinem Grabe erklang sein bereits zum Volkslied gewordenes Lied "Im schönsten Wiesengrunde".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viele andere Orte mit Wiesentälern wollten sich dieses Lied schon zu eigen machen , doch Ganzhorn antwortete hierauf zu Lebzeiten sehr deutlich, dass es sich unmissverständlich um das Tal hinter dem "Rössle" in Conweiler handelt. Hiermit hat er sich und der Gemeinde Conweiler ein ewiges Denkmal gesetzt.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Im Jahre 2000 fanden sich Förderer, die Ihm zu Ehren eine Büste stifteten, die ihren Platz am Ortseingang von Conweiler aus Richtung Schwann kommend fand.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Hier nun alle 13 Verse des Gedichtes&lt;br /&gt;"Das stille Tal" von Wilhelm Ganzhorn:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.&lt;br /&gt;Im schönsten Wiesengrunde&lt;br /&gt;ist meiner Heimat Haus.&lt;br /&gt;Da zog ich manche Stunde&lt;br /&gt;ins Tal hinaus.&lt;br /&gt;:Dich mein stilles Tal,&lt;br /&gt;grüß ich tausendmal!&lt;br /&gt;Da zog ich manche Stunde&lt;br /&gt;ins Tal hinaus:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.&lt;br /&gt;Wie Teppich reich gewoben&lt;br /&gt;steht mir die Flur zur Schau:&lt;br /&gt;O Wunderbild und oben&lt;br /&gt;des Himmels blau.&lt;br /&gt;:Dich, mein stilles Tal:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.&lt;br /&gt;Herab von sonn´ger Halde&lt;br /&gt;ein frischer Odem zieht;&lt;br /&gt;es klingt aus nahem Walde&lt;br /&gt;der Vögel Lied.&lt;br /&gt;:Dich mein stilles Tal:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.&lt;br /&gt;Die Blume winkt dem Schäfer&lt;br /&gt;mit Farbenpracht und Duft;&lt;br /&gt;den Falter und den Käfer&lt;br /&gt;zu Tisch sie ruft.&lt;br /&gt;:Dich mein stilles Tal:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5.&lt;br /&gt;Das Bächlein will beleben&lt;br /&gt;den heimlich stillen Ort;&lt;br /&gt;da kommt´s durch Wiesen eben&lt;br /&gt;und murmelt fort.&lt;br /&gt;:Dich mein stilles Tal:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6.&lt;br /&gt;Das blanke Fischlein munter&lt;br /&gt;schwimmt auf und ab im Tanz,&lt;br /&gt;rings strahlen tausend Wunder&lt;br /&gt;im Sonnenglanz.&lt;br /&gt;:Dich mein stilles Tal:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7.&lt;br /&gt;Wie schön der Knospen springen&lt;br /&gt;des Taus Kristall im Licht!&lt;br /&gt;Wollt ich es alles singen;&lt;br /&gt;Ich könnt es nicht.&lt;br /&gt;:Dich mein stilles Tal:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8.&lt;br /&gt;Kommt, kommt der Tisch der Gnaden&lt;br /&gt;winkt reichlich überall;&lt;br /&gt;kommt all seid ihr geladen&lt;br /&gt;ins stille Tal.&lt;br /&gt;:Dich mein stilles Tal:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9.&lt;br /&gt;Wie froh sind da die Gäste,&lt;br /&gt;da ist nicht Leid noch Klag;&lt;br /&gt;da wird zum Friedensfeste&lt;br /&gt;ein jeder Tag.&lt;br /&gt;:Dich, mein stilles Tal:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10.&lt;br /&gt;Wie sieht das Aug so helle&lt;br /&gt;im Buche der Natur!&lt;br /&gt;Der reinsten Freuden Quelle&lt;br /&gt;springt aus der Flur.&lt;br /&gt;:Dich mein stilles Tal:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11.&lt;br /&gt;Hier mag das Herz sich laben&lt;br /&gt;am ew´gen Festaltar;&lt;br /&gt;kommt bringet Opfergaben&lt;br /&gt;mit Jubel dar.&lt;br /&gt;:Dich, mein stilles Tal:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12.&lt;br /&gt;Müßt aus dem Tal jetzt scheiden,&lt;br /&gt;wo alles Lust und Klang,&lt;br /&gt;das wär mein herbstes Leiden,&lt;br /&gt;mein letzter Gang.&lt;br /&gt;Dich, mein stilles Tal,&lt;br /&gt;grüß ich tausendmal.&lt;br /&gt;Das wär mein herbstes Leiden,&lt;br /&gt;mein letzter Gang.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13.&lt;br /&gt;Sterb ich, in Tales Grunde&lt;br /&gt;will ich begraben sein;&lt;br /&gt;singt mir zur letzten Stunde&lt;br /&gt;beim Abendschein.&lt;br /&gt;:Dir, o stilles Tal,&lt;br /&gt;Gruß zum letzten Mal.&lt;br /&gt;Singt mir zur letzten Stunde&lt;br /&gt;beim Abendschein. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-3643342226909329272?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/3643342226909329272/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=3643342226909329272' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/3643342226909329272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/3643342226909329272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2007/11/die-geschichte-eines-heimatliedes.html' title='Die Geschichte eines Heimatliedes'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/RzxyvB3M3rI/AAAAAAAAADc/YESZ0qWg46k/s72-c/GANZHORN.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-5727912451929541836</id><published>2007-11-08T06:12:00.000-08:00</published><updated>2007-11-08T06:13:52.601-08:00</updated><title type='text'>Bergvagabunden - Die Beste</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Wenn wir erklimmen sonnige Höhen, klettern dem Gipfelkreuz zu,&lt;br /&gt;In unser'm Herzen brennt eine Sehnsucht, die läßt uns nimmer in Ruh.&lt;br /&gt;Strahlende Berge, sonnige Höhen, Bergvagabunden sind wir, ja wir.&lt;br /&gt;Herrliche Berge, sonnige Höhen, Bergvagabunden sind wir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mit Seil und Haken, alles zu wagen, hängen wir in steiler Wand.&lt;br /&gt;Herzen erglühen, Edelweiß blühen, vorwärts mit sicherer Hand.&lt;br /&gt;Strahlende Berge, sonnige Höhen, Bergvagabunden sind wir, ja wir.&lt;br /&gt;Herrliche Berge, sonnige Höhen, Bergvagabunden sind wir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fels ist bezwungen, frei atmen Lungen, ach, wie so schön ist die Welt !&lt;br /&gt;Handschlag, ein Lächeln, Mühen vergessen, alles auf's beste bestellt.&lt;br /&gt;Strahlende Berge, sonnige Höhen, Bergvagabunden sind wir, ja wir.&lt;br /&gt;Herrliche Berge, sonnige Höhen, Bergvagabunden sind wir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Im Alpenglühen heimwärts wir ziehen, Berge, sie leuchten so rot.&lt;br /&gt;Wir kommen wieder, denn wir sind Brüder, Brüder auf Leben und Tod.&lt;br /&gt;Lebt wohl, ihr Berge, sonnige Höhen, denn Vagabunden sind treu, ja treu&lt;br /&gt;Lebt wohl, ihr Berge, sonnige Höhn denn Vagabunden sind treu, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wenn wir marschieren, durch unser Städtchen, schauen die Mädchen uns zu.&lt;br /&gt;Durch diese Frauen ist nicht zu trauen, rauben unser Herzen die Ruh. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wer'n endlich g'scheiter, pfeifen auf die Weiber,&lt;br /&gt;Steigen nur dem Hochgebirge zu, ja, zu; zu.&lt;br /&gt;Wer'n endlich g'scheiter, pfeifen auf die Weiber,&lt;br /&gt;Steigen nur dem Hochgebirge zu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Steinschlag, ein Brausen, weg war die Jausen, und ich werd' fuchsteufelswild;&lt;br /&gt;Denn mit den Augen können wir schauen, was unser Magen verliert, Ja ja.&lt;br /&gt;Strahlende Berge, sonnige Höhen, Bergvagabunden sind wir, ja wir.&lt;br /&gt;Herrliche Berge, sonnige Höhen, Bergvagabunden sind wir. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-5727912451929541836?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/5727912451929541836/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=5727912451929541836' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/5727912451929541836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/5727912451929541836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2007/11/bergvagabunden-die-beste.html' title='Bergvagabunden - Die Beste'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-2938956828728166044</id><published>2007-11-06T06:06:00.000-08:00</published><updated>2007-11-07T02:34:17.332-08:00</updated><title type='text'>Treue Bergvagabunden</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Wenn wir erklimmen schwindelnde Höhen, steigen dem Gipfelkreuz zu,&lt;br /&gt;in unseren Herzen brennt eine Sehnsucht, sie läßt uns nimmermehr in Ruh.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  Herrliche Berge, sonnige Höhen, Bergvagabunden sind wir, ja wir.&lt;br /&gt;Herrliche Berge, sonnige Höhen, Bergvagabunden sind wir.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;  Mit Seil und Hacken den Tod im Nacken, hängen wir an der steilen Wand. &lt;br /&gt;Herzen erglühen, Edelweiß blühen, vorbei geht's mit sicherer Hand. &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;  Herrliche Berge, sonnige Höhen, Bergvagabunden sind wir, ja wir. &lt;br /&gt;Herrliche Berge, sonnige Höhen, Bergvagabunden sind wir. &lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;  La Montanara und Fudschijama, Berge sind überall schön. &lt;br /&gt;Gletscher und Sonne, Herzen voll Sonne, herrlich die Sterne zu sehen.   &lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;  Herrliche Berge, sonnige Höhen, Bergvagabunden sind wir, ja wir. &lt;br /&gt;Herrliche Berge, sonnige Höhen, Bergvagabunden sind wir.   &lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;  Beim Alpenglühen, heimwärts wir ziehen, Berge die leuchten so rot. &lt;br /&gt;Wir kommen wieder, denn wir sind Brüder, Brüder auf Leben und Tod.   &lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;  Lebt wohl, ihr Berge, sonnige Höhen, Bergvagabunden sind treu, ja treu. &lt;br /&gt;Lebt wohl ihr Berge, sonnige Höhen, Bergvagabunden sind treu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oder so...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bergvagabunden&lt;br /&gt;Text: Erich Hartinger Musik: Volksweise &lt;br /&gt;Wenn wir erklimmen schwindelnde Höhen, steigen dem Berggipfel zu,&lt;br /&gt;in unsern Herzen brennt eine Sehnsucht, die läßt uns nimmermehr in Ruh.&lt;br /&gt;Herrliche Berge, sonnige Höhen, Bergvagabunden sind wir, ja wir.&lt;br /&gt;Herrliche Berge, sonnige Höhen, Bergvagabunden sind wir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mit Seil und Haken alles zu wagen, hängen wir in Steigerwand.&lt;br /&gt;Wolken die Ziehen, Edelweiß blühen, wir klettern mit sicherer Hand.&lt;br /&gt;Herrliche Berge, sonnige Höhen, Bergvagabunden sind wir, ja wir.&lt;br /&gt;Herrliche Berge, sonnige Höhen, Bergvagabunden sind wir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fels ist bezwungen, frei atmen Lungen, ach, wie so schöön ist die Welt!&lt;br /&gt;Handschlag, ein Lächeln, Mühen vergessen, alles aufs beste bestellt.&lt;br /&gt;Herrliche Berge, sonnige Höhen, Bergvagabunden sind wir, ja wir.&lt;br /&gt;Herrliche Berge, sonnige Höhen, Bergvagabunden sind wir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beim Alpenglühen heimwärts wir ziehen, Berge, die leuchten so rot.&lt;br /&gt;Wir kommen wieder, denn wir sind Brüder, Brüder auf Leben und Tod.&lt;br /&gt;Lebt wohl, ihr Berge, sonnige Höhen, Bergkammeraden sind treu, ja treu.&lt;br /&gt;Lebt wohl, ihr Berge, sonnige Höhen, Bergkammeraden sind treu. &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-2938956828728166044?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/2938956828728166044/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=2938956828728166044' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/2938956828728166044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/2938956828728166044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2007/11/treue-bergvagabunden.html' title='Treue Bergvagabunden'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-2636765938589322055</id><published>2007-07-25T05:52:00.000-07:00</published><updated>2007-07-25T05:54:51.005-07:00</updated><title type='text'>EINE GESCHICHTE VOM MAINE KOMPODA PIO RAMBO</title><content type='html'>&lt;strong&gt;IN DE ESCHULE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das war eine tag wo di lehring di eschuler gefragt habt was des körpes pedaßen der erst in der Himmel entriert.&lt;br /&gt;Da ware di alle ruich, bis zum finalen der kleine Jwonzinhen fon dem fundos des classe der finger gelevantiert habt.&lt;br /&gt;Da sagt di lehring:&lt;br /&gt;- Nach, Jwonzinhen, was is des pedaßen des körpen wo der erst in der Himmel kimmt?&lt;br /&gt;Er antwort:&lt;br /&gt;- di pezinhen!&lt;br /&gt;- Dja wi so di pezinhen Jwonzinhen? Wer habt es dir so geensiniert?&lt;br /&gt;- Niemand! - gerrespondiert er. - Ich habe es persehnlich gesehen.&lt;br /&gt;- Och was? Persehnlich? Explikier es mir dan mal! - Sagt di lehring. Er sagt da:&lt;br /&gt;- Ai gester abend, wi ich am adormecieren war, da habt meine mutter gegritiert: "Ich komme in der Himmel! Ich komme in der Himmel! ... Noch en pouquinhen, komme ich in der Himmel!"&lt;br /&gt;Da bin ich apavoriert gefikiert und sind expiere gegang in die fechadure buraque des zimmer meine elteren. Da sehe ich meine mutter mit der tswai pezinhen esticaden zum Himmel un war das am gritieren. Zum glück habt meine papa auf si in meien seine pernen gelegt und si geseguriert, wenn net, wärt sie com certezen zum himmel gepuxiert gieb! &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-2636765938589322055?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/2636765938589322055/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=2636765938589322055' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/2636765938589322055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/2636765938589322055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2007/07/eine-geschichte-vom-maine-kompoda-pio.html' title='EINE GESCHICHTE VOM MAINE KOMPODA PIO RAMBO'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-1879677004088113625</id><published>2007-06-20T04:09:00.000-07:00</published><updated>2007-06-20T05:09:10.545-07:00</updated><title type='text'>O QUE REALMENTE CONTA...  LUZ!!!</title><content type='html'>O município de São João do Oeste (SC) é o que tem o menor índice de analfabetismo em todo o país, segundo o Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. De acordo com os dados, apenas 0,9% da população local não é alfabetizada. É o único município do Brasil com índice menor do que 1% do total de moradores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lista divulgada pelo IBGE inclui 64 cidades. Todas, com índices que chegam até 4% da população, receberão do Governo Federal, nesta quarta-feira (20 de junho), o selo de "CIDADE LIVRE DO ANALFABETISMO". A maior parte dos municípios citados fica no Rio Grande do Sul: 40. O restante está em Santa Catarina (16), São Paulo (3), Paraná (3) e Rio de Janeiro (2). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confira a lista dos municípios brasileiros que têm a menor taxa de analfabetismo de jovens e adultos (pessoas com 15 anos ou mais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ordenados por taxa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UF Município Taxa de analfabetismo (%) &lt;br /&gt;SC São João do Oeste              0,91 &lt;br /&gt;RS Morro Reuter                   1,60 &lt;br /&gt;RS Harmonia                       1,79 &lt;br /&gt;SC Pomerode                       1,87 &lt;br /&gt;RS Bom Princípio                  1,92 &lt;br /&gt;RS São Vendelino                  1,94 &lt;br /&gt;RS Feliz                          1,94 &lt;br /&gt;RS Lagoa dos Três Cantos          1,95 &lt;br /&gt;RS Salvador das Missões           2,23 &lt;br /&gt;RS Ivoti                          2,29 &lt;br /&gt;PR Quatro Pontes                  2,43 &lt;br /&gt;RS Vale Real                      2,54 &lt;br /&gt;SC Timbó                          2,60 &lt;br /&gt;RS Dois Irmãos                    2,64 &lt;br /&gt;SC Jaraguá do Sul                 2,65 &lt;br /&gt;RS São José do Hortêncio          2,69 &lt;br /&gt;RS Teutônia                       2,71 &lt;br /&gt;SC Blumenau                       2,79 &lt;br /&gt;RS Linha Nova                     2,80 &lt;br /&gt;RS Nova Petrópolis                2,81 &lt;br /&gt;RS Colinas                        2,82 &lt;br /&gt;RS Presidente Lucena              2,85 &lt;br /&gt;RS Arroio do Meio                 2,86 &lt;br /&gt;RS São José do Inhacorá           2,86 &lt;br /&gt;RS Picada Café                    2,89 &lt;br /&gt;RS Boa Vista do Buricá            2,91 &lt;br /&gt;SP Águas de São Pedro             2,94 &lt;br /&gt;SP São Caetano do Sul             2,99 &lt;br /&gt;SC Balneário Camboriú             3,00 &lt;br /&gt;SC Tunápolis                      3,04 &lt;br /&gt;RS Imigrante                      3,08 &lt;br /&gt;RS Pareci Novo                    3,09 &lt;br /&gt;RS Nova Boa Vista                 3,18 &lt;br /&gt;RS Quinze de Novembro             3,21 &lt;br /&gt;RS Chuí                           3,21 &lt;br /&gt;RS Santa Maria do Herval          3,22 &lt;br /&gt;RS Santa Tereza                   3,36 &lt;br /&gt;SC São Bento do Sul               3,37 &lt;br /&gt;PR Curitiba                       3,38 &lt;br /&gt;SC Joinville                      3,41 &lt;br /&gt;RS Porto Alegre                   3,45 &lt;br /&gt;SC Indaial                        3,48 &lt;br /&gt;RS Victor Graeff                  3,53 &lt;br /&gt;RS Santo Cristo                   3,54 &lt;br /&gt;RJ Niterói                        3,55 &lt;br /&gt;SC Florianópolis                  3,56 &lt;br /&gt;SP Santos                         3,56 &lt;br /&gt;RS Estrela                        3,56 &lt;br /&gt;SC Schroeder                      3,59 &lt;br /&gt;RS Carlos Barbosa                 3,61 &lt;br /&gt;RS Caxias do Sul                  3,65 &lt;br /&gt;PR Entre Rios do Oeste            3,67 &lt;br /&gt;RJ Nilópolis                      3,76 &lt;br /&gt;RS Nova Bassano                   3,81 &lt;br /&gt;RS Campina das Missões            3,82 &lt;br /&gt;RS São Pedro do Butiá             3,82 &lt;br /&gt;RS Santa Clara do Sul             3,84 &lt;br /&gt;SC Gaspar                         3,86 &lt;br /&gt;RS Bento Gonçalves                3,89 &lt;br /&gt;RS São Pedro da Serra             3,91 &lt;br /&gt;RS Esteio                         3,91 &lt;br /&gt;SC Rio dos Cedros                 3,93 &lt;br /&gt;SC Brusque                        3,93 &lt;br /&gt;SC Luzerna                        3,96 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em ordem alfabética, a partir dos estados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UF Município Taxa de analfabetismo (%) &lt;br /&gt;PR Curitiba                       3,38 &lt;br /&gt;PR Entre Rios do Oeste            3,67 &lt;br /&gt;PR Quatro Pontes                  2,43 &lt;br /&gt;RJ Nilópolis                      3,76 &lt;br /&gt;RJ Niterói                        3,55 &lt;br /&gt;RS Arroio do Meio                 2,86 &lt;br /&gt;RS Bento Gonçalves                3,89 &lt;br /&gt;RS Boa Vista do Buricá            2,91 &lt;br /&gt;RS Bom Princípio                  1,92 &lt;br /&gt;RS Campina das Missões            3,82 &lt;br /&gt;RS Carlos Barbosa                 3,61 &lt;br /&gt;RS Caxias do Sul                  3,65 &lt;br /&gt;RS Chuí                           3,21 &lt;br /&gt;RS Colinas                        2,82 &lt;br /&gt;RS Dois Irmãos                    2,64 &lt;br /&gt;RS Esteio                         3,91 &lt;br /&gt;RS Estrela                        3,56 &lt;br /&gt;RS Feliz                          1,94 &lt;br /&gt;RS Harmonia                       1,79 &lt;br /&gt;RS Imigrante                      3,08 &lt;br /&gt;RS Ivoti                          2,29 &lt;br /&gt;RS Lagoa dos Três Cantos          1,95 &lt;br /&gt;RS Linha Nova                     2,80 &lt;br /&gt;RS Morro Reuter                   1,60 &lt;br /&gt;RS Nova Bassano                   3,81 &lt;br /&gt;RS Nova Boa Vista                 3,18 &lt;br /&gt;RS Nova Petrópolis                2,81 &lt;br /&gt;RS Pareci Novo                    3,09 &lt;br /&gt;RS Picada Café                    2,89 &lt;br /&gt;RS Porto Alegre                   3,45 &lt;br /&gt;RS Presidente Lucena              2,85 &lt;br /&gt;RS Quinze de Novembro             3,21 &lt;br /&gt;RS Salvador das Missões           2,23 &lt;br /&gt;RS Santa Clara do Sul             3,84 &lt;br /&gt;RS Santa Maria do Herval          3,22 &lt;br /&gt;RS Santa Tereza                   3,36 &lt;br /&gt;RS Santo Cristo                   3,54 &lt;br /&gt;RS São José do Hortêncio          2,69 &lt;br /&gt;RS São José do Inhacorá           2,86 &lt;br /&gt;RS São Pedro da Serra             3,91 &lt;br /&gt;RS São Pedro do Butiá             3,82 &lt;br /&gt;RS São Vendelino                  1,94 &lt;br /&gt;RS Teutônia                       2,71 &lt;br /&gt;RS Vale Real                      2,54 &lt;br /&gt;RS Victor Graeff                  3,53 &lt;br /&gt;SC Balneário Camboriú             3,00 &lt;br /&gt;SC Blumenau                       2,79 &lt;br /&gt;SC Brusque                        3,93 &lt;br /&gt;SC Florianópolis                  3,56 &lt;br /&gt;SC Gaspar                         3,86 &lt;br /&gt;SC Indaial                        3,48 &lt;br /&gt;SC Jaraguá do Sul                 2,65 &lt;br /&gt;SC Joinville                      3,41 &lt;br /&gt;SC Luzerna                        3,96 &lt;br /&gt;SC Pomerode                       1,87 &lt;br /&gt;SC Rio dos Cedros                 3,93 &lt;br /&gt;SC São Bento do Sul               3,37 &lt;br /&gt;SC São João do Oeste              0,91 &lt;br /&gt;SC Schroeder                      3,59 &lt;br /&gt;SC Timbó                          2,60 &lt;br /&gt;SC Tunápolis                      3,04 &lt;br /&gt;SP Águas de São Pedro             2,94 &lt;br /&gt;SP Santos                         3,56 &lt;br /&gt;SP São Caetano do Sul             2,99&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-1879677004088113625?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/1879677004088113625/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=1879677004088113625' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/1879677004088113625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/1879677004088113625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2007/06/o-que-realmente-conta-luz.html' title='O QUE REALMENTE CONTA...  LUZ!!!'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-7153020277578124455</id><published>2007-05-11T05:37:00.000-07:00</published><updated>2007-05-11T06:01:08.209-07:00</updated><title type='text'>TURBINAS NAS RODOVIAS?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/RkRj_fY3mZI/AAAAAAAAACk/OA_Byf9gAIU/s1600-h/AAA.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/RkRj_fY3mZI/AAAAAAAAACk/OA_Byf9gAIU/s400/AAA.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5063281823479994770" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A imagem que podemos ver é a apenas uma animação do que poderá ser o projeto de um aluno da Universidade Estadual do Arizona, que pretende conseguir energia elétrica, aproveitando as turbulencias geradas pelos veículos que transitam pelas rodovias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, com essa idéia tão simples, e dotando as rodovias de estruturas, onde se instalariam os "moinhos de vento", em posição horizontal, o aluno Joe, pretende canalizar a energia para os serviços de suporte das rodovias, incluindo pedágios e fiscalizaçao. Seus calculos estimam a produção liquida anual de 9600 kWh, desde que a velocidade média dos veículos seja de 110 a 120 km/h, em sua passagem pela estrutura, com consequente incremento do valor gerado pelos caminhões, pelo acrescimo de turbulencia gerado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa idéia, porem devemos ter em mente, se a mesma será posta em operação nos Estados Unidos, e torcer para que a mesma chegue ao Brasil, digamos num prazo de 100 anos. Energia barata, limpa, porem por estes trópicos permaneça apenas como um sonho.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-7153020277578124455?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/7153020277578124455/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=7153020277578124455' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/7153020277578124455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/7153020277578124455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2007/05/turbinas-nas-rodovias.html' title='TURBINAS NAS RODOVIAS?'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/RkRj_fY3mZI/AAAAAAAAACk/OA_Byf9gAIU/s72-c/AAA.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-9192532373950211849</id><published>2007-05-10T04:00:00.000-07:00</published><updated>2007-05-10T04:13:43.566-07:00</updated><title type='text'>DEPOIS DIZEM QUE A ALEMANHA É BONITA, ROMANTICA...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/RkL93vY3mYI/AAAAAAAAACc/3sNe1Q4is6I/s1600-h/sem+t%C3%ADtulo.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/RkL93vY3mYI/AAAAAAAAACc/3sNe1Q4is6I/s400/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5062888065173264770" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;A Alemanha acaba de conquistar um título que não enseja comemoração: o de "país mais pesado" da Europa. Uma pesquisa divulgada neste domingo (22/04) pela Associação Internacional para o Estudo da Obesidade (Iaso, sigla em inglês) aponta que 75,4% dos homens e 58,9% das mulheres na Alemanha têm excesso de peso ou sofrem de obesidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos anos, esta posição fora ocupada pela República Tcheca, Chipre e pelo Reino Unido, países que este ano aparecem nesta seqüência atrás da Alemanha no ranking. Numa comparação mundial, os alemães empatam no excesso de peso com os norte-americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A obesidade tornou-se uma epidemia mundial e atingiu um ponto crítico. A Alemanha precisa contar com uma sobrecarga de seu sistema de saúde", advertiu o presidente da Iaso, Voijtech Hainer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A associação analisou os dados sobre obesidade dos 27 países-membros da UE. A Alemanha ocupa o primeiro lugar em ambos os sexos: 52,9 dos homens e 35,6 da mulheres têm peso excessivo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros 22,5% dos homens e 23,3% das mulheres na Alemanha são obesos por problemas de saúde. Nesta categoria, as mulheres alemãs ocupam o quarto lugar, e os homens o sexto na Europa. Os autores do estudo admitem que os dados não são 100% confiáveis porque os de alguns países não são atuais.Além disso, 60% dos alemães, principalmente os da classe baixa, não se movimentam suficientemente, acrescenta. Segundo Berthold Koletzko, nutricionista da Universidade de Munique, "os alemães e os tchecos têm fama de assíduos bebedores de cerveja. Ao mesmo tempo, lideram as estatísticas de obesidade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a OMS, o peso excessivo e a adiposidade podem causar diabetes, doenças cardiovasculares, derrames cerebrais e diversas formas de câncer. Anualmente, a obesidade responde por um milhão de mortes na Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano passado, as doenças decorrentes da obesidade foram responsáveis por 6% dos gastos dos sistemas de saúde do bloco – na Alemanha, estima-se que estes custos oscilaram entre 10  e 20 bilhões de euros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-9192532373950211849?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/9192532373950211849/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=9192532373950211849' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/9192532373950211849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/9192532373950211849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2007/05/depois-dizem-que-alemanha-bonita.html' title='DEPOIS DIZEM QUE A ALEMANHA É BONITA, ROMANTICA...'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/RkL93vY3mYI/AAAAAAAAACc/3sNe1Q4is6I/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-967836079064893379</id><published>2007-03-27T13:39:00.000-07:00</published><updated>2007-03-27T13:43:58.062-07:00</updated><title type='text'>ACORDANDO COM "KNUT"</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/RgmBT6Cg28I/AAAAAAAAACQ/56gHOfEBoos/s1600-h/KNUT.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/RgmBT6Cg28I/AAAAAAAAACQ/56gHOfEBoos/s400/KNUT.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5046707036442647490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Declaração Universal dos Direitos dos Animais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - Todos os animais têm o mesmo direito à vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - Todos os animais têm direito ao respeito e à proteção do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - Nenhum animal deve ser maltratado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 - Todos os animais selvagens têm o direito de viver livres no seu habitat. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 - O animal que o homem escolher para companheiro não deve ser nunca ser abandonado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 - Nenhum animal deve ser usado em experiências que lhe causem dor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 - Todo ato que põe em risco a vida de um animal é um crime contra a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 - A poluição e a destruição do meio ambiente são considerados crimes contra os animais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 - Os diretos dos animais devem ser defendidos por lei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 - O homem deve ser educado desde a infância para observar, respeitar e compreender os animais. &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-967836079064893379?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/967836079064893379/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=967836079064893379' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/967836079064893379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/967836079064893379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2007/03/acordando-com-knut.html' title='ACORDANDO COM &quot;KNUT&quot;'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/RgmBT6Cg28I/AAAAAAAAACQ/56gHOfEBoos/s72-c/KNUT.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-3873671387357314187</id><published>2007-03-22T06:04:00.000-07:00</published><updated>2007-03-22T06:06:12.029-07:00</updated><title type='text'>A forma de viver</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Uma vez perguntaram a Confúcio:&lt;br /&gt;"O que o surpreende mais na humanidade?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confúcio respondeu:&lt;br /&gt;"Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o dinheiro para a recuperar.&lt;br /&gt;Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente, &lt;br /&gt;de tal forma que acabam por nem viver no presente nem no futuro.&lt;br /&gt;Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se não tivessem vivido..."&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-3873671387357314187?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/3873671387357314187/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=3873671387357314187' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/3873671387357314187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/3873671387357314187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2007/03/forma-de-viver.html' title='A forma de viver'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-1851011888271187433</id><published>2007-03-19T09:15:00.000-07:00</published><updated>2007-03-21T10:23:55.211-07:00</updated><title type='text'>Ausgang!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/RgFpa6Cg26I/AAAAAAAAACA/cGIb_egONEk/s1600-h/aaa.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/RgFpa6Cg26I/AAAAAAAAACA/cGIb_egONEk/s400/aaa.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5044428968608979874" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Deus criou o tempo, da pressa ele não disse nada”&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-1851011888271187433?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/1851011888271187433/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=1851011888271187433' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/1851011888271187433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/1851011888271187433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2007/03/blog-post.html' title='Ausgang!'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/RgFpa6Cg26I/AAAAAAAAACA/cGIb_egONEk/s72-c/aaa.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-4995578272082373215</id><published>2007-03-18T14:05:00.000-07:00</published><updated>2007-03-19T05:20:15.265-07:00</updated><title type='text'>MINHA VIDA</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/Rf2rI0w-qxI/AAAAAAAAABw/H5kk0AF_JJQ/s1600-h/aaa.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/Rf2rI0w-qxI/AAAAAAAAABw/H5kk0AF_JJQ/s400/aaa.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5043375325816204050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Três paixões, simples mas irresistivelmente fortes, governaram minha vida: o desejo imenso do amor, a procura do conhecimento e a insuportável compaixão pelo sofrimento da humanidade. Essas paixões, como os fortes ventos, levaram-me de um lado para outro, em caminhos caprichosos, para além de um profundo oceano de angústias, cegando á beira do verdadeiro desespero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro busquei o amor, que traz o êxtase – êxtase tão grande que sacrificaria o resto de minha vida por umas poucas horas dessa alegria. Procurei-o, também, porque abranda a solidão – aquela terrível solidão  em que uma consciência horrorizada observa, da margem do mundo, o insondável e frio abismo sem vida. Procurei-o finalmente, porque na união do amor vi, em mística miniatura, a visão prefigurada do paraíso que santos e poetas imaginaram. Isso foi o que procurei e, embora pudesse parecer bom demais para a vida humana, foi o que encontrei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com igual paixão busquei o conhecimento. Desejei compreender os corações dos homens. Desejei saber por que as estrelas brilham. E tentei apreender a força pitagórica pela qual o número se mantém acima do fluxo. Um pouco disso, não muito, encontrei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor e conhecimento, até onde foram possíveis, conduziram-me aos caminhos do paraíso. Mas a compaixão sempre me trouxe de volta á Terra. Ecos de gritos de dor reverberam em meu coração. Crianças famílias, vítimas torturadas por opressores, velhos desprotegidos – odiosa carga para seus filhos – e o mundo inteiro de solidão, pobreza e dor transformaram em arremedo o que a vida humana poderia ser. Anseio ardentemente aliviar o mal, mas não posso, e também sofro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso foi a minha vida. Achei-a digna de ser vivida e vive-la-ei de novo com a maior alegria se a oportunidade me fosse oferecida. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prólogo da autobiografia de Bertrand Russel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;WHAT I HAVE LIVED FOR. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Three passions, simple but overwhelmingly strong, have governed my life: the longing for love, the search for knowledge, and unbearable pity for the suffering of mankind. These passions, like great winds, have blown me hither and thither, in a wayward course, over a deep ocean of anguish, reaching to the very verge of despair. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I have sought love, first, because it brings ecstasy -- ecstasy so great that I would often have sacrificed all the rest of life for a few hours of this joy. I have sought it, next, because it relieves loneliness -- that terrible loneliness in which one shivering consciousness looks over the rim of the world into the cold unfathomable lifeless abyss. I have sought it, finally, because in the union of love I have seen, in a mystic miniature, the prefiguring vision of the heaven that saints and poets have imagined. This is what I sought, and though it might seem too good for human life, this is what -- at last -- I have found. &lt;br /&gt;With equal passion I have sought knowledge. I have wished to understand the hearts of men. I have wished to know why the stars shine. And I have tried to apprehend the Pythagorean power by which number holds sway above the flux. A little of this, but not much, I have achieved. &lt;br /&gt;Love and knowledge, so far as they were possible, led upward toward the heavens. But always pity brought me back to earth. Echoes of cries of pain reverberate in my heart. Children in famine, victims tortured by oppressors, helpless old people a hated burden to their sons, and the whole world of loneliness, poverty, and pain make a mockery of what human life should be. I long to alleviate the evil, but I cannot, and I too suffer. &lt;br /&gt;This has been my life. I have found it worth living, and would gladly live it again if the chance were offered me.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Bertrand Russell in PROLOGUE.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-4995578272082373215?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/4995578272082373215/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=4995578272082373215' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/4995578272082373215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/4995578272082373215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2007/03/minha-vida.html' title='MINHA VIDA'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/Rf2rI0w-qxI/AAAAAAAAABw/H5kk0AF_JJQ/s72-c/aaa.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-5542139977819324178</id><published>2007-03-16T14:33:00.000-07:00</published><updated>2007-03-16T14:39:22.741-07:00</updated><title type='text'>VINHAS DA IRA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;A injustiça avança hoje a passo firme.&lt;br /&gt;Os tiranos fazem planos para dez mil anos.&lt;br /&gt;O poder apregoa: as coisas continuarão a ser como são.&lt;br /&gt;Nenhuma voz além da dos que mandam.&lt;br /&gt;E em todos os mercados proclama a exploração: isto é apenas o meu começo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas entre os oprimidos muitos há que agora dizem:&lt;br /&gt;Aquilo que nós queremos nunca mais alcançaremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem ainda está vivo nunca diga: nunca.&lt;br /&gt;O que é seguro não é seguro.&lt;br /&gt;As coisas não continuarão a ser como são.&lt;br /&gt;Depois de falarem os dominantes&lt;br /&gt;falarão os dominados.&lt;br /&gt;Quem ousa pois dizer: nunca?&lt;br /&gt;De quem depende que a opressão prossiga? De nós.&lt;br /&gt;De quem depende que ela acabe? Também de nós.&lt;br /&gt;O que é esmagado, que se levante!&lt;br /&gt;O que está perdido, lute!&lt;br /&gt;O que sabe ao que se chegou, que há aí que o retenha?&lt;br /&gt;Porque os vencidos de hoje são os vencedores de amanhã.&lt;br /&gt;E nunca será: ainda hoje.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Bertolt Brecht, Elogio da Dialéctica&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-5542139977819324178?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/5542139977819324178/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=5542139977819324178' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/5542139977819324178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/5542139977819324178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2007/03/vinhas-da-ira.html' title='VINHAS DA IRA'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-8663904808287527188</id><published>2007-03-11T05:02:00.000-07:00</published><updated>2007-03-11T05:14:04.239-07:00</updated><title type='text'>SCHNAPS, DAS WAR SEIN LETZTES WORT</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/RfPyW0w-qwI/AAAAAAAAABo/hRoPC7LsXxQ/s1600-h/AAA.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/RfPyW0w-qwI/AAAAAAAAABo/hRoPC7LsXxQ/s400/AAA.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5040638881892838146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Schnaps, das war sein letztes Wort &lt;br /&gt;Dann trugen ihn die Englein fort &lt;br /&gt;Schnaps, das war sein letztes Wort &lt;br /&gt;Dann trugen ihn die Englein fort &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Und so kam er in den Himmel &lt;br /&gt;Und man hat ihm Milch serviert &lt;br /&gt;Gegen diese Art Behandlung hat der Lümmel protestiert &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Schnaps, das war sein letztes Wort &lt;br /&gt;Dann trugen ihn die Englein fort &lt;br /&gt;Schnaps, das war sein letztes Wort &lt;br /&gt;Dann trugen ihn die Englein fort &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns so kam er in die Hölle &lt;br /&gt;Und sein Durst der ward zur Qual &lt;br /&gt;Aber außer heißem Schwefel, jab et nix in dem Lokal &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Schnaps, das war sein letztes Wort &lt;br /&gt;Dann trugen ihn die Englein fort &lt;br /&gt;Schnaps, das war sein letztes Wort &lt;br /&gt;Dann trugen ihn die Englein fort &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Und so irrt er durch das Weltall &lt;br /&gt;Voller Tränen im Jesicht &lt;br /&gt;Denn da wimmelts von Raketen, aber Kneipen jibt es nicht &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Schnaps, das war sein letztes Wort &lt;br /&gt;Dann trugen ihn die Englein fort &lt;br /&gt;Schnaps, das war sein letztes Wort &lt;br /&gt;Dann trugen ihn die Englein fort &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Schnaps, das war sein letztes Wort &lt;br /&gt;Dann trugen ihn die Englein fort&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-8663904808287527188?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/8663904808287527188/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=8663904808287527188' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/8663904808287527188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/8663904808287527188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2007/03/schnaps-das-war-sein-letztes-wort.html' title='SCHNAPS, DAS WAR SEIN LETZTES WORT'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/RfPyW0w-qwI/AAAAAAAAABo/hRoPC7LsXxQ/s72-c/AAA.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-4789314233483224693</id><published>2007-03-03T05:08:00.000-08:00</published><updated>2007-03-03T07:42:42.472-08:00</updated><title type='text'>RESUMO...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/Relz4R725LI/AAAAAAAAABU/-zIwP7wLdg4/s1600-h/AAA.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/Relz4R725LI/AAAAAAAAABU/-zIwP7wLdg4/s400/AAA.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5037685068914943154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Tudo neste mundo tem seu tempo; &lt;br /&gt;cada coisa tem sua ocasião. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um tempo de nascer e tempo de morrer; &lt;br /&gt;tempo de plantar e tempo de arrancar; &lt;br /&gt;tempo de matar e tempo de curar; &lt;br /&gt;tempo de derrubar e tempo de construir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há tempo de ficar triste e tempo de se alegrar; &lt;br /&gt;tempo de chorar e tempo de dançar; &lt;br /&gt;tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las; &lt;br /&gt;tempo de abraçar e tempo de afastar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há tempo de procurar e tempo de perder; &lt;br /&gt;tempo de economizar e tempo de desperdiçar; &lt;br /&gt;tempo de rasgar e tempo de remendar; &lt;br /&gt;tempo de ficar calado e tempo de falar". &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Eclesiastes 3, 1-8)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-4789314233483224693?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/4789314233483224693/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=4789314233483224693' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/4789314233483224693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/4789314233483224693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2007/03/iria-pral.html' title='RESUMO...'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/Relz4R725LI/AAAAAAAAABU/-zIwP7wLdg4/s72-c/AAA.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-7270935552955344145</id><published>2007-03-03T04:50:00.000-08:00</published><updated>2007-03-03T12:59:42.321-08:00</updated><title type='text'>DE NOVO: A TAL DA "CLASSE MÉDIA"</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Sou classe média.&lt;br /&gt;Papagaio de todo telejornal&lt;br /&gt;Eu acredito&lt;br /&gt;Na imparcialidade da revista semanal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou classe média,&lt;br /&gt;compro roupa e gasolina no cartão&lt;br /&gt;Odeio “coletivos” e&lt;br /&gt;vou de carro que comprei a prestação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só pago impostos,&lt;br /&gt;Estou sempre no limite do meu cheque especial&lt;br /&gt;Eu viajo pouco, no máximo um&lt;br /&gt;Pacote CVC tri-anual&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu “tô nem aí”&lt;br /&gt;Se o traficante é quem manda na favela&lt;br /&gt;Eu não “tô nem aqui”&lt;br /&gt;Se morre gente ou tem enchente em Itaquera&lt;br /&gt;Eu quero é que se exploda a periferia toda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas fico indignado com o Estado&lt;br /&gt;Quando sou incomodado&lt;br /&gt;Pelo pedinte esfomeado&lt;br /&gt;Que me estende a mão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pára-brisa ensaboado&lt;br /&gt;É camelô, biju com bala&lt;br /&gt;E as peripécias do artista&lt;br /&gt;Malabarista do farol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se o assalto é em “Moema”&lt;br /&gt;O assassinato é no “Jardins”&lt;br /&gt;E a filha do executivo&lt;br /&gt;É estuprada até o fim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí a mídia manifesta&lt;br /&gt;A sua opinião regressa&lt;br /&gt;De implantar pena de morte&lt;br /&gt;Ou reduzir a idade penal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu que sou bem informado&lt;br /&gt;Concordo e faço passeata&lt;br /&gt;Enquanto aumento a audiência&lt;br /&gt;E a tiragem do jornal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque eu não “tô nem aí”&lt;br /&gt;Se o traficante é quem manda na favela&lt;br /&gt;Eu não “tô nem aqui”&lt;br /&gt;Se morre gente ou tem enchente em Itaquera&lt;br /&gt;Eu quero é que se exploda a periferia toda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda tragédia só me importa&lt;br /&gt;Quando bate em minha porta&lt;br /&gt;Porque é mais fácil condenar&lt;br /&gt;Quem já cumpre pena de vida&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autoria: Max Gonzaga.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-7270935552955344145?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/7270935552955344145/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=7270935552955344145' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/7270935552955344145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/7270935552955344145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2007/03/classe-mdia.html' title='DE NOVO: A TAL DA &quot;CLASSE MÉDIA&quot;'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-4129790301776129715</id><published>2007-02-22T08:34:00.000-08:00</published><updated>2007-02-24T10:51:47.681-08:00</updated><title type='text'>HUNTINGTON GALLERY - IMPERDÍVEIS</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/Rd3HK2-HnEI/AAAAAAAAABI/qNTtNLm1tPM/s1600-h/BlueBoy.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/Rd3HK2-HnEI/AAAAAAAAABI/qNTtNLm1tPM/s400/BlueBoy.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5034398947838762050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/Rd3GvG-HnDI/AAAAAAAAAA8/SvF42k4a4TE/s1600-h/Pinkie.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/Rd3GvG-HnDI/AAAAAAAAAA8/SvF42k4a4TE/s400/Pinkie.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5034398471097392178" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1 - Jonathan Buttall: The Blue Boy (c 1770)&lt;br /&gt;Thomas Gainsborough (1727-88)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;2 - Sarah Barrett Moulton: Pinkie (1794)&lt;br /&gt;Thomas Lawrence (1769-1830)&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-4129790301776129715?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/4129790301776129715/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=4129790301776129715' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/4129790301776129715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/4129790301776129715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2007/02/huntington-gallery-imperdveis.html' title='HUNTINGTON GALLERY - IMPERDÍVEIS'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/Rd3HK2-HnEI/AAAAAAAAABI/qNTtNLm1tPM/s72-c/BlueBoy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-958174651047398679</id><published>2007-02-21T09:38:00.000-08:00</published><updated>2007-02-24T10:27:31.147-08:00</updated><title type='text'>I MUST</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/RdyD12-HnCI/AAAAAAAAAAw/ogBW3Y2t22M/s1600-h/AAA.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/RdyD12-HnCI/AAAAAAAAAAw/ogBW3Y2t22M/s400/AAA.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5034043444805737506" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;I MUST down to the seas again, to the lonely sea and the sky, &lt;br /&gt;And all I ask is a tall ship and a star to steer her by, &lt;br /&gt;And the wheel's kick and the wind's song and the white sail's shaking, &lt;br /&gt;And a grey mist on the sea's face and a grey dawn breaking.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- John Masefield: Sea-Fever&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-958174651047398679?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/958174651047398679/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=958174651047398679' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/958174651047398679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/958174651047398679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2007/02/i-must.html' title='I MUST'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/RdyD12-HnCI/AAAAAAAAAAw/ogBW3Y2t22M/s72-c/AAA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-6454054918688766480</id><published>2007-02-21T02:05:00.000-08:00</published><updated>2007-02-21T02:08:58.003-08:00</updated><title type='text'>AS MAZELAS DAS CRIANÇAS "RICAS"</title><content type='html'>Estamos acostumados a ouvir sobre as mazelas do mundo chamado "em desenvolvimento", mas o Unicef acaba de divulgar esse relatório sobre a situação das crianças nos paises ricos e descobriu que ainda tem muita coisa a ser feita por aqui. Nenhum país alcançou nota máxima em todos os tópicos analisados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para desapontamento dos muitos anti-americanos, o pior país para as crianças, no chamado "mundo desenvolvido" (segundo 40 indicadores analisados entre 2002 e 2003, incluindo saúde, educação, relação com a família, pobreza etc), não são os EUA, mas a Inglaterra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso me lembrou os que, na semana passada, citaram a Inglaterra como exemplo, por punir criminalmente crianças de 10 anos de idade... parece que os súditos da rainha não são exatamente o melhor exemplo a ser seguido quando se trata de cuidados com as crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns dados do relatório:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pobreza entre as crianças dobrou no reino Unido desde 1979. 16% delas vivem em famílias que têm menos de metade do salário mínimo nacional e apenas 43% avaliam que seus colegas são gentis e ajudam uns aos outros. &lt;br /&gt;Não existe relação óbvia entre bem estar da criança e a riqueza do país. A República Tcheca, por exemplo, teve um índice geral mais alto que muitos países muito mais ricos. &lt;br /&gt;Mortalidade infantil vai de 3 por cada 1.000 nascimentos no Japão e Islândia a 6 por 1,000 na Polônia e EUA. (No Brasil é de 22,5 em cada mil, indo de 13.9 no Distrito Federal a 47.1 em Alagoas)&lt;br /&gt;Vejam abaixo a lista completa do relatório do Unicef:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;01. Holanda&lt;br /&gt;02. Suécia&lt;br /&gt;03. Dinamarca&lt;br /&gt;04. Finlândia&lt;br /&gt;05. Espanha&lt;br /&gt;06. Suiça&lt;br /&gt;07. Noruega&lt;br /&gt;08. Itália&lt;br /&gt;09. Irlanda&lt;br /&gt;10. Bélgica&lt;br /&gt;11. Alemanha&lt;br /&gt;12. Canadá&lt;br /&gt;13. Grécia&lt;br /&gt;14. Polônia&lt;br /&gt;15. República Tcheca&lt;br /&gt;16. França&lt;br /&gt;17. Portugal&lt;br /&gt;18. Austria&lt;br /&gt;19. Hungria&lt;br /&gt;20. EUA&lt;br /&gt;21. Reino Unido&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-6454054918688766480?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/6454054918688766480/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=6454054918688766480' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/6454054918688766480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/6454054918688766480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2007/02/as-mazelas-das-crianas-ricas.html' title='AS MAZELAS DAS CRIANÇAS &quot;RICAS&quot;'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-2639072156192839652</id><published>2007-02-21T01:22:00.000-08:00</published><updated>2007-02-21T01:28:20.888-08:00</updated><title type='text'>ONLY A DREAM...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/RdwQOmBZxTI/AAAAAAAAAAk/HRlD5ecZNiw/s1600-h/OPEL.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/RdwQOmBZxTI/AAAAAAAAAAk/HRlD5ecZNiw/s400/OPEL.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5033916326404015410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-2639072156192839652?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/2639072156192839652/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=2639072156192839652' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/2639072156192839652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/2639072156192839652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2007/02/only-dream.html' title='ONLY A DREAM...'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/RdwQOmBZxTI/AAAAAAAAAAk/HRlD5ecZNiw/s72-c/OPEL.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-1522826470238714064</id><published>2007-02-19T12:51:00.000-08:00</published><updated>2007-02-19T12:54:54.276-08:00</updated><title type='text'>A revolta dos Muckers</title><content type='html'>Aos poucos vão saindo das universidades brasileiras, como teses de mestrado e doutoramento em cursos nas áreas de ciências sociais, pesquisas e interpretações que esclarecem fatos, desconhecidos e esquecidos da história brasileira. Um exemplo disso é dado pela Professora Janaína Amado, baiana de Salvador, hoje radicada em Goiânia em "Conflito Social no Brasil - A Revolta dos Mucker" (Coleção Ensaio e memória, Editora Símbolo, 304 páginas, Cr$ 95,00).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o mais esquecido - e desconhecido - dos conflitos messiânicos brasileiros, até agora centrado em canudos, na figura do padre Cícero e, em nossa região, no Contestado (também ainda a espera de novos estudos), o trabalho da professora Janaína Amado transcende a simples área de interesse específico para chegar a todos que desejam compreender os fenômenos sociais, especialmente ligado à colonização alemã no Sul. Apresentado como tese de Doutoramento ao Departamento de História da Universidade de São Paulo, o trabalho foi aprovado por uma banca da qual fazia parte a professora Altiva Pilatti Balhana, do departamento de História da Universidade Federal do Paraná.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;xxx&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revolta "mucker" ocorreu entre 1868/1874 em São Leopoldo, a primeira colônia alemã fundada no Rio Grande do Sul, prolongando-se alguns incidentes até 1898. A palavra "mucker era usada como sinônimo de "beato", "fanático" e "santarrão". Assim, os adversários designavam, na época, pejorativamente, os rebeldes. A revolta envolveu imigrantes alemães que se reuniram em torno do curandeiro João Carlos Maurer e de sua mulher Jacobina, inicialmente para obter esclarecimentos e, mais tarde, com fins religiosos: acreditavam-se eleitos por Deus para fundar na Terra uma nove era, e começaram a trabalhar concretamente neste sentido. Perseguidos pelas autoridades locais, foram presos mas libertados por falta de provas condenatórias. Em 1873 registraram-se em São Leopoldo numerosos incidentes, como assassinatos e atentados, sendo os "mucker" considerados seus autores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O clima tornou-se extremamente tenso, com acusações de parte a parte. Em junho de 1874, os adeptos de jacobina promoveram um ataque em massa contra os principais adversários. Foram deslocadas tropas do Exército e da Guarda Nacional para a região, Os rebeldes resistiram a três ataques matando o comandante das tropas legalistas. A 2 de agosto de 1874 a maior parte dos "mucker" foi morta; os restantes foram condenados a penas altas. Os impronunciados mudaram-se para outras colônias onde, anos depois, foram trucidados pela população local.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-1522826470238714064?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/1522826470238714064/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=1522826470238714064' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/1522826470238714064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/1522826470238714064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2007/02/revolta-dos-muckers.html' title='A revolta dos Muckers'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-1060160241699688611</id><published>2007-02-19T12:30:00.000-08:00</published><updated>2007-03-01T09:29:41.589-08:00</updated><title type='text'>ICH BIN...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/RdoJbYZVcDI/AAAAAAAAAAY/YeTncs8rTs4/s1600-h/aac.bmp"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/RdoJbYZVcDI/AAAAAAAAAAY/YeTncs8rTs4/s400/aac.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5033345899549782066" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ich bin der Geist, der stets verneint! &lt;br /&gt;Und das mit Recht; denn alles, was entsteht, &lt;br /&gt;ist wert, dass es zugrunde geht; &lt;br /&gt;Drum besser wär's, dass nichts entstünde. &lt;br /&gt;So ist denn alles, was ihr Sünde, &lt;br /&gt;Zerstörung, kurz, das Böse nennt, &lt;br /&gt;Mein eigentliches Element.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verse 1338 bis 1343 aus Goethes "Faust, Der Tragödie erster Teil" &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-1060160241699688611?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/1060160241699688611/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=1060160241699688611' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/1060160241699688611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/1060160241699688611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2007/02/fantasia-em-branco-e-preto.html' title='ICH BIN...'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_V9Qu4K9ddCg/RdoJbYZVcDI/AAAAAAAAAAY/YeTncs8rTs4/s72-c/aac.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-117017075541722744</id><published>2007-01-30T07:23:00.001-08:00</published><updated>2007-02-07T02:15:28.073-08:00</updated><title type='text'>VIDA DE MENINA</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3447/3421/1600/266809/aaa.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3447/3421/320/490104/aaa.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HELENA MORLEY&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                    &lt;br /&gt;Vera Brant&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há mais de um século uma menina de treze anos, em Diamantina, começava a escrever o seu diário, por sugestão do pai, filho de ingleses nobres que vieram para o Brasil em busca de um clima para curar a tuberculose do seu chefe, o médico Dr.John Dayrell. &lt;br /&gt;A família esteve, inicialmente, em Nova Lima, na Mina do Morro Velho e, depois, em Diamantina, onde o Dr. John fundou a Santa Casa e ali trabalhou durante toda a vida, até morrer, aos noventa anos. &lt;br /&gt;O pai de Alice, Felisberto Dayrell, era minerador. &lt;br /&gt;O diário de Helena Morley, pseudônimo de Alice Dayrell Caldeira Brant, tem a data inicial de 5 de janeiro de 1893. &lt;br /&gt;Dotada de uma inteligência agudíssima e de uma sensibilidade invulgar, ela foi anotando no seu caderno escolar os acontecimentos que se desenrolavam ao seu redor, naquela cidadezinha mineira de gente simples e extremamente bondosa. &lt;br /&gt;Enquanto seu pai escavava a terra à procura de diamantes e de ouro, ela acompanhava a mãe e os irmãos, atravessando becos e pontes em direção ao rio, onde lavavam as roupas da família. &lt;br /&gt;Ela esfregava a roupa com as suas pequenas mãos, enquanto o seu olhar e a sua sensibilidade acompanhavam o que se passava ao redor: o barulho da queda a água naquele pequeno regato de pedrinhas redondas e claras, as borboletas que voavam, o seu irmão Renato pescando lambaris. &lt;br /&gt;E quando chegava em casa anotava tudo, para guardar na lembrança aqueles momentos. &lt;br /&gt;A mestra Joaquininha a considerava a aluna  mais inteligente da escola. Mas ela duvidava, pois não gostava de estudar, só gostava, e muito, de ler histórias e romances, e de escrever. &lt;br /&gt;“Eu acho que se fosse má seria mais feliz”, escrevia ela quando voltava, aos prantos, da casa de duas amigas da mãe, aonde fora levar umas broas de fubá e as encontrara enforcando um gatinho. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;“Hoje fui chegando para o almoço e encontrando Nhonhô na porta da rua com uma asa do meu curió na mão e dizendo: Olha o que a gata fez; comeu seu curió. Eu não posso dizer o que senti, mas caí na cama com os livros na mão, soluçando tão alto que mamãe veio correndo na cozinha, pensando que tinha havido alguma coisa”. &lt;br /&gt;“ Mamãe diz que não se deve ficar alegre na Semana Santa, porque é a semana do sofrimento de Jesus. Eu creio muito nas outras coisas da religião, mas não acredito que ninguém fique triste do sofrimento de Jesus Cristo, depois de tantos anos, e dele já estar no Céu, ressuscitado e feliz”. &lt;br /&gt;“Meu pai diz sempre que gosta mais do meu gênio que do de Luizinha; que eu sou franca, digo o que penso e o que faço e Luizinha é das caladinhas que são mais perigosas”. &lt;br /&gt;A tia Carlota confessando-se com o Bispo e ele fazendo-lhe mil perguntas em lugar de deixá-la à vontade, contando-lhe os seus pecados. &lt;br /&gt;Os tachos  de angu, os leitões nos dias de festa. O tutu de feijão. Os torresmos. As cocadas. As macumbas. As velas acesas. As promessas. A criadagem na ginga. &lt;br /&gt;A tristeza de não compreender as criaturas ao seu redor, com pensamentos e sentimentos limitados, rasos. &lt;br /&gt;A paixão pela avó que vivia exclamando: “Forte coisa!” E que a amava muito e a defendia sempre. &lt;br /&gt;Quando a sua querida avó adoece, ela escreve, sentida, percebendo o perigo de perder a sua protetora: &lt;br /&gt;“Nestes dias da doença de vovó eu me esqueci de todas as felicidades que tenho tido e fico só pensando nos sofrimentos. Quem encontrarei mais na vida para dizer-me que sou inteligente, bonita e boazinha?”. &lt;br /&gt;A dificuldade de entender a decepção do pai quando voltava do garimpo sem encontrar o ouro: “Se ele não guardou o ouro lá, por que se decepcionou?”. &lt;br /&gt;A preocupação com a desigualdade social, com o sofrimento dos pobres. &lt;br /&gt;“Depois do almoço mamãe não nos deixa meter os pés na água porque diz que faz mal. Sempre pergunto que mal faz mas nunca explica. Pergunto por que não faz mal aos mineiros que entram na água até os joelhos logo depois de comerem, e ficam na água o dia inteiro, e ela responde que é por estarem habituados”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando fui morar no Rio, em 1956, passei a conviver muito com Alice. Ela morava numa bela casa, na Lagoa Rodrigo de Freitas. &lt;br /&gt;Ia à sua casa duas vezes por semana com a Sarita, sua filha. &lt;br /&gt;Aos domingos havia a reunião da família toda, umas quinze pessoas. &lt;br /&gt;Alice sentava-se à cabeceira da mesa com o seu porte elegante e sua personalidade fortíssima e comandava aquele bando de malucos inteligentíssimos, contando histórias extravagantes e muito interessantes. &lt;br /&gt;Falavam quase todos ao mesmo tempo e Abgar Renault, seu genro, casado com a sua filha Ignez, pedia: “Silêncio! Vamos falar só quatro de cada vez, senão ninguém se entende”. &lt;br /&gt;Mas, quando Alice começava a contar as suas histórias, era aquele silêncio. Todos a escutavam, encantados. Eram sempre assuntos diferentes, espirituosos, interessantes.  &lt;br /&gt;Certa vez Alice, que nunca saía de casa, me informou que iria, no dia seguinte, visitar a irmã do meu namorado para ajudar no meu casamento. E queria que eu fosse com ela. &lt;br /&gt;Eu trabalhava no Ministério da Educação e tive que conseguir, com o meu chefe, uma folga para acompanhá-la. Saí mais cedo do serviço e fui para a sua casa. &lt;br /&gt;Ela estava tentando colocar dois lindos brincos de brilhantes. Não entendi bem aqueles brilhantes durante o dia, mas ela insistia tanto que resolvi ajudá-la. Os furinhos das orelhas já estavam fechados, cicatrizados, de tanta falta de uso, foi uma luta para abri-los de novo. Depois de muita peleja, ei-la elegante e bela, com um vestido chique, pronta para a aventura. &lt;br /&gt;Lá fomos nós. Eu, meio sem entender nada, imaginando até que ela havia tramado com a Margarida, irmã do namorado, um pedido de noivado. &lt;br /&gt;O apartamento era uma graça. &lt;br /&gt; A irmã e a sobrinha do meu namorado eram mulheres muito bonitas e prendadas. Mostraram-nos toalhas que elas mesmas bordaram, colchas de tricô que elas mesmas tricotaram e, para o meu desespero, todos os bolos e salgadinhos na mesa do lanche tinham sido preparados pelas duas mais-que-perfeitas. &lt;br /&gt;Entre uma demonstração de habilidade e outra, elogiavam o irmão. &lt;br /&gt;E Alice, nada. Nem um elogiozinho a mim, para equilibrar. &lt;br /&gt;Quando provou o biscoito de nozes que estava mesmo uma delícia, não se conteve e exclamou, constrangida: &lt;br /&gt;_Coitada da Verinha, não vai poder entrar para esta família.  Ela não sabe fazer nada! &lt;br /&gt;Fiquei arrasada. &lt;br /&gt;Na volta para casa, exclamei: &lt;br /&gt;_Mas você, hein, Alice? Vem para ajudar no meu casamento e estraga tudo, acaba com ele. &lt;br /&gt;_Mas o que foi que eu fiz? &lt;br /&gt;_O quê? Não se lembra? Apenas disse, com todas as letras, que eu não sei fazer nada, não sirvo para casar. &lt;br /&gt;Ela teve um acesso de riso tão forte que contagiou a mim e ao Rubens, seu motorista. Ele teve que parar o carro, porque não conseguia apertar o acelerador, de tanto rir. &lt;br /&gt;Quando chegamos à sua casa, o seu marido, Augusto Mário, nos esperava na varanda. Estava curioso para saber o resultado da visita e perguntou: &lt;br /&gt;_Como foi o passeio? &lt;br /&gt;A Alice pretendeu dizer que foi uma tragédia mas não conseguiu chegar ao final da frase porque teve outro acesso de riso. E eu, mesmo sendo a prejudicada, também não conseguia parar de rir. Fomos direto para o banheiro. &lt;br /&gt;Quando a Sarita chegou, também curiosa para saber as novidades, o Augusto Mário disse: &lt;br /&gt;_Eu acho que as duas enlouqueceram. Desde que chegaram não pararam de rir e não conseguiram dar uma palavra. &lt;br /&gt;Mas não foi por isso que acabou o namoro. Foi o desencontro das águas. Acho que a minha família não entendeu, até hoje, como foi que eu consegui namorar aquele rapaz, tão pouco inteligente, durante tantos meses e, o pior de tudo, encantada. &lt;br /&gt; Se eu não freqüentasse uma família tão inteligente e irreverente, aquele namoro talvez até desse certo. Mas era demais. Nunca vi gente tão impaciente com a burrice alheia. O Eduardo, filho da Sarita, e o Flávio, seu irmão, ambos inteligentíssimos, faziam perguntas ao meu namorado só para desmoralizá-lo. As respostas eram trágicas. &lt;br /&gt;Depois dele eu só namorei homens inteligentíssimos, o que também não deu certo. &lt;br /&gt;Quando fui à Europa, pela primeira vez, namorei um rapaz bonito, inteligente e culto,  que, meses depois, veio ao Rio passar as férias.  Levei-o para almoçar na casa de Alice, no domingo. Ele falava um italiano misturado com espanhol, mas se fazia entender. E entendia o que falávamos. &lt;br /&gt;Até Augusto Mário, que era uma pessoa cultíssima – fora jornalista, economista, político, escritor, é autor do livro “Viagem à Argentina” – e exigente, ficou impressionado. &lt;br /&gt;Fiquei eufórica. Estava resgatada, junto à família. A minha capacidade de escolher namorados já não estava em baixa. Todos concordaram com a beleza, a cultura e a inteligência. Mas concluíram que eu não tinha interesse definido por determinado tipo físico, nem mental. O Paolo era loiro, olhos azuis, alto, magro, totalmente diferente do Ivan que era moreno. &lt;br /&gt;Só que o italiano ficava à minha disposição dia e noite. Foi me dando um enjôo tão grande que não sabia mais o que fazer. &lt;br /&gt;Resolvi contar a Alice e pedir-lhe um conselho. &lt;br /&gt;Ela ficou horrorizada: &lt;br /&gt;_ Verinha, você vai acabar solteirona. Um rapaz bonito, bem de vida, culto, com aqueles olhos azuis. &lt;br /&gt;Eu disse: &lt;br /&gt;_Eu acho que foram os olhos azuis que me enjoaram, Alice. O céu é azul mas se enche de nuvens,  escurece, chove, anoitece, depois fica azul de novo. Mas, os olhos, não. É aquele azul forte o tempo todo, me olhando. Não estou suportando. Amor não tem nenhum compromisso com inteligência, sabedoria, beleza, nada disso. &lt;br /&gt;Ela me respondeu: &lt;br /&gt;_Com a beleza não tem nada a ver, não. Mas com a inteligência tem, sim. Você não suportaria viver, durante muito tempo, com um homem pouco inteligente. &lt;br /&gt;Quando eu adoecia, ia passar uns dias em casa de Alice, pois não tinha ninguém para cuidar de mim. A Hilda, minha empregada, só ia duas vezes por semana. &lt;br /&gt;Alice tinha o hábito de dormir à tarde, mas, naqueles dias, ia para o meu quarto e ficávamos conversando horas seguidas. &lt;br /&gt;Um dia ela me contou que, quando menina, sua tia havia dado uma surra na escrava. A escrava era o dobro da tia, que era franzina e muito brava. &lt;br /&gt;Alice estava louca  para saber como ela havia conseguido aquela proeza, mas tinha muito medo da tia brava. &lt;br /&gt;Certa vez, tomou coragem e perguntou: &lt;br /&gt;_Minha tia, como foi que a senhora conseguiu dar uma surra na fulana que é muito mais forte que a senhora? &lt;br /&gt;A sua tia respondeu: &lt;br /&gt;_Eu experimentei, dando um tapinha.  Ela não reagiu, eu avancei. &lt;br /&gt;Nunca, na vida, me esqueci dessa lição. A qualquer ameaça de tapinha, moral ou física, eu reagia logo, antes que o inimigo avançasse. &lt;br /&gt;A Maria da Penha era uma figura humana interessantíssima. Tinha vinte e poucos anos, era bonita, simpática, excelente empregada. Só tinha um defeito, grave: Não podia acordar sem ser naturalmente. Se alguém a chamasse de manhã, durante o sono, ficava num mau humor de ninguém suportar. Então, a única solução era deixá-la dormir até o sono acabar. &lt;br /&gt;Adorava bichos e resolveu criar gatos. Em poucos meses havia mais de dez gatos. &lt;br /&gt;Certa manhã, Alice desceu mais cedo para a cozinha e a gataria toda começou a puxar a sua saia e arranhar as suas pernas, com certeza pedindo leite ou comida. &lt;br /&gt;Lá pelas tantas ela perdeu a paciência e chamou o Rubens, motorista. Ele estava exatamente limpando e lubrificando o carro que Augusto Mário mantinha, sempre, na garagem para, na hipótese de morte de algum amigo, ou de uma autoridade, não ter que incomodar ninguém. Acontece que, quando morria um amigo, ou o carro estava enferrujado ou o Rubens sumido. &lt;br /&gt;Neste dia estava tudo certo: o carro lubrificado e o Rubens ali. &lt;br /&gt;Alice não perdeu tempo: chamou o Rubens e determinou que colocasse todos os gatos num saco e os soltasse no mato. Ele adorou a idéia de poder passear um pouco. Em poucos minutos juntou a gataria ao redor do prato de leite, colocou-os no saco e se mandou para a rua. &lt;br /&gt;Quando a Maria da Penha acordou e soube da confusão toda, abriu o maior berreiro: &lt;br /&gt;_ A senhora é um monstro, como pôde fazer tamanha maldade? E agora, o que vai ser dos pobres gatinhos, quem lhes dará leite. Os pobrezinhos no mato, com cobra e tudo, morrendo de frio à noite. Ai, meu  Deus! E chorava, chorava. &lt;br /&gt;Alice foi entrando em pânico. Acho que já estava arrependida e assim não deu uma palavra e saiu de mansinho para a cozinha, pois já sabia que, naquele dia, não ia ter nem um ovo frito para comer, se dependesse da Maria da Penha. &lt;br /&gt;Quando o Rubens voltou, já era mais de meio dia. Alice foi dando ordem: &lt;br /&gt;_ Volte lá e só retorne depois que encontrar o último gato. &lt;br /&gt;Alice havia acordado cedo e o Rubens estava lubrificando o carro, justamente porque havia morrido um amigo do casal. O enterro seria às quatro horas da tarde. Todos prontos para sair e, cadê o Rubens? Nada. Cansaram de esperar e chamaram um táxi. &lt;br /&gt; Lá pelas sete horas da noite, quando Augusto Mário e Alice já haviam regressado, também de táxi, chegou o Rubens, todo suado e arranhado, e só com dois gatos. &lt;br /&gt;A Maria da Penha brigou com ela e foi embora para a casa da Sarita. &lt;br /&gt;Meses depois,  ela disse à Sarita que queria de volta a Maria da Penha. &lt;br /&gt;Sarita teve um trabalho enorme para substituir a Maria da Penha para trazê-la de volta para a casa da sua mãe. Duas semanas depois, avisou a Alice que traria a empregada no dia seguinte. &lt;br /&gt;Alice, na maior tranqüilidade, respondeu: &lt;br /&gt;_Não traga não, porque não a quero mais. &lt;br /&gt;Sarita, desapontada: &lt;br /&gt;_Mas, mamãe, eu tive um trabalho enorme para conseguir outra empregada e agora você muda de idéia?. &lt;br /&gt;E, Alice, calmamente: &lt;br /&gt; _E você acha que eu sou mulher para ter uma opinião só a vida inteira? &lt;br /&gt;Num domingo, eu não fui à casa de Alice para o almoço porque estava indisposta, com dor de estômago. Na segunda feira ela foi ao meu apartamento, me visitar. &lt;br /&gt;Era um apartamento mínimo,  com quarto e sala, e uma janela enorme, no décimo andar. &lt;br /&gt;Ela foi entrando e dizendo: &lt;br /&gt;_Verinha, que apartamento perigoso! Se você entrar nele com muito entusiasmo, vai sair pela janela. &lt;br /&gt;Ficamos a tarde inteira conversando.  Ela me contou o quanto gostava da minha mãe, sua prima. Que freqüentava muito a nossa casa, quando eu era pequena. &lt;br /&gt;Perdi a minha mãe com oito anos e pedi a Alice que me contasse detalhes de sua personalidade, das coisas das quais eu não podia me lembrar. &lt;br /&gt;Lembro-me de uma das  histórias, ótima: a sua nora, Elza, estava brigando muito com o seu filho Caio e fazendo-lhe muitas críticas. Dizia, no entanto, que o amava. &lt;br /&gt;Alice decidiu: &lt;br /&gt;_Vamos à casa de Amália. Lá você vai ver o que é amor. &lt;br /&gt;Foram. A Elza, uma mulher linda e chique, chegou à nossa casa toda animada para ver o amor de perto. Só encontrou um bando de crianças descabeladas: éramos nove, o mais velho com dezoito anos e a mais nova, recém-nascida. &lt;br /&gt;A mamãe, linda, cuidando dos filhos, fazendo doce de casca de laranja, o que o Zezé mais gostava – dizia com a maior alegria - porque  Zezé pra cá, Zezé pra lá, e contava casos do Zezé. E vinha menino, chateava, ela mandava sair para o jardim, vinha outro, enchia a paciência, ela colocava para dormir. A pequenina chorava, ela ia correndo acudir e já a trazia no peito, continuando as histórias e... mais Zezé, mais Zezé. &lt;br /&gt;A Elza, dizia Alice, estava completamente zonza. Ela, que só tinha dois filhos, Felisberto e Arnaldo, que viviam limpos, penteados, com as babás, tudo em ordem, não estava se adaptando àquela bagunça e cutucava Alice para irem embora. &lt;br /&gt;Quando Alice ameaçou sair, a mamãe não deixou: &lt;br /&gt;_De jeito nenhum, vocês vão esperar o Zezé, está na hora dele chegar. &lt;br /&gt;E contou mais histórias para distraí-las enquanto o Zezé não chegava. &lt;br /&gt;E chegou o Zezé, meu pai: baixo, feio, falando tão depressa que não dava para entender nada.  &lt;br /&gt;Os olhos da minha mãe faziam ondas, refletiam  a felicidade. E o Zezé falando duas palavras de cada vez, Alice e Elza não entendendo nada e a minha mãe traduzindo, aquela confusão. &lt;br /&gt;Cansaram de tanta loucura e foram embora, deixando os dois pombinhos com a filharada. &lt;br /&gt;No caminho, Elza quis saber de Alice qual era o sentido daquela visita, o seu vestido branco todo sujo de mão de menino, aquele cansaço de confusão mental completa. E ouviu a resposta: &lt;br /&gt;_Amor é isso, minha filha. A mulher, quando ama, tira de letra um dia como este, que para você pareceu um martírio,  na maior tranqüilidade. Quando o Zezé chega, passa a borracha nas tormentas todas e cai nos seus braços como no primeiro dia de casamento. Você, desocupada do jeito que é, com o marido bonitão que tem, fica botando minhoca na cabeça e criando problema onde não existe. Acho que é desamor. Não tem outra explicação. &lt;br /&gt;Esta história é uma definição de Alice. Ela  não precisava sair de casa para mostrar o que era o amor. O exemplo era ela própria, com Augusto Mário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alice possuía uma memória fantástica. Contava-me episódios da sua infância, no final do século atrasado, pois ela nasceu em 1.880, e eu ficava extasiada com a sua coragem e personalidade. &lt;br /&gt;Sempre havia imaginado que, naquela época, até muitos anos depois, as mulheres eram umas bobocas, fazendo só o que os pais e os maridos permitissem e dizendo amém a todos. Mas, não. Alice dialogava com os pais, dizia-lhes o que bem entendia, discordava, opinava, concordava às vezes, não arredava um milímetro  do que considerava ser o correto. &lt;br /&gt;O namoro com Augusto Mário, seu primo e sua única paixão, começou quando ele voltou de São Paulo, onde passara vários anos estudando Direito e, tendo-se formado, voltara para Diamantina. &lt;br /&gt;Quando estava para voltar, a família toda se organizou para recebê-lo com festas e homenagens. &lt;br /&gt;Alice não tinha uma só roupa que prestasse. Só possuía uma saia nova e não tinha dinheiro para comprar uma blusa. &lt;br /&gt;O seu Luís, que era encantado com ela e queria namorá-la, era filho do seu Mota, dono da loja de tecidos. Quando ela lhe contou o seu aperto, ele se propôs a levá-la à loja e pedir ao pai que desse a ela um pedaço de tecido para fazer a blusa. Foram. Foi feita a blusa. &lt;br /&gt;Vindo de São Paulo, Augusto Mário passou uns dias em Belo Horizonte e, lá, quis saber dos primos como estava Diamantina e, principalmente, como estavam as moças que ele havia deixado anos atrás, meninas ainda.  &lt;br /&gt;Um dos primos fez-lhe o relatório de cada uma das moças, umas lindas, outras, estudiosas, interessantes, chiques. Mas... existe uma, a Alice, que não sendo bonita, nem a mais elegante, é a mais encantadora de todas. No ambiente em que ela se encontrar, depois que começa a falar, com tanto espírito, inteligência e simpatia, cresce e supera todas as outras, por mais bonitas que sejam. &lt;br /&gt;Aquilo ficou gravado na memória de Augusto Mário. E ele pensava: Será possível a Alice, aquela menina magrela, agressiva, irreverente, ter se tornado uma mulher tão interessante? &lt;br /&gt;Afinal, chegou a Diamantina. &lt;br /&gt;A família inteira reunida e orgulhosa do seu doutor em Direito, formado em São Paulo. &lt;br /&gt;Foram todos para a casa de seus pais, onde seria a festa. Dois amigos iriam buscá-lo na estação e levá-lo à casa. &lt;br /&gt;Quando ele chegou, foi aquela quantidade de palmas e sorrisos, abraços. Um das primas trouxe-lhe um ramo de flores. Ele, encabulado, sem saber o que fazer com as flores, procurou com os olhos alguém a quem entregá-las e encontrou Alice, que estava próxima, e ofereceu-lhe o ramo de flores.  Foi a conta: o seu Luís ficou morto de ciúmes e queria porque queria que Alice lhe devolvesse a blusa. &lt;br /&gt;Para o sábado seguinte estava programada uma festa com dança e tudo, e o sofrimento de Alice começou de novo. E a roupa? &lt;br /&gt;Depois de muita luta, conseguiu um pano e fez um vestido de festa. &lt;br /&gt;As mulheres estavam muito chiques e ela se sentia humilhada. E não conseguiu fazer sucesso porque ficou calada, num canto. &lt;br /&gt;Qual não foi a sua surpresa quando Augusto Mário, depois de dançar com várias moças, foi buscá-la para dançar. Ela ficou encabulada. Seu coração dava pulos no peito e foi uma luta para encontrar o rítmo. &lt;br /&gt;Controlou-se e começaram a conversar. Ele não a deixou mais, até o final da festa. &lt;br /&gt;Naquela noite, quando chegou à casa, ela se ajoelhou &lt;br /&gt;aos pés da cama e pediu a Santo Antônio, com todo o fervor, que, se não fosse para casar com ele, tirasse aquela ilusão de sua cabeça de uma vez por todas, porque não queria sofrer aquele amor que já brotava com tanta força em seu coração e que ela imaginava muito violento. &lt;br /&gt;Mas não era só ela quem estava apaixonada por ele. Uma meia dúzia de moças também. Era, naqueles dias, o assunto de Diamantina. &lt;br /&gt;Ela, então, decidiu sumir da vida dele, para evitar sofrimentos. &lt;br /&gt;Um dia, tendo ido ao armarinho comprar botões e fitas, percebeu que ele a acompanhava. Andou mais rápido e ouviu o barulho de seus passos. Ouviu-lhe a voz, chamando-a .  Apertou os passos e saiu correndo, ele correu atrás. &lt;br /&gt;Quando chegou à porta de casa, já exausta, começou a subir as escadas, com dificuldade. &lt;br /&gt;Foi quando ele, alcançando-a, puxou-a pelos cabelos e lhe deu um beijo. &lt;br /&gt;Ela ficou tonta, desnorteada, sem entender nada. &lt;br /&gt;_Quer se casar comigo?, sussurrou ele. &lt;br /&gt;_Agora, querendo ou não querendo, temos de nos casar, pois você já me beijou e estou desonrada, respondeu Alice. &lt;br /&gt;Casaram-se. E parece-me que Alice foi, durante toda a vida, a companheira que mais amou o homem com quem se casou. &lt;br /&gt;Um dia, acordei com Alice me passando a maior descompostura: &lt;br /&gt;_Você deve estar pensando que também é rica porque convive com Ignez, Sarita e Yolanda, mas  você é pobre, Verinha. Convença-se disso! Comece a fazer loucuras e depois vai se encalacrar toda, encher-se de dívidas e não vai conseguir pagar com este emprego mixuruca. &lt;br /&gt;Eu, sem entender nada, resmunguei: &lt;br /&gt;_ Ser pobre já é desagradável, mas ter alguém que já, de manhã cedo, vem me xingando de pobre é o fim da picada. O que foi que eu fiz para esse xingatório todo? &lt;br /&gt;_Comprou uma geladeira elétrica a prestações. E não me pergunte quem me contou porque eu estou proibida de dizer, foi falando. &lt;br /&gt;_Mas, Alice, você com esta fama toda de inteligente, não raciocinou ainda que aquela geladeira de gelo que você me deu foi o maior presente de grego do mundo?  Dia sim, dia não, tenho de comprar uma barra enorme de gelo que se derrete e vai para o esgoto. Vou passar a minha vida inteira jogando o meu dinheirinho minguado no esgoto? Já uma geladeira elétrica, com uma prestação um pouquinho mais alta do que as barras de gelo, ficará para a vida toda. Para você ter uma idéia, pretendi dar a geladeira de gelo para o porteiro e ele não aceitou. Foi mais inteligente do que eu. &lt;br /&gt;Ela ficou parada, olhando para a minha cara um tempão e saiu com a proposta mais extravagante que já recebi em toda a minha vida: &lt;br /&gt;_Sabe de uma coisa, Verinha? Você é mesmo muito inteligente e não pode continuar nessa pobreza. Vamos escrever um livro, juntas. O José Olympio anda louco para publicar outro livro meu. Aí, ele publica, todos ficam conhecendo o seu talento e você fica rica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha Vida de Menina &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1941 a família Brant morava num apartamento, enquanto a sua casa estava sendo construída na Lagoa Rodrigo de Freitas, perto do Corte Cantagalo onde existe, hoje, o Edifício Helena Morley. &lt;br /&gt;Alice detestava morar em apartamento. &lt;br /&gt;Certa tarde de sábado, para distrair os filhos, pegou dentre os seus guardados o diário que havia escrito quando menina e resolveu ler para eles e para o marido. &lt;br /&gt;Todos escutavam encantados. &lt;br /&gt;Ao final da leitura o marido Augusto Mário, sugeriu: &lt;br /&gt;_ Por quê não publicamos esse diário? Muita gente iria ter a oportunidade que estamos tendo de ouvir histórias tão interessantes de uma menina inteligente numa cidadezinha mineira, no final do século passado. &lt;br /&gt;Alice não achou muita graça na idéia. Ignez, sua filha, adorou. &lt;br /&gt;Depois de muita discussão, Alice concordou em transformar tudo aquilo num livro, desde que fosse com pseudônimo, do contrário Diamantina inteira iria brigar com ela. &lt;br /&gt;Pensaram vários nomes. Alice preferiu Helena porque achava um nome muito bonito. E o sobrenome Morley, de sua avó materna. &lt;br /&gt;Assim nasceu Helena Morley. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro foi lançado pela Livraria José Olympio em 1942. &lt;br /&gt;Foi o maior sucesso. O Brasil inteiro comentava e as edições se esgotavam, uma após outra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O que  eu choro na sua ausência &lt;br /&gt; não é a rosa do teu corpo jovem, abatida no haste, &lt;br /&gt; nem a tua alegria, que não mais verei: &lt;br /&gt; doem-me os teus frutos, que, ao caíres, esmagaste sobre ti; &lt;br /&gt; amarga-me o quinhão de tempo e flor &lt;br /&gt; arrebatado às tuas mãos de vida”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-117017075541722744?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/117017075541722744/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=117017075541722744' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/117017075541722744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/117017075541722744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2007/01/vida-de-menina_30.html' title='VIDA DE MENINA'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-116847164125895316</id><published>2007-01-10T15:24:00.000-08:00</published><updated>2007-01-10T15:27:21.270-08:00</updated><title type='text'>PAZ DE ESPIRITO</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3447/3421/1600/186584/aab.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3447/3421/400/25338/aab.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-116847164125895316?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/116847164125895316/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=116847164125895316' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/116847164125895316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/116847164125895316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2007/01/paz-de-espirito.html' title='PAZ DE ESPIRITO'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-116808548059630862</id><published>2007-01-06T04:10:00.000-08:00</published><updated>2007-01-06T04:11:20.616-08:00</updated><title type='text'>GOTA  D'AGUA</title><content type='html'>O aumento de 91% nos proventos de deputados federais e senadores foi a gota d'água que faz explodir minha revolta contra a falta de respeito ao povo brasileiro, a impunidade e os abusos que vêm sendo praticados por egoístas detentores de poder no Executivo, Legislativo e Judiciário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou com 80 anos, vividos no trabalho árduo, responsável e produtivo, como empresário empreendedor. E fico desolado por ver nosso querido Brasil afundando cada vez mais pela incapacidade e despreparo de seus dirigentes e, o que é pior, pela falta de patriotismo e pela prevalência desavergonhada de interesses pessoais em detrimento da coletividade. A quem apelar para impedir tanta pouca vergonha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente Lula diz que vai preservar todos os direitos. Para tanto, irá onerar ainda mais os que trabalham e contribuem para a geração de empregos e produzem riquezas para a Nação, criando mais encargos, obrigações e impostos, porquanto são esses brasileiros que pagam a "farra cívica" de uns poucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imploro por socorro para que prevaleçam a ordem e a severidade pública em nossa querida Pátria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero terminar minha vida constatando a prevalência da inversão de valores, e tendo vergonha dos que nos governam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Willy Egon Frey, Fraiburgo/willy@renar.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-116808548059630862?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/116808548059630862/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=116808548059630862' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/116808548059630862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/116808548059630862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2007/01/gota-dagua.html' title='GOTA  D&apos;AGUA'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-116775033912417182</id><published>2007-01-02T07:04:00.000-08:00</published><updated>2007-01-02T07:05:39.140-08:00</updated><title type='text'>Exame de Consciencia</title><content type='html'>Li artigo de conhecido cronista dizendo que o povo não é melhor do que o Congresso que elegeu, pois uma pesquisa do Ibope revela que 69% dos entrevistados mostraram-se mais cúmplices do que vítimas. Se pudessem, seriam tão venais quanto os políticos. Dessa maneira, diz o cronista, o Ibope tenta demonstrar que os problemas éticos não estão concentrados apenas nas elites, mas em todas as classes sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, trata-se de uma pesquisazinha safada que surge no momento em que os três poderes caem de podre. Em segundo lugar, 31% não concordaram. Em terceiro lugar, quem ensinou os 69% a pensar assim, senão a classe dominante e principalmente o neoliberalismo, cuja cartilha é “o lucro é meu pastor e nada me faltará”? Você não pode tratar um menino pobre como um cão e querer que ele se comporte como um cidadão sem mácula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estudei na infancia,, éramos todos pobres e nenhum dos meus ex-colegas tornou-se delinqüente. Aprendia-se, além das matérias obrigatórias, a cultivar a honra, o caráter, a dignidade e a honestidade, não porque poderíamos ser castigados, mas porque há coisas que um homem (ou mulher) não faz. Querer culpar o povo por acreditar nas mentiras de marqueteiros milionários fica a meio caminho entre a ingenuidade e a cumplicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema, na verdade, é que há muito tempo não se ensina às crianças o conceito de honra. Aliás, só vejo a palavra ser usada quando alguém diz “palavra de honra” – sem nem saber o que está dizendo. Responda rápido: é bom viver num país onde o conceito de honra foi abolido e tudo pode se comprado? É bom viver num país sem outras características além do desemprego, da miséria, da prostituição e da criminalidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até quando todos, inclusive os muito ricos e os muito poderosos, agüentarão esse isolamento? Não seria melhor uma sociedade ética? Certamente teríamos mais escolas, mais hospitais e menos presídios e hospícios. O problema é que, para isso, o poder teria que se regenerar. Fará isso?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-116775033912417182?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/116775033912417182/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=116775033912417182' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/116775033912417182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/116775033912417182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2007/01/exame-de-consciencia.html' title='Exame de Consciencia'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-116774001478162414</id><published>2007-01-02T04:11:00.000-08:00</published><updated>2007-02-24T06:53:45.784-08:00</updated><title type='text'>Súplica da Criança</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3447/3421/1600/486186/aaa.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3447/3421/400/540252/aaa.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhor !... &lt;br /&gt;Disseram os homens que me queriam tanto,&lt;br /&gt;mas ao atingir-lhes a casa, não dialogaram&lt;br /&gt;comigo, segundo as minhas necessidades.&lt;br /&gt;Quase todos me ofereceram um berço enfeitado, &lt;br /&gt;mas poucos me deram o coração.&lt;br /&gt;Afirmam que devo procurar a felicidade,&lt;br /&gt;entretanto, não sei como fazer isso, se os&lt;br /&gt;vejo a quase todos sofrendo e rebelando-se&lt;br /&gt;por não aceitarem as disciplinas da vida.&lt;br /&gt;Escuto-lhes as lições de paz, contudo,&lt;br /&gt;acompanho-lhes as rixas em vista de estarem&lt;br /&gt;sempre exigindo o maior quinhão de recursos&lt;br /&gt;da Terra. Recomendam-me buscar a alegria, mas,&lt;br /&gt;muitas vezes, observo que esta misturado de&lt;br /&gt;lágrimas o leite que me estendem. Erguem&lt;br /&gt;palácios para mim, no entanto, entre as&lt;br /&gt;paredes dessas mansões coloridas e belas,&lt;br /&gt;renovam, a cada dia, reclamações e queixas&lt;br /&gt;que não sei compreender, nem registrar.&lt;br /&gt;Explicam que preciso praticar o perdão e ,&lt;br /&gt;ao mesmo tempo, muitos me mostram como&lt;br /&gt;exercitar a vingança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhor !...&lt;br /&gt;Que será de mim, neste grande mundo que&lt;br /&gt;construíste entre as estrelas, sempre&lt;br /&gt;adornado de flores e aquecido pelo Sol, se&lt;br /&gt;os homens me abandonarem ?&lt;br /&gt;Faze que eles reconheçam que dependo deles&lt;br /&gt;como o fruto depende da arvore. E, tanto&lt;br /&gt;quanto seja possível, dizer-lhes, Senhor,&lt;br /&gt;que terei comigo apenas o que me derem e&lt;br /&gt;que posso ser, enquanto estiver aqui,&lt;br /&gt;unicamente o que eles são.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-116774001478162414?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/116774001478162414/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=116774001478162414' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/116774001478162414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/116774001478162414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2007/01/splica-da-criana.html' title='Súplica da Criança'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-116740808354593580</id><published>2006-12-29T07:59:00.000-08:00</published><updated>2006-12-29T08:01:23.556-08:00</updated><title type='text'>Leituras essenciais</title><content type='html'>Ina Von Binzer – Os meus Romanos - Usando o pseudônimo de Ulla von Eck, a autora escreve uma série de cartas para sua amiga na Alemanha, contando-lhe cada detalhe de sua rotina, seu trabalho como professora, os alunos, as escolas, os escravos, as festas, tudo o que possa parecer interessante a uma amiga que apenas sabe do Brasil por relatos de outros escritores viajantes. Ulla não se preocupa em ocultar detalhes talvez banais para a época pois quer mostrar as grandes diferenças de comportamento e ambiente encontradas no Brasil. .&lt;br /&gt;E engana-se quem pensa que, sendo uma moça de apenas 22 anos , ela tenha se omitido das questões sociais, políticas ou econômicas. Ao longo das cartas pode-se ver diversas críticas ao sistema escravista, no qual aponta pontos negativos e positivos, descrições da vida social da elite e também questiona a convicção republicana de muitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Helena Morley – Minha vida de Menina - “Escrevo tudo neste caderno que é meu confidente e amigo único.” Assim Helena Morley, pseudônimo da autora Alice Dayrell Brant, à época com apenas 14 anos, filha de pai inglês, descreve sua relação com o diário que redigiu em Diamantina (MG) durante os anos de 1893 até 1895. Uma fonte deleitosa de casos familiares, intrigas domésticas e superstições cotidianas, narrada com a inocência e a espontaneidade da menina que buscava apenas “construir seus castelos” e passar o tempo numa cidade provinciana onde pouco acontecia. .É neste diário que Helena debocha e desmascara as pretensas virtudes alheias. Procurando com sofreguidão não perder uma infantil alegria de viver, e reinventando o mundo à sua maneira, Helena Morley é o diamante mais raro de Diamantina.&lt;br /&gt;“A capacidade de empatia que ela gera em nós por ser tão aberta em admitir suas fraquezas e suas falhas é o que nos faz rir de nós mesmos, porque nos reconhecemos nas suas imperfeições e incoerências”, diz a diretora sobre a decisão de adaptar o diário para o cinema, através do filme “Vida de menina”, estrelado por Ludmila Daher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cecília de Assis Brasil – Diário de Pedras Altas - Em 1934, Joaquim Francisco de Assis Brasil escreve a um amigo sobre a trágica morte da filha dileta, Cecília, vitimada por um raio num dia de tempestade em Pedras Altas: &lt;br /&gt;Antes de tudo, deixe-me agradecer-lhe cordialmente, também em nome de Lydia e nossos filhos, sua demonstração de simpatia com nossa indizível dor. Perdemos uma filha que mereceria o título de “predileta”, se não fosse para nós um dogma a igualdade do afeto dispensado a todos os filhos. E de que nós a perdemos! [...]. Nada poderá consolar-nos desta perda. Apenas nos esforçamos por considerar uma felicidade ela haver sido poupada de qualquer sofrimento ou de deficiência física causada por doença, ela que tanto merecia gozar da vida. &lt;br /&gt;Cecília, a filha mais velha do segundo casamento de Assis Brasil, nascida em Washington em 1899, amava os cavalos (seu cavalo morreu junto com ela), a vida no campo, o castelo da família em Pedras Altas, a família, e o pai. .Assis Brasil manteve por muitos anos um diário para o registro do dia-a-dia em Pedras Altas, uma espécie de crônica da vida na propriedade. Cecília herdou do pai esse hábito, e por mais de uma década manteve também diários com a intenção de informar o pai, que devido a sua intensa vida pública constantemente viajava, o que se passava com a família.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-116740808354593580?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/116740808354593580/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=116740808354593580' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/116740808354593580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/116740808354593580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2006/12/leituras-essenciais_29.html' title='Leituras essenciais'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-116724266357265691</id><published>2006-12-27T10:03:00.000-08:00</published><updated>2007-03-02T04:24:38.139-08:00</updated><title type='text'>ESTRANHO PONTO DE VISTA</title><content type='html'>Ontem, no Beiramar Shopping, aqui em Florianópolis, uma dessas operadoras oferecia telefone celular pré-pago de graça. Sim. É isso mesmo! De graça. Nesta modalidade, resta ao adquirente pagar pelas eventuais ligações que fará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí resolvi na hora lascar um “comício relâmpago” praguejando contra esse desgoverno estatizante que atravanca o país. Não fosse a privatização a telefonia jamais seria universalizada. É com satistação que constato que tem celular a minha faxineira, o porteiro do prédio, o jardineiro e tantos outros trabalhadores que nem sonhavam em poder desfrutar desse benefício da tecnologia, a mostrar que não é a bolsa família que irá melhorar a vida de todas as pessoas, mas a economia de mercado. Nós precisamos de capitalismo. Muito capitalismo, muito! Quando as pessoas entenderem isso – o que acho difícil, já que na verdade são chimpazés – “este país” poderá evoluir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estado que vá se roçar nas ostras. Serve só para sustentar essa cambada de sindicaleiros catinguentos empoleirados em cargos com salários milionários nas estatais, tipo Petrobras, Correios, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, e mais outros penduricalhos hoje completamente aparelhados pelos vorazes petralhas. Nas horas vagas essa malta se dedica a outros afazeres, como a compra de dossiês fajutos contra políticos da oposição, quebra de sigilos bancários, transporte de dólares na cueca e compra de políticos com mensalão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os chimpanzés, que constituem a maioria da população brasileira, são incapazes de enxergar esta realidade. Com seu celular no bolso gritam em coro: “O Petróleo é Nosso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bando de macacos cretinos. Vão lá lamber os pés do padim Lula. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando acordarem desse transe será tarde, muito tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viva a privataria do FHC. Mais da metade da população brasileira já tem celular. Na verdade, só não tem quem não quer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-116724266357265691?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/116724266357265691/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=116724266357265691' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/116724266357265691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/116724266357265691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2006/12/meu-dia-de-tucano.html' title='ESTRANHO PONTO DE VISTA'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-116663498027658490</id><published>2006-12-20T09:12:00.000-08:00</published><updated>2006-12-20T09:22:07.860-08:00</updated><title type='text'>BRENNENDE SCHMERZEN</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3447/3421/1600/986372/AAA.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3447/3421/400/615302/AAA.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-116663498027658490?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/116663498027658490/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=116663498027658490' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/116663498027658490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/116663498027658490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2006/12/brennende-schmerzen.html' title='BRENNENDE SCHMERZEN'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-116430764050265046</id><published>2006-11-23T10:44:00.000-08:00</published><updated>2006-11-23T10:47:20.510-08:00</updated><title type='text'>DEFININDO... OU DÚVIDAS?</title><content type='html'>AMOR: &lt;br /&gt;Enfermidade temporária que se cura com o casamento . Palavra de quatro &lt;br /&gt;letras , duas vogais e dois idiotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DANÇAR:&lt;br /&gt;É a frustração vertical de um desejo horizontal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESCOTEIROS:&lt;br /&gt;40 crianças vestidas de idiotas , comandadas por 1 idiota vestido de &lt;br /&gt;criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DOR DE CABEÇA: &lt;br /&gt;Anticonceptivo mais usado pelas mulheres destes tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIRGEM:&lt;br /&gt;Menina de 9 anos , muito feia , que corre mais que o primo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EXAME ORAL:&lt;br /&gt;Prova para conseguir um estágio na Casa Branca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LÍNGUA: &lt;br /&gt;Órgão sexual que os antigos usavam para falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONFIANÇA:&lt;br /&gt;Via livre que se dá a uma pessoa para que cometa uma série de abusos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIPLOMACIA:&lt;br /&gt;Arte de dizer "lindo cachorro", até encontrar uma pedra para atirar nele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FÁCIL:&lt;br /&gt;Diz-se da mulher que tem a moral sexual igual a de um homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GINECOLOGISTA:&lt;br /&gt;Especialista que trabalha no lugar onde os outros homens se divertem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HERÓI:&lt;br /&gt;Indivíduo que , diferente do resto , não pôde sair correndo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM:&lt;br /&gt;Ser masculino que durante seus primeiros nove meses de vida quer sair de um&lt;br /&gt;lugar em que tenta entrar pelo resto da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INDIFERENÇA:&lt;br /&gt;Atitude que uma mulher adota perante um homem que não lhe interessa, que é &lt;br /&gt;interpretada pelo homem como se estivesse "se fazendo de difícil".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INTELECTUAL:&lt;br /&gt;Indivíduo capaz de pensar por mais de duas horas em algo que não seja sexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NINFOMANÍACA:&lt;br /&gt;Termo com o qual um homem define uma mulher que deseja fazer sexo mais &lt;br /&gt;vezes que ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TRABALHO EM EQUIPE:&lt;br /&gt;Possibilidade de colocar a culpa nos outros&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-116430764050265046?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/116430764050265046/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=116430764050265046' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/116430764050265046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/116430764050265046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2006/11/definindo-ou-dvidas.html' title='DEFININDO... OU DÚVIDAS?'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-116430488191043366</id><published>2006-11-23T10:00:00.000-08:00</published><updated>2006-11-23T10:01:21.920-08:00</updated><title type='text'>O aleijado que levanta</title><content type='html'>SÃO PAULO - Idalina trabalhava na casa de um médico aqui em São Paulo. Durante anos foi o anjo da guarda da família. Cuidava da limpeza, da cozinha e da roupa. E ajudou a criar os filhos, que, como todos, a adoravam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, muito sem jeito e com os olhos cheios de lágrimas, Idalina anunciou que ia embora. O médico, a mulher, os filhos ficaram em pânico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que é que aconteceu, Idalina? Algum problema? Salário pequeno? Vamos conversar. Quem sabe a gente aumenta seu ordenado? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não é nada disso não, doutor. É a igreja. Nós somos evangélicos, a nossa igreja transferiu meu marido para o Paraná e eu tenho que ir com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Seu marido é pastor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, doutor. O pastor é que vai nos levar com ele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se seu marido não é pastor, pode muito bem ser substituído por outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não pode não, doutor. O pastor só confia em meu marido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que é que ele faz? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele é o aleijado que levanta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-116430488191043366?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/116430488191043366/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=116430488191043366' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/116430488191043366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/116430488191043366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2006/11/o-aleijado-que-levanta.html' title='O aleijado que levanta'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-116385317328124440</id><published>2006-11-18T04:31:00.000-08:00</published><updated>2007-03-02T04:31:37.896-08:00</updated><title type='text'>NADA COMO UM DIA ATRAS DO OUTRO...</title><content type='html'>Em 02 de setembro de 2002, uma carreata estava sendo realizada as 9 horas da manhã em Joaçaba. Chovia naquela hora. Contudo nas esquinas viam-se cartazes dos tucanos locais, com a inscrição: Tucano livre, Tucano melhor. Era em apoio a Esperidião Amin, canditato  ao governo, mas que não tinha o apoio do comitê estadual dos tucanos. A promiscuidade e o fisiologismo dos tucanos começava a ser posto em ação de forma mais escancarada. Jorginho Mello, passadas as eleições, bandeou-se de forma mais conveniente possível para o lado de LHS, que o “aceitou” em detrimento de quaisquer outras lideranças locais do PMDB. Justo LHS, que elegeu-se na onda vermelha, e vive as turras com o governo federal, convenientemente instigado pelo PSDB. A extremada fisiologia do PMDB foi alem, de qualquer fronteira, nas ultimas eleições, quando conseguiu aceitar até o PFL. Não podemos surpreendermos de mais nada que venha da ex-gloriosa sigla, que era o MDB. &lt;br /&gt;     APENAS AQUELA FRUSTRAÇÃO DE VER TRIUNFAR A NULIDADE.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-116385317328124440?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/116385317328124440/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=116385317328124440' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/116385317328124440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/116385317328124440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2006/11/nada-mais-fisiologico-que-o-pmdb.html' title='NADA COMO UM DIA ATRAS DO OUTRO...'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-116378101561473668</id><published>2006-11-17T08:29:00.000-08:00</published><updated>2006-11-17T08:34:34.673-08:00</updated><title type='text'>O CONDE DO DESENHO APURADO</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/3421/1600/AAB.0.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/3421/320/AAB.0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/3421/1600/AAA.3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/3421/320/AAA.3.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Até o período da Segunda Guerra Mundial, a BMW -- sigla para Bayerische Motoren Werke, ou fábrica bávara de motores -- apresentava o 328 como modelo esportivo da casa. Relativamente simples, possuía linhas inspiradoras e obteve algum sucesso de 1936 a 1940.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, mesmo com uma variação mais sofisticada, a Mille Miglia, com carroceria toda em alumínio e estilo bastante aerodinâmico para os padrões da época, a linha 328 não mais se adequava ao período pós-guerra. Já duelando com a eterna rival Mercedes-Benz, a BMW tinha obrigação de apresentar um produto mais rápido e sofisticado, mas ainda confiável, capaz de rivalizar com supercarros de qualquer nacionalidade.&lt;br /&gt;Assim eram apresentados em 1955, no Salão de Frankfurt, o 503 e o 507. Desenhados pelo conde Albrecht Goertz, o primeiro se mostrava apenas mais um belo carro. O roadster 507, entretanto, se materializava na forma não de um sonho, mas de uma envolvente realidade. Longa e baixa, sua carroceria ostentava uma elegância discreta, sem muitos ornamentos. Uma sofisticada escolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava claro que a BMW apostava mais no cuidado de execução e nos detalhes do que num estilo chamativo. Desenhado por Albrecht Graf Goertz, suas formas sugeriam movimento. O carro dispensava frisos, excesso de cromados e outros enfeites inúteis. A grade dianteira bipartida, bastante modificada em suas dimensões de até então, e os emblemas da marca atestavam a origem nobre do roadster.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe aqui um comentário especial sobre a figura impar do Conde Goertz, que foi discípulo do renomado Raymond Loewy, desenhista de inúmeros ícones do Século XX.  Goertz emigrou da Alemanha para o Estados Unidos, tendo inclusive  servido ao exercito americano. Muito embora não tenha muitos trabalhos, contrabalança o fato de serem de enorme expressão. É considerada sua a criação do primeiro Datsun Z e do primeiro Nissan Silvia, alem do Toyota 2000. . Goertz deixou-nos em 27.10.2006.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-116378101561473668?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/116378101561473668/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=116378101561473668' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/116378101561473668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/116378101561473668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2006/11/o-conde-do-desenho-apurado.html' title='O CONDE DO DESENHO APURADO'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-116333084187412901</id><published>2006-11-12T03:25:00.000-08:00</published><updated>2006-11-12T03:27:21.883-08:00</updated><title type='text'>A SEPARAÇÃO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/3421/1600/AAQ.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/3421/320/AAQ.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O diário de uma virgem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quinta-feira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querido diário, hoje eu e meu namorado estávamos no parque.&lt;br /&gt;Começamos a beijar-nos e a nos acariciar, mas, de repente, ele fez-me uma proposta indecente. Então, saí a correr e percebi que minhas pernas são minhas melhores amigas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexta-feira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querido diário, hoje eu e meu namorado estávamos no cinema.&lt;br /&gt;Começamos a beijar-nos e a nos acariciar, mas, de repente, ele fez-me uma proposta indecente. Então, saí a correr e percebi que minhas pernas são REALMENTE minhas melhores amigas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querido diário, hoje eu e meu namorado estávamos no seu apartamento.&lt;br /&gt;Ele pôs uma musiquinha, bebemos vinho, dançamos e começamos a beijar-nos e a nos cariciar mas, de repente, ele fez-me uma proposta indecente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, percebi que ATÉ AS MELHORES AMIGAS UM DIA SE SEPARAM.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-116333084187412901?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/116333084187412901/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=116333084187412901' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/116333084187412901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/116333084187412901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2006/11/separao.html' title='A SEPARAÇÃO'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-116309364297512384</id><published>2006-11-09T09:31:00.000-08:00</published><updated>2006-11-09T09:38:29.100-08:00</updated><title type='text'>A RAZÃO... A FORÇA... O IDILIO!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/3421/1600/AAO.1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/3421/320/AAO.1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início dos tempos o orgasmo era uma coisa muito simples: só os homens é que o tinham, e servia para os avisar de quando é que tinham de parar.&lt;br /&gt;Depois elas desataram a ter orgasmos e a coisa complicou-se de sobremaneira. Aquilo que era uma função básica da reprodução ganhou uma pluralidade de dimensões e, hoje em dia, o orgasmo tem mais funções que um telemóvel de última geração. Senão vejamos:&lt;br /&gt;O orgasmo vende revistas: coloque-se a palavra «ORGASMO» a ocupar 1/3 da capa de uma revista e tem-se uma edição esgotada. O orgasmo é um barómetro de performance para eles e para elas – quantos mais, melhor. O orgasmo faz bem à pele. O orgasmo dá audiência ao Júlio Machado Vaz. O orgasmo desentope o nariz e tem efeitos anti-histamínicos. O orgasmo reduz a tensão e o stress. O orgasmo mais decibélico enfurece qualquer vizinho mais rebarbado. O orgasmo produz expressões faciais caricatas. O orgasmo aumenta a longevidade. O orgasmo tem efeitos inexplicáveis ao nível da auto-estima.&lt;br /&gt;Se alguém duvida da capacidade feminina de complicar o que quer que seja, o orgasmo tira-vos todas as dúvidas. Ou seja, se têm dúvidas, tenham um.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-116309364297512384?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/116309364297512384/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=116309364297512384' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/116309364297512384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/116309364297512384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2006/11/razo-fora-o-idilio.html' title='A RAZÃO... A FORÇA... O IDILIO!'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-116291900030276727</id><published>2006-11-07T09:02:00.000-08:00</published><updated>2006-11-07T09:03:20.310-08:00</updated><title type='text'>HOJE - O MELHOR DOS DIAS!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/3421/1600/AAB.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/3421/320/AAB.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-116291900030276727?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/116291900030276727/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=116291900030276727' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/116291900030276727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/116291900030276727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2006/11/hoje-o-melhor-dos-dias.html' title='HOJE - O MELHOR DOS DIAS!'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-116281297199317220</id><published>2006-11-06T03:16:00.000-08:00</published><updated>2006-11-07T07:01:31.453-08:00</updated><title type='text'>MEU COMERCIAL PREDILETO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/3421/1600/propaganda_Honda%20SS50-%20Quatro%20Rodas.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/3421/320/propaganda_Honda%20SS50-%20Quatro%20Rodas.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clique em cima, que ele aumenta, lá do tempo do Corcel 73(Raul Seixas)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-116281297199317220?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/116281297199317220/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=116281297199317220' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/116281297199317220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/116281297199317220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2006/11/meu-comercial-predileto.html' title='MEU COMERCIAL PREDILETO'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-116232856563120685</id><published>2006-10-31T12:59:00.000-08:00</published><updated>2006-10-31T13:02:45.640-08:00</updated><title type='text'>ADICIONAR GASOLINA E CHOPP</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/3421/1600/bpp15.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/3421/320/bpp15.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-116232856563120685?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/116232856563120685/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=116232856563120685' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/116232856563120685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/116232856563120685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2006/10/adicionar-gasolina-e-chopp.html' title='ADICIONAR GASOLINA E CHOPP'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-116232617066001755</id><published>2006-10-31T12:17:00.000-08:00</published><updated>2006-10-31T12:22:50.666-08:00</updated><title type='text'>GUTBROD SUPERIOR 1952 - MY EVER WISH</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/3421/1600/gutbrod-superior-01.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/3421/320/gutbrod-superior-01.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-116232617066001755?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/116232617066001755/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=116232617066001755' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/116232617066001755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/116232617066001755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2006/10/gutbrod-superior-1952-my-ever-wish.html' title='GUTBROD SUPERIOR 1952 - MY EVER WISH'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33486061.post-116076034242423033</id><published>2006-10-13T10:25:00.000-07:00</published><updated>2006-10-13T10:25:42.473-07:00</updated><title type='text'>MUHAMMAD YUNUS MERECEU:</title><content type='html'>Nobel da Paz foi para o crédito aos pobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O economista e professor Muhammad Yunus, de Bangladesh, e seu banco popular, o Grameen, são os vencedores do prêmio Nobel da Paz deste ano. Segundo anúncio feito nesta sexta-feira, em Oslo, pelo presidente do comitê do Nobel, Ole Danbolt Mjoes, Yunus foi o escolhido por causa da importância de seu pioneiro trabalho de oferta de crédito aos pobres - em especial as mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yunus é um símbolo da modalidade de microcrédito - com seu banco, ele forneceu recursos para que as pessoas menos favorecidas pudessem criar seus próprios negócios e sair da pobreza em Bangladesh. Conforme o comitê do Nobel, o prêmio foi para ele por causa da importância de seu inovador programa, que "cria desenvolvimento social e econômico a partir das camadas inferiores".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Yunus e o banco Grameen mostraram que até o mais pobre entre os pobres pode trabalhar e obter seu próprio desenvolvimento", diz o comitê do Nobel em seu comunicado. O Grameen oferece crédito aos moradores da zona rural sem exigir garantias - modelo que inspirou casos similares em várias partes do mundo. O ganhador do prêmio receberá 1,4 milhão de dólares no final do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maravilhado - De acordo com reportagem da rede BBC, o anúncio do vencedor foi uma grande surpresa, como já havia ocorrido nas últimas versões do Nobel da Paz. O próprio Yunus disse não ter acreditado quando recebeu o telefonema comunicando o resultado - ele contou estar "absolutamente maravilhado". "É uma notícia fantástica para todos que nos apoiaram", afirmou o economista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33486061-116076034242423033?l=choppmotorrad.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/feeds/116076034242423033/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33486061&amp;postID=116076034242423033' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/116076034242423033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33486061/posts/default/116076034242423033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://choppmotorrad.blogspot.com/2006/10/muhammad-yunus-mereceu.html' title='MUHAMMAD YUNUS MERECEU:'/><author><name>CHOPPMOTORRAD</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14665488033742182525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='16' src='http://www.autogallery.org.ru/k/j/46jaw250.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
